Flamengo: As mulheres que fazem a história do Time de maior Torcida do Brasil

Alô Torcida

Há 114 anos, os fundadores do Clube de Regatas Flamengo determinaram que o aniversário do clube não seria comemorado no dia oficial do nascimento (17 de novembro) e sim no dia 15 para que “a data mais importante da história”, segundo eles, fosse sempre feriado nacional…  

E o Torcida Feminina presta sua homenagem ao time de maior Torcida do Brasil com a presença de duas Patrícias. A Amorim quer ser presidente do clube (e as pesquisas mostram que ela está na frente com 25% das inteções de voto). A Magliano, Torcedora rubro-negra fanática, esperou o pai partir para deixar o Botafogo de lado e assumir sua paixão pelo time da Gávea. A entrevista exclusiva de Patrícia Amorim você confere aqui e o vídeo com a Patrícia flamenguista fanática Magliano, você vê na nossa seção de vídeo. Parabéns nação Rubro-Negra. Boa Sorte Patrícia Amorim!

Por Mariana Canedo

Especial para o Torcida Feminina

Rio de Janeiro - A história de Patrícia Amorim com o Clube de Regatas Flamengo começou quando ela tinha apenas três anos de idade e não nasceu nas arquibancadas mas nas piscinas do clube. A nadadora, que por 28 vezes foi campeã brasileira, quer agora assumir outro defasio – talvez o maior de toda a sua carreira. Ela quer ser a primeira mulher  a ocupar o posto de maior prestígio para os rubro-negros, a presidência do Flamengo.

Pesquisa realizada no início de outubro pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), indicou o favoritismo de Patrícia Amorim com 25,45% das intenções de voto. Entretanto, apesar da vantagem, a vitória da ex-nadadora não pode ser dada como certa. Entre seus adversários está o atual vice-presidente geral do Flamengo Delair Dumbrosck com 22,22%.

 

 Patricia_Amorim

 

 Como você  encara o fato de ser a primeira mulher a se candidatar a presidência do Flamengo?

Encaro como um processo natural. O mundo está se modernizando e isso faz também com que as mulheres conquistem espaço no futebol. As pessoas perguntam se eu entraria numa boa em vestiário. Não acho que seja imprescindível entrar no vestiário não, mas se eu achar que devo entrar, vou numa boa. Tenho quatro filhos e um marido.  Não vou me assustar com nada.   

Quais são os planos para sua gestão?

Arrumar a casa, que é uma coisa de mulher (risos). Quero buscar rubro-negros que pretendam contribuir com o Flamengo e trazê-los para dentro de casa. Acho que o Flamengo perdeu um pouco esta credibilidade. Não podemos gastar mais do que arrecadamos. É preciso dar mais transparência às decisões que são tomadas, às contratações. Será preciso alongar a dívida (de cerca de R$ 440 milhões) e gerar recursos para ir pagando aos poucos. Mas, ao mesmo tempo em que você tem uma dívida, existe a cobrança da vitória e é preciso o apoio da torcida na hora do jogo. Não adianta vender espaço para propaganda na camisa à preço de banana. É preciso saber se o torcedor está satisfeito com o preço da camisa. Tem uma capilaridade dentro das torcidas e acho que o Flamengo explora pouco isso.   

De que maneira você  vê a presença das mulheres nos estádios? Você assiste aos jogos da arquibancada?

Olha, não sei a proporção de mulheres flamenguistas, mas acho que o público aumentou bastante e a freqüência também. Assisto aos jogos de vários lugares, inclusive da arquibancada. Atualmente fico mais na cadeira especial, até em função da segurança, por ser candidata, mas não deixo de circular pela arquibancada.  

Na sua opinião, as mulheres ainda ficam um pouco por fora quando se fala de futebol? Mesmo quando a mulher entende de futebol, muitas vezes fica excluída da conversa?

Acho que é histórico, cultural. Quando eu nadava, a participação das mulheres nos jogos olímpicos (Seul em 1988) era pouca. Agora já se equipara. Me sinto uma precursora neste movimento. Quando cheguei na Câmara Municipal (2000), apenas cinco mulheres se reelegeram. Agora já tem bem mais. Ninguém poderia imaginar que uma mulher se candidataria à presidência do Flamengo.  

Você  se imagina sentada negociando com um monte de cartolas? Como acha que vai ser?

Acho que vai ser ótimo. Não vejo a hora disso acontecer. As pessoas precisam ter uma visão contemporânea e acho que vou contribuir, pois tenho paciência para entender. No início vai parecer uma mudança brusca, mas depois vai ser positivo. Sou uma pessoa conciliadora.   

Existe algum clube de futebol da Europa no qual você pretende buscar exemplos para administrar o Flamengo, caso vença a eleição?

Ouço muito as pessoas falando dos times europeus, mas prefiro pegar como modelo times mais próximos como o Boca Juniors. É um time sul-americano, mas tem obtido resultados administrativos muito interessantes. Nesse aspecto é importante ter um centro de treinamento para categorias de base bem equipado, bem estruturado. Meu objetivo é preparar o Flamengo para o século 21. Não ficar no passado, mas prefiro manter os pés no chão e olhar modelos mais próximos de nós. Espero que num futuro próximo as crianças da Europa possam comprar uma camisa do Flamengo, assim como meus filhos compram a camisa de times como Barcelona, Milan….

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Comentários
  • terça-feira, 17 de novembro de 2009 às 10:01
    por Thami

    Legal a entrevista, e parabéns para o Flamengo.

  • segunda-feira, 30 de novembro de 2009 às 20:11
    por anderson

    oi eu

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