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sexta-feira, 31 de Julho de 2009

As vozes femininas da arquibancada

Elas sabem tudo sobre o time do coração e um único propósito: apoiar o Osasuna… …onde quer que ele esteja.

O local era o mesmo de sempre e tão freqüentado que Choni López não sabia com exatidão o endereço. Pelo telefone, ela se servia de pontos de referência para explicar o caminho para o restaurante que há cinco anos acolhe os encontros periódicos da Peña Osasunista de Mujeres San Fermín. É ali, perto da avenida que leva à única universidade particular da pequena e organizada cidade de Pamplona, que as torcedoras incondicionais do Club Atlético Osasuna e integrantes da peña se reúnem a cada dois meses para falar sobre futebol. Peña é o termo usado em espanhol para referir-se a “grupos de amigos”.

Naquele domingo, a goleada do Barcelona sobre o Real Madrid ocorrida no dia anterior em pleno Santiago Bernabeu foi, inevitavelmente, o assunto mais comentado. O placar que aproximou a equipe catalã do título agradou, de maneira geral, às integrantes da peña, sobretudo, por conta dos benefícios indiretos que poderá trazer ao time da casa. Ameaçado pelo rebaixamento a quatro rodadas do fim do campeonato, o Osasuna enfrentaria o Real Madrid e o Barcelona. Mari Mar Aldaz, uma das fundadoras e ex-presidenta da peña, sentada em uma das pontas da mesa, reage: “Que venham Barcelona e Real Madrid e nós vamos mostrar que podemos ganhar”.
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sexta-feira, 31 de Julho de 2009

Chão de estrelas - O homem que cuida dos pés mais preciosos do Brasil

Pelas mãos de Ezequiel Pereira Rocha já passaram, e ainda passam, os pés mais famosos do futebol brasileiro. É ele quem cuida para que uma unha encrevada, um calo ou algo parecido, não tire os craques do Corinthians de campo. Ezequiel é o podólogo oficial do Timão mas já passou por São Paulo, Palmeiras e Santos, entre outros clubes brasileiros. Prefere não entregar o jogo contando qual foi o pé mais trabalhoso que já encontrou pela frente e fica bravo quando confundem sua profissão com a de pedicuro. “Tratar o pé é diferente de fazer o pé e o meu trabalho aqui é focado no bem-estar e na saúde, não na estética”. Histórias para contar ele tem muitas porque, quando se entregam aos cuidados de Ezequiel, os jogadores entregam também seus segredos. “Ouço de tudo aqui: são problemas com a família, histórias de mulheres, dinheiro, até as coisas mais simples do mundo, como o progresso dos filhos na escola”, diz Ezequiel que prefere não dividir essas confissões com mais ninguém. “Porque, senão, eu perco o cliente e o amigo”. Se não conta segredos mais íntimos, Ezequiel não se esquiva de contar que Edilson sofria tanto com problemas de calos nos pés que um dos gols que fez pelo Timão dedicou ao amigo Ezequiel que resolveu o problema do “Capetinha”. Leia mais

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terça-feira, 28 de Julho de 2009

Polícia

Eles formam um time bem particular: suam a camisa dentro e fora de campo e trabalham duro para conquistar bons resultados. Embora estejam em todas as finais de campeonato, não têm torcida e ninguém grita seus nomes quando eles entram em campo. Há quem lhes seja simpático mas na maioria das vezes, as manifestações que vêm das arquibancadas são de hostilidade e até de violência.

A primeira vez que a Policia Militar de São Paulo entrou em campo para fazer a segurança em um estádio de futebol foi em 3 de julho de 1934, num jogo entre o Palestra Itália e Sírio (o então Palestra Itália venceu a partida por 4 x 0) e o efetivo não passava de 207 homens. Hoje, em dias de clássicos, como um Corinthians e Palmeiras, o número de policiais envolvidos varia entre 700 e 800 homens e mulheres – algo entre 200 e 270 são destacados para os estádios e os demais vão cuidar da segurança em estações de trem, metro, pontos de ônibus e vias de acesso ao palco do espetáculo.
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