Arquiva no mês outubro, 2015

AVENTURAS DE UM REPÓRTER INCONSEQUENTE

quinta-feira, outubro 29th, 2015

Paraquedismo t11

Entusiasmado com uma pauta da qual me encarregou o saudoso jornalista Narciso Kalili, me meti a saltar de paraquedas para narrar as emoções que esse esporte proporciona. Isso foi em 1968, época em que os paraquedas ainda não eram tão manobráveis como os atuais e a sustentação era ínfima perto dos modernos equipamentos, de tal forma que escapar dos obstáculos na chegada ao solo era um Deus nos acuda e evitar violentos trancos na aterragem nem se fale.
Não era comum no rádio esse tipo de reportagem de tal forma que a repercussão despertou o interesse da produção do programa que Hebe Camargo apresentava na televisão. Convidado lá compareci com o instrutor Sebastião Vaz de Lima. Aqui um trecho daquele inesquecível bate papo com a Hebe pode ser ouvido abaixo:

Também estou no Facebook como Milton Parron

FILME BRASILEIRO DE GRANDE REPERCUSSÃO

quinta-feira, outubro 22nd, 2015

CANGACEIRO
Cangaceiro é um filme rodado em 1952 na região de Vargem Grande do Sul, interior de São Paulo, dirigido por Lima Barreto com diálogos criados por Rachel de Queiróz.
Foi a primeira produção cinematográfica brasileira a conquistar plateias estrangeiras e é considerado o melhor filme produzido pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Sua história se inspirou na lendária figura de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampeão.
Em maio de 1952, na véspera do início das filmagens, o reporter José Carlos de Moraes, da rádio Bandeirantes esteve no “set” de filmagem e conversou com vários integrantes do elenco principal:

Nos principais papeis de O CANGACEIRO, estão Milton Ribeiro, Alberto Ruschel, Dionísio Azevedo, Marisa Prado, Vanja Orico e Adoniran Barbosa.
O Cangaceiro, que ganhou o prêmio de melhor filme de aventura e de melhor trilha sonora no Festival Internacional de Cannes, foi exibido em 80 paises e seu lançamento nos cinemas do Brasil ocorreu em janeiro de 1953.

HABEMUS PAPAM

quinta-feira, outubro 15th, 2015
Papa João Paulo II

Papa João Paulo II

Há 37 anos o mundo católico vivia uma grande emoção. No começo da noite do dia 16 de outubro de 1978 era eleito um novo Papa, o primeiro não italiano depois de 456 anos, era polonês e se chamava Karol Wojtyla. Como sempre, o conclave que o elegeu foi cercado de muita expectativa e mistério. Quando a fumaça branca foi expelida pela chaminé da Capela Sistina anunciando que os Cardeais já tinham escolhido o novo chefe da Igreja, a rádio Bandeirantes entrou em cadeia com a rádio oficial do Vaticano. A praça de São Pedro estava tomada por uma multidão incalculável:

Já em seu primeiro pronunciamento o Cardeal Wojtyla, que eleito Papa adotou o nome João Paulo II, caiu nas graças daquela multidão que estava na praça de São Pedro. “Se errar meu italiano, corrijam-me por favor”, disse ele sob aplausos e vivas dos fiéis. “Viajarei por onde me chamarem as exigências da fé e dos valores humanos”, foi a promessa que fez e a cumpriu a risca. Esteve no Brasil 3 vezes, em 1980, 1991 e 1997 e uma quarta vez apenas para uma escala técnica no Rio de Janeiro em 1982. Seu pontificado durou 27 anos e se encerrou com sua morte no dia 02 de abril de 2005.

PRIMEIRA MULHER PILOTO DO BRASIL

quinta-feira, outubro 8th, 2015

THEREZA MARZO

Thereza de Marzo nasceu em São Paulo no dia 04 de agosto de 1903. Quando tinha 17 anos, ela viu pela primeira vez um avião voando sobre São Paulo e naquele momento surgiu-lhe a ideia de se tornar piloto. Uma maluquice para a época, como recorda:

Thereza fez seu primeiro vôo solo no dia 17 de março de 1922 e no dia 8 do mês seguinte apresentou-se para o exame. Decolou no avião francês Caudrong G-3, de 120 HP, de motor rotativo e permaneceu no ar por 40 minutos, executando as manobras. Os examinadores eram o dr. Luiz Ferreira Guimarães, diretor do Aeroclube do Brasil que veio a São Paulo especialmente para esse fim e os deputados Manoel Lacerda Franco e Amadeu Saraiva e um dos donos da escola de aviação João Robba, além do instrutor com o qual se casaria, Fritz Roesler.
Recebeu o brevê n.º 76 do Aeroclube do Brasil que era filiado à Fédération Aéronautique Internationale. Foi a PRIMEIRA MULHER BRASILEIRA a voar sozinha e a receber o diploma de piloto-aviador internacional. Recebeu muitas homenagens e foi o centro de atenção da imprensa.

Thereza de Marzo, primeira mulher brevetada no Brasil, morreu em São Paulo no dia 09 de fevereiro de 1986, aos 83 anos de idade.

NEM SEMPRE O BRASIL FOI ALVO DOS ESCÁRNIOS DE AGORA

quinta-feira, outubro 1st, 2015

santosdumont

Oxalá o exemplo de Alberto Santos Dumont pudesse se multiplicar para que o País não fosse comentado, como está sendo, pelos mal feitos e, sim, pelos trabalhos em benefício da humanidade.
Há 109 anos repercutia pelo mundo afora o extraordinário invento de um brasileiro que pela primeira vez havia conseguido tirar do solo, por meios próprios, um veiculo mais pesado que o ar. Isso aconteceu, no dia 23 de outubro de 1906, com o 14 Bis que voou apenas 60 metros o suficiente, porém, para demonstrar que o homem podia voar. Alguns dias depois, no dia 12 de novembro, o mesmo engenho voaria 220 metros e a partir daí não haveria mais fronteiras para o homem.
Em reconhecimento ao seu extraordinário feito o governo francês concedeu a Santos Dumont a sua mais alta condecoração. Ao recebe-la, ele foi sucinto:

“A grande generosidade do governo da República francesa quis ainda aumentar o meu contentamento elegendo-me a altíssima dignidade de Grande Oficial da Legião de Honra”, foi o que disse o inventor do avião.
Pelos escritos sabe-se que Santos Dumont era pessoa de poucas palavras, embora muito culto. Isso estava provavelmente associado ao seu acanhamento o que o obrigava a ter uma vida extremamente discreta. Sua sobrinha Sophia Helena Dodsworth Wanderley, falecida em outubro de 2004 e que era viúva do brigadeiro Nelson Freire Lavanère Wanderley que foi ministro da Aeronáutica no governo Castelo Branco, tinha outra explicação para justificar a aversão do tio pelos holofotes:

Outubro é o mês da aviação instituído em função do primeiro vôo do 14 Bis no dia 23 de outubro de 1906, avião inventado pelo brasileiro Alberto Santos Dumont, nascido no sítio Cabangú, distrito de Palmira, Minas Gerais, que hoje tem o seu nome.