Arquiva no mês maio, 2013

PACAEMBÚ: UM BRIGADEIRO EM CAMPO

segunda-feira, maio 27th, 2013

Brigadeiro Eduardo Gomes

Getúlio Vargas foi deposto no dia 29 de outubro de 1945 tendo assumido a chefia de governo, provisóriamente, o presidente do Supremo Tribunal Federal ministro José Linhares à quem coube marcar eleições presidenciais para o dia 02 de dezembro daquele mesmo ano. Apresentaram-se como candidatos, pelo PSD, o marechal Eurico Gaspar Dutra, que havia sido ministro da Guerra de Getúlio, e, ao mesmo tempo, o principal conspirador para sua queda, Brigadeiro Eduardo Gomes, pela UDN, Yedo Fiúza pelo PC do B e Mário Rolim Teles pelo PAN – Partido Agrário Nacional.
O primeiro comício de Eduardo Gomes foi realizado no estádio do Pacaembú em novembro de 1945 e a rádio Bandeirantes estava lá:

Venceu aquelas eleições o marechal Eurico Gaspar Dutra, que era matogrossense, com 3.251.507 votos contra 2.039.341 votos recebidos pelo segundo colocado Eduardo Gomes. Dutra venceu as eleições em 23 unidades federativas. O Brigadeiro Eduardo Gomes, patrono da FAB, foi ministro da Aeronáutica em duas ocasiões, a primeira delas no governo Café Filho, que sucedeu Getúlio quando este se suicidou em 1954 e, posteriormente, no governo Castello Branco já na vigência da ditadura militar.

GETÚLIO PERDEU A PACIÊNCIA

terça-feira, maio 21st, 2013

Getulio Vargas
Getúlio Vargas deposto da presidência da República em outubro de 1945 resolveu candidatar-se ao senado nas eleições de dezembro daquele mesmo ano. Foi eleito com expressiva votação e, como ele, também eleitos 10 antigos interventores estaduais nomeados pelo próprio Getúlio durante o Estado Novo.
Vieram as eleições presidenciais de 1950 e Getúlio resolveu se candidatar pelo PTB recém fundado, tendo como adversários o Brigadeiro Eduardo Gomes, pela UDN, Christiano Machado, pelo PSD e João Mangabeira pelo PSB. Nessa campanha aconteceu o inusitado durante um comício na cidade de Baurú. Sabedores de que a polícia agiria com rigor contra aqueles que perturbassem o comício – lembrando que Adhemar de Barros era o governador e apoiava Getúlio – algumas centenas de baderneiros, à soldo dos demais candidatos, tiveram a idéia de aplaudir Getúlio em vez de vaia-lo assim não haveria razão para intervenção policial. E aplaudiram e gritaram vivas com tamanha constância e entusiasmo que o pobre Getúlio não conseguia terminar uma única frase. Foi tantas vezes interrompido que acabou perdendo as estribeiras e baixou o nível do discurso usando de expressões vulgares que eram absolutamente incomuns no seu vocabulário:

E Getúlio Vargas, tão criticado, tão combatido em função dos 15 anos de arbítrio que impôs ao Brasil, ganhou com folga as eleições de 1950 obtendo 3.849.040 votos contra 2.342.384 votos atribuidos ao segundo colocado, Brigadeiro Eduardo Gomes. Getúlio foi vencedor em 17 Estados, incluindo São Paulo, mais o Distrito Federal.

Ofuscada pela irmã

quarta-feira, maio 15th, 2013

Aurora e Carmen
Aurora Miranda da Cunha Richaid foi uma atriz e cantora brasileira que seria muito mais reverenciada não tivesse sido irmã de outra artista, de brilho invulgar, Carmem.
Aurora era carioca, nascida no Rio de Janeiro em 1915, e já aos 18 anos gravava seu primeiro disco com enorme sucesso, Cai Cai Balão, fazendo dueto com Francisco Alves.
Também foi ela quem gravou Cidade Maravilhosa que acabou sendo oficializada como hino do extinto Estado da Guanabara. Entrevistei Aurora algumas vezes, a última delas
para o programa MEMÓRIA, na rádio Bandeirantes, em maio de 2001. Falou pouco de sí e muito da irmã pela qual nutria emocionante carinho. Nessa última entrevista
ela já apresentava leves sintomas do Mal de Alzheimer, tanto que ao cantarolar mudou a letra de uma das mais conhecidas músicas de sua irmã Carmem,
Disseram que eu Voltei Americanizada. Ouça:

Aurora Miranda morreu em dezembro de 2005 de causas naturais agravadas pelo Mal de Alzheimer contra o qual lutou cerca de 4 anos. Está sepultada no cemitério de São
João Batista, no rio, em um túmulo muito próximo de sua irmã Carmem.

I BIENAL INTERNACIONAL DE ARTE EM SP

segunda-feira, maio 6th, 2013

Ciccillo Matarazzo

Ciccillo Matarazzo


Inaugurada no dia 20 de outubro de 1951, a I Bienal de Arte Internacional de São Paulo foi a primeira exposição de arte moderna de grande porte realizada fora dos centros culturais europeus e norte-americanos. Ela foi idealizada, realizada e custeada pelo empresário e mecenas Francisco Matarazzo Sobrinho, carinhosamente chamado pelos mais próximos de “Ciccillo”. Sua mulher, Yolanda Penteado teve participação decisiva no gigantesco empreendimento. No dia da inauguração estiveram presentes as principais autoridades do Estado, incluindo o governador Lucas Nogueira Garcez e o prefeito de São Paulo, Armando de Arruda Pereira, e a rádio Bandeirantes, é claro, como em todos os eventos importantes do País, não deixava de cobrir um só deles. O repórter José Carlos de Moraes – Tico-Tico – fez a cobertura daquele evento ouvindo depoimentos de quase todos os presentes, um deles o prefeito Armando de Arruda Pereira:


Momentos marcantes da vida cultural e artística de nossa cidade e do País, que tiveram cobertura da rádio Bandeirantes, estão arquivados no CEDOM – Centro de Documentação e Memória da Rádio Bandeirantes.