Arquiva no mês maio, 2014

REPÓRTER ENTRA EM CAMPO PARA CHAMAR ATENÇÃO DO ÁRBITRO

terça-feira, maio 27th, 2014

As coisas mais inusitadas acontecem durante os jogos de futebol e dezenas delas estão registradas nos preciosos arquivos do CEDOM – Centro de Documentação e Memória da Rádio Bandeirantes.
No dia 23 de outubro de 1968, no Parque Antártica, Palmeiras e Cruzeiro se enfrentaram pelo torneio Roberto Gomes Pedrosa. Os cruzeirenses abusaram do jogo violento sob o olhar complacente do árbitro José de Assis Aragão que não estava nas suas melhores jornadas. Num certo momento, ao expulsar dois jogadores, um deles injustamente, formou-se tremenda confusão em campo e o repórter da rádio Bandeirantes, Roberto Silva, não pensou duas vezes e foi pedir explicações ao árbitro no centro do gramado e, ainda por cima, deu-lhe conselhos:

Aquele confuso Palmeiras x Cruzeiro terminou empatado em 1 a 1. Naquela tarde no parque Antártica, foram escalados para a cobertura do jogo, os saudosos Fiori Giglioti, Mauro Pinheiro e Roberto Silva. Para completar o time, também trabalhou na reportagem de meta o competente Alexandre Santos.

TORCIDA BRASILEIRA

quarta-feira, maio 21st, 2014

FIORI

FIORI


Fiori Gigliotti nasceu em setembro de 1928 na cidade paulista de Barra Bonita e morreu em São Paulo em junho de 2006. Ao longo de sua carreira narrou jogos de 10 copas do mundo, e, quis o destino, faleceu às vésperas de começar o campeonato mundial de futebol da Alemanha.
Fiori começou no rádio na cidade de Lins e, muito cedo, suas narrações esportivas ganharam fama na região e seu nome logo chegou à Capital. Em 1953 assinou contrato com a rádio Bandeirantes. No início fez reportagens de meta – repórter postado atrás do gol com a missão, também, de narrar os escanteios. Aos poucos começou a ser escalado para a narração dos jogos. No dia 1° de outubro de 1955 o Palmeiras derrotou o Jabaquara por 5 a 3 em partida realizada no Parque Antártica e válida pelo campeonato paulista. Fiori Gigliotti transmitiu e seu comentarista foi o saudoso Darci Reis. Nessa época a rádio Bandeirantes, sempre inovando, havia adotado uma forma diferente de transmitir jogos cabendo ao comentarista a responsabilidade de narrar os escanteios:


Apesar de falecido há 8 anos o nome de Fiori Gigliotti permanece “incrustrado na ternura e na lembrança deste cantinho de saudade”

REVOLTA DA CHIBATA

quarta-feira, maio 14th, 2014

Almirante Negro

Almirante Negro


Foi em 1910, a bordo do encouraçado Minas Gerais fundeado na Baia da Guanabara, que se deu a chamada Revolta da Chibata liderada pelo marinheiro João Cândido Felisberto e que teve a adesão de 2.400 soldados da Marinha de Guerra do Brasil. Foi um protesto pelos maus tratos aos quais eram submetidos os marinheiros que por faltas disciplinares de pouca importância recebiam castigos violentos que iam da prisão em masmorras infectas, sem alimento, até chibatadas diante da tropa formada no convés das embarcações. Pior do que os que nada sabem, são aqueles que escrevem com conhecimentos teóricos e isso aconteceu em relação à muitos episódios da história do Brasil. Relacionado com a Revolta da Chibata existem por aí, em livros, muitas mais versões do que fatos reais, bem de acordo com os interesses da Armada de então. Por essa razão é de extremo valor histórico o depoimento prestado em 1968 pelo principal personagem daquele movimento, João Cândido Felisberto, ao jornalista e escritor Edmar Morel que escreveu uma obra fiel sobre o episódio, onde ele, o Almirante Negro, explica aquilo que poucos livros contam, sobre as torturas posteriores aplicadas aos revoltosos, um deles o próprio João Cândido:

João Cândido Felisberto, o Almirante Negro, que virou personagem de livros, reportagens em jornais e revistas, tema de músicas e cinema, foi discriminado e perseguido pela Marinha até sua morte aos 89 anos de idade. Nascido em Encruzilhada do Sul, no Rio Grande do Sul, morreu de câncer, pobre e esquecido, no dia 6 de dezembro de 1969 e foi sepultado em São João do Merití, Estado do Rio, onde residia há muitos anos. Por ocasião da data da Abolição da Escravatura, no dia 13 de maio de 2008, 39 anos depois de sua morte, a Câmara Federal aprovou a lei 11.756 de iniciativa do Senado, concedendo a anistia a João Cândido e a todos os seus companheiros que participaram da Revolta da Chibata. Seu nome ainda é reverenciado enquanto que os da oficialidade daquela época e dos que se alinharam posteriormente à torpe perseguição, ninguém sabe quem foram ou, no caso dos ainda vivos, quem são.
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EM MAIO A BAND COMPLETA 47 ANOS

quarta-feira, maio 7th, 2014
Antena TV Bandeirantes

Antena TV Bandeirantes

Não foram poucas as dificuldades que “seo” João Saad teve de enfrentar durante anos para poder concretizar seu projeto de montar uma emissora de televisão. Obstinado, nunca recuou diante das barreiras que surgiram em seu caminho até que, finalmente, no dia 13 de maio de 1967, numa festiva noite de gala, pronunciou um emocionado discurso dando por inaugurada a TV Bandeirantes, Canal 13:

Dias depois da inauguração, a TV Bandeirantes colocava no ar a sua primeira telenovela “Os Miseráveis”, produção própria. Em 1968 um programa destinado a conquistar o público feminino, “Xênia e Você”, estrelado por Xênia Bier, iniciou uma série de lançamentos que marcariam a trajetória da Band. Em 1972 tornou-se a primeira emissora do Brasil a produzir toda a sua programação a cores, ganhando o slogan “Bandeirantes: a imagem colorida de São Paulo”, e, dois anos mais tarde, estreava outro programa que também faria história entre os mais populares da televisão brasileira em todos os tempos, “Clube do Bolinha”, nas tardes de sábados, comandado por Edson Bolinha Cury. O primeiro jornalístico do Canal 13 foi o Titulares da Notícia, inteiramente moldado no vitorioso projeto lançado alguns anos antes pela rádio Bandeirantes a empresa mãe do atual complexo multimídia denominado Grupo Bandeirantes de Comunicação.