Arquiva no mês junho, 2015

TRÁGICO FIM DO PP-H1

quinta-feira, junho 25th, 2015

pp-h1a

No mês de Junho de 1948 chegou  o primeiro helicóptero ao Brasil, um  Bell 47 D, importado por fazendeiros de Ribeirão Preto  para ser usado em pulverização de cafezais.  Em 1951, esse helicóptero que tinha o prefixo PPH-1 foi adquirido pelo governador Adhemar de Barros  para ser incorporado à frota da VASP, empresa  cuja maioria das ações  pertencia ao Estado.  O piloto desse helicóptero era o comandante Carlos Alberto Alves, que tem o brevê número 1, ou seja, foi o primeiro  piloto brevetado  no Brasil para voar helicópteros.   Ele conseguiu a proeza de aprender e voar solo em apenas 4 horas.   O comandante Carlos Alberto Alves acumulou estórias incríveis protagonizadas por passageiros  ilustres  transportados naquele helicóptero como o presidente Getúlio Vargas que pela primeira vez entrou naquele  tipo de aeronave, inclusive fumando charuto porque ninguém se atreveu a pedir-lhe que o apagasse.  Outro assíduo passageiro era o governador Adhemar de Barros, de grande estatura física  o que obrigava o piloto a improvisar muito  para o   PPH-1 levantar  vôo  já que  seu  motor era  muito fraco:

O fim do primeiro helicóptero que entrou no Brasil,  há exatamente  67 anos,   foi  trágico tendo se acidentado  na rua Tamoios nos fundos do hangar da VASP, matando seu piloto  Nelson Amaral Gurgel  e o mecânico que o acompanhava.  Foi o primeiro acidente de helicóptero  no Brasil com vítimas fatais.  Como se vê o PPH-1 estava destinado a ocupar espaço  na história da aviação brasileira.

Depoimentos como do comandante Carlos Alberto Alves existem centenas arquivados no Centro de Documentação e Memória da rádio Bandeirantes – CEDOM

 

 

IBIRAPUERA, 1956

sexta-feira, junho 19th, 2015
Marechal Teixeira Lott

Marechal Teixeira Lott

Uma solenidade extremamente concorrida, no dia 03 de junho de 1956,  um domingo, marcou o lançamento da pedra fundamental para construção do edifício do Exército, sede do comando sudeste do Exército, prédio localizado ao lado do Ginásio do Ibirapuera.  Quem presidiu a solenidade foi o então ministro da Guerra, general Teixeira Lott e a rádio Bandeirantes acompanhou de perto:

Na eleição de 1960, Teixeira l Lott,  que já estava  na reserva e na patente de marechal, foi  candidato à presidência da República  pela coligação governista  PTB/PSD  que elegera  Juscelino Kubitscheck  em 1955.  Lott  não obteve sucesso e o vitorioso foi Jânio Quadros.    A campanha de Teixeira Lott,  em 1960, foi uma das primeiras a contar com um planejamento profissional, com técnicas de marketing político importadas dos Estados Unidos.

 

 

O repórter da rádio Bandeirantes que cobriu a solenidade de lançamento da pedra fundamental do edifício do Exército, no Ibirapuera,  foi o jornalista Souza Francisco.  Mais tarde ele  se casaria com a  comediante Nair Bello.

 

NA RÁDIO BANDEIRANTES, EVA NO ESPORTE

quarta-feira, junho 10th, 2015

                      ARY SILVA

Ary Silva, nascido em São Paulo no dia 21 de junho de 1917, hoje nome de rua inclusive,  foi um  jornalista esportivo de grande prestígio que atuou no rádio, jornais e também televisão. Foi um dos fundadores da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo em 1942.  Nessa época ele já estava na Bandeirantes que o havia contratado em 1939 para produzir e apresentar programas esportivos.  Dois dos programas produzidos na rádio Bandeirantes por Ary Silva naquela época,  tornaram-se referencia pelo bom gosto, conteúdo, atualidade e inedistismo, um deles chamava-se Bola ao Ar e o outro foi simplesmente o primeiro programa esportivo no rádio apresentado exclusivamente por mulheres:

  Formado em Direito, Ary Silva além da Bandeirantes também trabalhou nas Emissoras Associadas e, ainda,  nas organizações Globo. Também foi diretor do DEPARTAMENTO DE ÁRBITROS  da Federação Paulista de Futebol  e fez carreira política tendo sido eleito vereador e deputado estadual. Ary Silva é o fundador do jornal Gazeta da Zona Norte, em São Paulo, que circula até hoje  decorridos 14 anos de sua morte no dia 6 de abril de 2001 aos 83 anos de idade.

 

 

A FRÁGIL “PEQUENA NOTÁVEL”

quarta-feira, junho 3rd, 2015

Carmen Miranda

Carmen Miranda foi o maior fenômeno artístico revelado no Brasil até hoje. Em 1939, com um ótimo contrato, ela mudou-se para os Estados Unidos e lá o seu prestígio solidificou-se porque além dos discos e dos shows, também fez 14 filmes. Casou-se com um norte americano fanfarrão, prevaricador, violento e beberrão. Por causa dele e das estafantes jornadas de trabalho, Carmen também acabou se envolvendo com bebidas além de remédios que ela já tomava, tanto calmantes quanto estimulantes. No dia 30 de novembro de 1954 ela voltou ao Brasil, depois de 14 anos de ausência. Veio para se tratar da enorme estafa que a debilitava a cada dia. Apesar de não ter sido noticiada a viagem, em Congonhas uma multidão de amigos e fans aguardavam por ela. Lá também estava a rádio Bandeirantes com José Carlos de Moraes:

Carmen ficou quatro meses em tratamento numa clínica do hotel Copacabana Palace para recuperação. Ligeiramente melhor, retornou aos Estados Unidos no dia 4 de abril de 1955 mas lá voltou a usar barbitúricos e a fumar e beber mais do que antes. Na noite de 5 de agosto após dar uma festa para amigos em sua residencia em Beverly Hills, ela pediu licença para ir dormir. Foi naquela noite que um colapso cardíaco a fulminou e somente na manhã seguinte sua mãe ao entrar no quarto, se deu conta do ocorrido. A imprensa do mundo inteiro noticiou sua morte e ao seu sepultamento no Rio de Janeiro, alguns dias depois, 500 mil pessoas estavam presentes.