Arquiva no mês setembro, 2014

ORQUESTRA BAILE

quinta-feira, setembro 25th, 2014
SILVIO MAZUCA

SILVIO MAZUCA

Durante 30 anos, a partir da década de 40, as chamadas orquestras baile eram a grande atração nas festas de formatura e aniversário das cidades. Algumas se tornaram referencias como a Simonetti, Osmar Milani, Severino Araújo e a sua Tabajara e a fantástica orquestra do maestro Silvio Mazzuca, entre outras.

Silvio Mazzuca foi diretor artístico da rádio Bandeirantes na década de 50. Entrevistado no programa Manhã Bandeirantes pelo apresentador Nelson Gomes, em 1992, o maestro disse que foi contratado pela rádio Bandeirantes em 1947 e permaneceu na emissora até 1963.

O maestro Silvio Mazzuca foi o responsável pela musicalização de quase todos os programas que a rádio Bandeirantes apresentou de 1952 a 1960, especialmente os que eram produzidos por Oswaldo Moles. Para cada programa era necessário compor duas ou três músicas, sempre acompanhando o tema abordado, tarefa que só profissionais de alta qualificação conseguem realizar, ainda mais que os programas eram semanais e apresentados ao vivo com a presença de público no auditório. Silvio Mazzuca, nascido em São Paulo em maio de 1919, faleceu na própria capital em janeiro de 2003..
.

FADO ABRASILEIRADO

quarta-feira, setembro 17th, 2014

ADELINO MOREIRA
Um português nascido na Freguesia de Covêlo, foi o compositor que mais vendeu discos no Brasil nas décadas de 1950/1960 e até hoje suas músicas continuam em catálogo, muitas delas sendo regravadas continuamente por intérpretes das novas gerações. Chama-se Adelino Moreira de Castro que veio com seus pais para o Brasil quando tinha somente 1 ano de idade.

Em 1999 ele participou, ao vivo, do programa Balanço Geral da rádio Bandeirantes AM, dando uma longa, divertida e inesquecível entrevista durante a qual falou muito sobre o maior intérprete de suas canções, que havia falecido há poucos meses:

Adelino Moreira, nascido em Portugal em 1918, faleceu no Rio de Janeiro em maio de 2002. Foi um dos últimos compositores especializado num estilo romântico que já não existe mais. Misturava com inteligência o amor e o desamor, a desilusão sentimental e o reencontro com a mulher amada, fazendo de suas músicas um verdadeiro espelho para boa parte dos boêmios daquela época, e os de sempre. De sua autoria, entre dezenas de sucessos arrebatadores, além de A Volta do Boêmio e Última Seresta também se alinham, no mesmo nível, Negue, que foi feita em parceria com o disque jóquei da rádio Bandeirantes Enzo de Almeida Passos, Fica Comigo Esta Noite, Meu Dilema, Escultura, Êxtase, Meu Vício é Você, Deusa do Asfalto e Flor do Meu Bairro.
.

GALERA DO NELSON

quinta-feira, setembro 11th, 2014
SILVIO SANTOS

SILVIO SANTOS

Galera do Nelson era um programa de auditório da rádio Nacional de São Paulo – hoje Globo – transmitido nas tardes de sábados, comandado por Nelson de Oliveira. Desde o começo da década de 50 até meados dos anos 60 manteve-se no ar, sempre com enorme audiência. Muitos artistas famosos participaram daquele programa, alguns, inclusive, pode-se dizer que foram revelados na Galera. No segundo sábado do mês de novembro de 1958 uma das atrações do Galera do Nelson foi o locutor revelação de um outro programa de sucesso daquela emissora comandado por Manoel da Nóbrega, pai de Carlos Alberto da Nóbrega. O referido locutor, moço, sonhador, mal das finanças, foi ao programa para apresentar uma marchinha que havia acabado de gravar para o carnaval de 1959 com a esperança de ganhar uns trocados a mais:

Foi a primeira música que Sílvio Santos gravou, provavelmente a mais desafinada marchinha de carnaval constante dos registros fonográficos brasileiros. Se não revelou, porém, um grande artista mostrou, por outro lado, que a obstinação e a ousadia são ingredientes essenciais para se alcançar qualquer objetivo de vida.

DOM QUIXOTES MODERNOS

quarta-feira, setembro 3rd, 2014

Plinio Marcos

Plinio Marcos


Vocês já notaram quantos bravateiros andam por ai comportando-se como paladinos dos fracos e oprimidos? O saudoso jornalista, escritor e dramaturgo Plínio Marcos tinha uma definição sarcástica, bem humorada, sobre esses que vivem a atacar moinhos de vento à semelhança de Dom Quixote e de seu fiel escudeiro Sancho Pança:

Nascido em setembro de 1935 na cidade de Santos, Plínio Marcos era chamado de “autor maldito” porque em seus textos, de uma crueza impressionante, escarafunchava sempre os temas que ninguém se atrevia a abordar, ou seja, a marginalidade, o homossexualismo, a prostituição e a violência. Em função disso foi um dos autores mais censurados durante o regime militar. Plínio Marcos morreu em São Paulo no mês de novembro de 1999.