Eli Reed, a fotografia em prol dos direitos civis

Boxeador de Eli Reed

Documentarista por excelência Eli Reed começou a fotografar em 1970. Doze anos depois, ingressou na aclamada agência Magnum.

Desde pequeno, Reed desenhava e pintava. Seu sonho era ser fuzileiro naval, mas sua vista não era boa o suficiente. Um crítico de arte viu um de seus desenhos e sugeriu que ele devesse apostar na carreira artística. Foi aí que o fotógrafo resolver cursar ilustração na Universidade de Newark.

Engajado na luta contra o preconceito racial, Reed contou, em uma entrevista para o também fotógrafo Dennis Stock, que Martin Luther King e Malcom X exerceram uma grande influência em seus trabalhos e na sua decisão de se tornar um fotógrafo. Olhando suas as imagens, essa influência se torna clara. Suas fotos sempre exaltam as características raciais. O marco de seu estilo se deu no livro “Black in America”, de 1997. A publicação é um retrato do dia a dia dos negros nos EUA, as fotos são uma compilação de imagens ao longo de sua carreira e incluem registros da “Million Man March”, onde, supostamente, um milhão de negros marcharam em Washington para assegurar os seus direitos. No livro há o contraste entre eventos do dia a dia, como momentos íntimos entre pais e filhos e um casamento, com episódios tensos como o funeral de um dos militantes do direito dos negros e as revoltas em Los Angeles.

Sempre engajado nas lutas pelos direitos, Reed passou quase cinco anos documentando a vida em Beirut, com o trabalho “Beirut, City of Regrets”. Depois viajou para o Haiti, para testemunhar a queda do ditador Baby Doc Duvalier.

O fotógrafo também realizou trabalhos cinematográficos, seu documentário “Getting Out” foi exibido no festival de cinema de Nova York. Aliás, o fotógrafo conta, no site da Magnum, que começou a fotografar depois de assistir os filmes Lawrence da Arábia e Z.

Reed participou de diversos filmes, fazendo fotos durante as filmagens. Seu trabalho pode ser visto em películas como “8 Mile”, “2Fast 2Furious” e “Uma mente brilhante”.

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4 Responses to Eli Reed, a fotografia em prol dos direitos civis

  1. Eli Reed tem feito um trabalho ótimo mesmo! Sou grande fá dos trabalhos que já vi. Não sabia que o sonho dele era ser fuzileiro naval, graças a deus não o aceitaram :-)

  2. avatar SEO says:

    Eu já vi uns trabalhos deste Eli Reed, mas nunca soube quem era, tem um site ou algo onde tem amis infos sobre os trabalhos dele?

  3. avatar David Wayman says:

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