Mô Iozzi

Blog da Monica Iozzi

rainbow

DINA E A MARESIA.

(Enquanto isso, no novo apartemento de Sílvia.)

Sílvia - Dina, você gostou da minha varanda?

Dina - Nossa, Sílvia, eu gostei muuuito! Ela é muito boa! Gostei muito dessas plantas. Ah, e eu tenho uma ideia também…

Sílvia - Ah é? Qual?

Dina - Eu vou comprar umas plantas de xaxim pra você pendurar nas paredes da sua varanda.

Sílvia - Tá bom.

(Alguns minutos depois.)

Sílvia - Mas, Dina, o xaxim é proibido.

Dina - Mas, Sílvia, o que será que o xaxim fez?

Sílvia - Parece que ele tem uma coisa que não é boa. Alguém disse que ele faz mal pra natureza. Parece que o xaxim virou ilegal.

Dina - Mas, Sílvia, não é muito estranho as pessoas proibirem uma planta?

Sílvia - A maconha, querida! Ela é proibida e ela é uma planta.

(Silêncio.)

Dina - Nossa, que foda! A maconha é probida… Imagina se eles proibem o aloe vera? Tamo fodida. Aloe vera é a essência de todos os hidratantes do mundo.

Sílvia - Daí não vai ter mais, né? Vai ser tudo de banha!

Dina - Ai, que horror…

(Enquanto isso, na vida real: http://ecoviagem.uol.com.br/fique-por-dentro/artigos/meio-ambiente/a-salvacao-do-xaxim-o-coxim-344.asp )

O DIÁRIO DE VERÔNICA

Não, esse não é o nome de algum livro do Paulo Coelho, apesar de ser tão brega quanto. Vou explicar melhor o porquê deste título esquisito. Em 2007 eu trabalhava numa livraria num shopping da zona sul de São Paulo. Ia para o trabalho de trem. Numa dessas viagens uma mulher de cabelos vermelhos e galochas de plástico amarelas sentou-se ao meu lado. Era muito bonita, chamava a atenção. Também, o vermelho com o amarelo, enfim…

Ela ouvia uma música linda, que vazava baixinho  do fone de ouvido. Perguntei o que era. - É o som do Beirut. Essa é a Elephant Gun. Dá um jeito de ouvir, é mágica!

(Ouvir Elephant Gun)

Estação Pinheiros. Ela desceu e, sem que percebesse, deixou cair um caderninho brochura grosso. Eu tentei alcançá-la, mas a porta se fechou e ela não olhou pra trás. Na capa do caderno estava estampado um quadro de Toulouse Lautrec, esse aqui:

toulouse-lautrec

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O caderninho do beijo era na verdade um diário. Um tesouro herdado por mim por acaso. Nunca mais a vi (como era de se esperar), mas venho me divertindo, emocionando, irritando e também me reconhecendo de vez em quando nas palavras daquela moça bonita.

Nunca soube o seu nome. Ela não o cita em nenhuma página. Resolvi então batizá-la de Verônica. Divido agora com vocês um pedaço desse meu tesourinho.  Epero que ela me perdoe… e que vocês gostem tanto quanto eu.

Verônica e suas resoluções para o ano novo.

03/01/06 - 02:oo da manhã

Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Será? Às vezes eu me canso da minha própria inconstância. É difícil ser assim tão volúvel. Me perco em mim mesma. É difícil NÃO querer agradar os outros. Me importo com a aprovação alheia. Quero ser querida, desejada, admirada e, se posssível, amada! Não sei analisar muito bem isso: seria insegurança, carência, baixa auto-estima, egocentrismo, vaidade? Não sei. Só sei que sempre fui assim. Não me conheço de outro jeito. E isso não é bom.

Ser desse jeito provoca em mim uma avalanche de sensações e, como também sou muito passional, acabo agindo sem pensar. Essas emoções ou sensações chegam de maneira violenta e mudam a todo momento, sem nenhuma razão aparente. Quando vejo já fiz. Já fiz a cagada.

Ligo pra alguém de madrugada, declaro sentimentos que não tenho, faço sexo com algum idiota, julgo como idiota um cara bacana, me elameio de chocolate, julgo como bacana um cara idiota, conquisto e perco pessoas. Afogo as mágoas na vodka, mas (como alguém já disse) elas aprenderam a nadar. E sempre me arrependo, sempre. Me julgo. Dificilmente me perdoo.

Quero mudar. Quero viver essa transformação. Quero amadurecer. Parece que eu já tô passando do verde pro podre. Por que insisto em continuar adolescente? Isso aqui não é a Terra do Nunca! Tenho quase 30 anos, pelo amor de Deus! Não quero mais me sentir como uma garota de 17. Neste momento, pela primeira vez na minha vida, isto se faz necessário: quero ter 30 anos!!!

Quero uma drenagem linfática, uma blusa decotada e um creme antirrugas! Quero botar meus planos em prática, ao invés de ficar apenas perdendo madrugadas. Quero me arrepender menos. E se for pra me arrepender, que seja de algo novo.

Não quero que a carência me mova, pelo menos não com tanta intensidade e inconsequência. Quero SABER o que realmente quero. Ser dona de mim, guiar a minha vida. Chega de ir com a maré. Mesmo porque o mar tá brabo, além de muito poluído.”

ANO NOVO, BLOG NOVO!

Depois de muito ensaiar finalmente estreio o meu blog! Ele já poderia estar vivo desde outubro do ano passado. Mas só agora, baixada a poeira daquela loucura toda, é que eu consegui parar e escrever. E é justamente dessa “loucura” que eu quero falar. O que foi essa tsunami chamada CQC, minha gente?

Me lembro de estar na cama antes de dormir, ouvindo Like a Rolling Stone com o Dylan. Ficava pensando: Será mesmo que eu devo gravar esse trem amanhã? É pra televisão, deve ser tudo arranjado…

Resolvi fazer, só pelo prazer do novo. Tive uma tarde deliciosa gravando pelas ruas de Ribeirão Preto. Mostrei o resultado pra família, amigos. Minha mãe adorou: “_Minha filha, está ótimo!” Se bem que quando nem a mãe da gente gosta, é melhor repensar a coisa, né?

Bem, aprovado por Dona Vanda, mandei o vídeo. Dias depois - Você está entre os 34 selecionados! Liguei para a amiga que havia me avisado sobre o concurso: “_Roberta, estou entre os 34 selecionados! Vamos comemorar! Vamos tomar sol!”

De repente, todo mundo já estava mobilizado: família, amigos, amigos de amigos, conhecidos, nem tão conhecidos assim, conterrâneos… Todos torcendo, divulgando o vídeo pela internet, encaminhando e-mails. Me descobri lembrada, me redescobri querida. Foi fantástico!

Então vieram as etapas na Band. Conheci outros 33 malucos que, assim como eu, não tinham a menor ideia do que viria.

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Eu estava feliz apenas por estar ali. É gostoso lembrar do Rogério Morgado me ensinando a imitar o Sílvio Santos, do Paulão e sua tara por pés ou da risada escandalosa da Carol Zoccoli (e da minha, horrorosa!). Das boas conversas com o epilético Rodrigo Arijon e o encaracolado Luiz Hygino. Foram tardes regadas a café em que dividi o meu nervosismo (além dos intermináveis sanduíches de metro) com essas pessoas bacanas, hoje amigos.

Eis que um terno, um par de óculos escuros, um ramalhete de flores e um cachorro de pelúcia de 18 Kg aparecem e surpresa, me torno a 8ª integrante do CQC! Como é maravilhosa a sensação de se conquistar algo. Ainda mais daquela maneira, foi tudo tão leve. Me lembro de querer apenas aproveitar ao máximo todos aqueles momentos, aquelas pessoas, me divertir, aprender… E não é que deu certo? Graças à leveza. VIVA A LEVEZA!

E como resultado dessa empreitada toda, tenho o privilégio de trabalhar num projeto em que acredito e com pessoas das quais eu gosto, gosto muito. Todos no CQC fizeram com que eu me sentisse em casa, protegida. São uns queridos!

Fofíssimos!

E agora, três meses, muitas viagens de avião, uma partida de futebol, uma barrigada na piscina, uma visita ao Congresso, um banho no Rio Negro, uma exclusiva com o Caetano, um samba na Mangueira e três beijos no Chico Buarque depois, só consigo me sentir feliz e ansiosa. Ansiosa para aprender, para realizar mais no CQC em 2010 e fora dele também!

Espero que esse blog seja mais uma maneira de continuar compartilhando essas minhas novas (e velhas) experiências com todos vocês, belíssimos!

                                               Sejam bem vindos. Sintam-se em casa!