Arquiva no mês fevereiro, 2017

PILOTO DO JAHÚ CHEFIA A CASA MILITAR DE SP

terça-feira, fevereiro 28th, 2017

 

JOÃO NEGRÃO

Na manhã de 18 de fevereiro de 1949, as pessoas que transitavam pela Avenida Rio Branco notaram uma movimentação anormal diante do palácio dos Campos Elíseos, que era a sede do governo de São Paulo. Um grande número de soldados estava perfilado no pátio interno ao qual, quem estava de fora, tinha ampla visão.

Hoje troca de comando é uma solenidade que passa despercebida mas, naqueles tempos, era motivo até de desfile, ainda mais que o chefe da Casa Militar, que estava passando o comando ao capitão Benedito Elpídio Hidalgo, era o lendário coronel da Força Pública, hoje Polícia Militar, João Negrão. Em 1927 ele foi simplesmente o copiloto de João Ribeiro de Barros a bordo do avião JAHÚ, que fez a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, sem escalas. Um herói, portanto, estava saindo de cena naquele 18 de fevereiro de 1949, fato tão importante que a Bandeirantes transmitiu com o repórter Jose Carlos de Moraes a despedida emocionada de João Negrão:

João Negrão era tenente aviador da Esquadrilha de Aviação da Força Pública de São Paulo quando foi convidado para compor a tripulação do Jahú na travessia do Atlântico Sul. Nascido em 1901 em São Paulo, aqui mesmo faleceu em 1978, logo após completar 77 anos de idade.

CENSOR, CAPACHO DE PLANTÃO

terça-feira, fevereiro 21st, 2017

 

censura
E o Brasil, com crise e tudo, já está nas ruas comemorando o carnaval, hoje muito mais nas ruas do que nos salões, até porque na via pública não é preciso pagar ingresso a não ser para ver as escolas de samba. No passado os bailes com grandes orquestras e as marchinhas apropriadas para os festejos é que dominavam. Vez por outra tinha música censurada e por razões que hoje fariam sorrir bondosamente um monge beneditino. Vamos pinçar um exemplo dos arquivos do Centro de Documentação e Memória – o CEDOM da Rádio Bandeirantes. Véspera do carnaval de 1952, repórter José Carlos de Moraes:

Como se observa, ofensa a moral e aos bons costumes contida na letra dessa marchinha chamada Apanhador de Papel, composta por dois ases, Peter Pan e Afonso Teixeira, gravada não por dois mas logo por Quatro Ases e de quebra Um Coringa, para os padrões atuais inexiste:

“Ai que vida triste tão cruel
Tem o homem que apanha papel
Sua profissão é um buraco
Só pode ir prá casa
Depois de encher o saco”

A última linha da letra é que encheu o saco dos censores que, numa simples canetada, proibiram a execução da marchinha numa época em que já não havia censura no Brasil, embora fosse Getúlio, o rei das proibições, que novamente estava no Poder.

CAPACIDADE DE TRABALHO INIGUALÁVEL

terça-feira, fevereiro 14th, 2017

 

AMADOR AGUIAR
Depois de 40 anos à frente do Bradesco, fundado por ele mesmo em março de 1943, o sr. Amador Aguiar, ao completar 80 anos de idade no dia 11 de fevereiro de 1984, decidiu renunciar à presidência do Conselho Superior de Administração das Organizações Bradesco. A formalização de sua renúncia ocorreu no dia 13 de fevereiro de 1984, durante reunião do Conselho, após a qual ele deu uma rápida entrevista ao repórter Bahia Filho, da Rádio Bandeirantes:

Essa é uma das raras entrevistas que Amador Aguiar deu em toda sua vida. Pessoa de origem modesta, tendo sido lavrador na adolescência , conquistou seu império e fortuna graças ao trabalho estóico e disciplinado que desempenhou enquanto viveu. Ele morreu no dia 24 de janeiro de 1991, aos 87 anos de idade.

FILHA DE “CHE” NA BANDEIRANTES

quarta-feira, fevereiro 8th, 2017

 

HILDA GUEVARA - FOTO

Hilda, a mais velha dos cinco filhos de Ernesto “Che” Guevara, esteve no Brasil em 1989 e aqui permaneceu durante um mês fazendo palestras a convite de várias entidades. Ela tinha onze anos de idade quando o pai foi morto por tropas do exército no interior da Bolívia. No dia 21 de fevereiro de 1989, Hilda Guevara deu entrevista para a repórter da Rádio Bandeirantes Vera Lúcia Fiordoliva, falando de sua relação com o pai Ernesto:

Apesar de mexicana, Hilda sempre viveu em Cuba, onde faleceu de câncer em 1995. Tinha apenas 39 anos quando morreu.

CORINTHIANS: CAMPEÃO DO IV CENTENÁRIO

quarta-feira, fevereiro 1st, 2017

 

CORINTHIANS CAMPEÃO 1954

Uma das festas mais empolgantes que o estádio do Pacaembu já registrou em toda sua história, ocorreu há sessenta e um anos. Foi no dia 06 de fevereiro de 1955 que o Corinthians empatou em 1 a 1 com o Palmeiras conquistando o título de campeão paulista do ano anterior, 1954, ano do IV Centenário de São Paulo e por isso é chamado de campeão dos centenários, ou seja, o da Independência em 1922 e o da cidade de São Paulo em 1954. O gol do título foi marcado por Luizinho:

A partir do empate com o Palmeiras, que deu o titulo de campeão do IV Centenário ao Corinthians, cujo técnico era Oswaldo Brandão, uma marchinha composta pelo radialista Lauro D’Avila desbancou aquele que era desde 1930 o hino oficial do clube e havia sido composto por Eduardo Dohmen e La Rosa Sobrinho.

A primeira gravação do atual hino do Corinthians foi feita nos estúdios da Rádio Bandeirantes pelo cantor Osny Silva com acompanhamento da orquestra de Silvio Mazzuca e do conjunto Titulares do Ritmo, todos contratados da emissora. Ouça um trecho da gravação original: