Arquiva no mês fevereiro, 2016

SIMPLICIDADE EM PESSOA

segunda-feira, fevereiro 22nd, 2016

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O escritor peruano Mario Vargas Lhosa, prêmio Nobel de Literatura 2010, é autor de várias obras literárias traduzidas para muitos idiomas e também ensaios e peças teatrais.

O Ditador, Pantaleão e as Visitadoras, A Cidade e os Cachorros, Tia Júlia e o Escrevinhador, A Casa Verde, Conversa na Catedral, Os Chefes, O Paraíso na Outra Esquina e pelo menos mais uma dezena.

Apesar de sua importância Vargas Lhosa é uma pessoa extremamente modesta, simpática e afável. Esses atributos ficaram evidentes para aqueles que estavam próximos quando, numa de suas viagens ao Brasil, ao desembarcar em São Paulo, em dezembro de 1994, uma repórter quis saber quais eram os assuntos que ele iria tratar com o presidente Fernando Collor de Melo: Detalhe …..o presidente era Fernando, mas não Collor…era Henrique Cardoso.

O POVO SEMPRE PAGA A CONTA

segunda-feira, fevereiro 15th, 2016

Dilson Funaro (Foto - Juca Martins)

Dilson Domingos Funaro, empresário do ramo de plásticos, proprietário da fábrica de brinquedos TROL teve uma passagem rápida, porém marcante, na vida pública tendo presidido o BNDES além de ter sido ministro da Fazenda no governo José Sarney entre 26 de agosto de 1985 e 29 de abril de 1987. Na sua gestão à frente do Ministério da Fazenda foi criado um pacote de medidas para a estabilização financeira denominado Plano Cruzado. O Brasil estava corroído pela maior taxa inflacionária de toda a sua história. Como sempre, já se desconfiava que a população é que teria de pagar a conta. Conforme registro arquivado no CEDOM – Centro de Documentação e Memória da rádio Bandeirantes – o ministro Dilson Funaro veio aos estúdios da emissôra no dia 12 de janeiro de 1986 para dar explicações sobre as novidades na área econômica, incluindo as novas taxações do imposto de renda:

Dilson Funaro também foi o responsável pela assinatura, no dia 20 de fevereiro de 1987, da moratória unilateral da dívida externa brasileira. Num cenário dramático de crise econômica nacional e internacional, Funaro pediu demissão poucos meses depois da assinatura daquele calote. Pouco tempo mais tarde, 12 de abril de 1989, o ex-ministro faleceu de câncer linfático aos 56 anos de idade.