Arquiva no mês maio, 2012

Rei dos gols de “bicicleta”

segunda-feira, maio 28th, 2012

Leônidas da Silva

“Era muito melhor que Pelé”, afirmam aqueles que tiveram o privilégio de ver Leônidas da Silva jogando. Leônidas, o Diamante Negro, nasceu no Rio de Janeiro em 1913, e foi um dos maiores goleadores do futebol brasileiro. Dos chamados “grandes” do Rio, só não jogou pelo Fluminense, tendo sido tetracampeão carioca pelo Botafogo. Foi no São Paulo, no entanto, que passou a maior parte de sua carreira, de 1942 a 1950, tendo se sagrado pentacampeão pelo tricolor paulista. Se você consultar na Internet o Wikipédia, lerá que Leônidas se autoproclamava inventor da plástica jogada conhecida como gol de bicicleta. Tal afirmação não está devidamente fundamentada porque bem antes do surgimento da Internet eu o entrevistei algumas vezes e nunca ouvi dele tal afirmação:

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Leônidas da Silva também conhecido como “homem borracha”, por causa da sua elasticidade, morreu em 2004 numa clínica em Cotia, onde estava há meses internado, acometido do mal de Alzheimer. Tivesse no seu tempo a televisão, como a teve Pelé a vida toda e, Leônidas sim, é que seria considerado o rei do futebol, afirmam convictos os filhos e netos daqueles que vibraram nos estádios com suas jogadas geniais.

Presidente do STF canta na Rádio Bandeirantes

segunda-feira, maio 21st, 2012

Sidney Sanches


No dia 14 de agosto de 1992, horas antes de decidir se cabia ou não o pedido de impeachment do presidente Fernando Collor, o ministro Sidney Sanchez, então presidente do STF, deu uma longa entrevista à repórter Vera Fiordoliva, da rádio Bandeirantes:

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Apesar da gravidade do momento político e da alta responsabilidade do seu cargo, o ministro Sidney Sanchez acabou por derivar a conversa para seus momentos de adolescência e juventude, contando segredos de sonhos próprios da idade quando projetava ser profissional de futebol ou cantor de rádio. Em um certo momento a repórter, para ser simpática, pediu que o entrevistado citasse alguma música da sua meninice para que ela fôsse executada no final da conversa. Pasmem! Nem a repórter acreditou com a resposta que recebeu:

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À propósito, o autor da antológica Mourão da Porteira é o saudoso João Pacífico e das dezenas de gravações que foram feitas dessa música, destaque para duas delas que bateram recordes de vendas de discos, a primeira com Torres, Florêncio e Riéli e a segunda com a dupla Tonico e Tinoco.

De quem foi o primeiro gol do Morumbi?

quarta-feira, maio 16th, 2012

Cícero Pompeu de Toledo

O estádio do Morumbi, denominado Cícero Pompeu de Toledo, foi inaugurado duas vezes sendo a primeira, com o estádio inconcluso, em 1960 e 10 anos mais tarde, em 25 de janeiro de 1970 a inauguração definitiva. Peixinho fez o primeiro gol do Morumbi, porém, na inauguração com o estádio concluido quem fez o gol inaugural do estádio foi um estrangeiro. Ouça a narração:

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Com quase 108 mil torcedores no estádio, o jogo inaugural do Morumbi concluido, foi entre o São Paulo FC e o FC do Porto, sendo o primeiro gol de autoria de Vieira Nunes, do clube português, aos 32 minutos do primeiro tempo. O São Paulo empatou 3 minutos depois com Zé Roberto , e o placar final foi o empate de 1 a 1.

Rádio Bandeirantes 75 anos: presença constante na vida da cidade

sábado, maio 5th, 2012


Desde sua inauguração, em maio de 1937, a rádio Bandeirantes tem estado presente no cotidiano de vida de São Paulo. Seu jornalismo, de longa data, carrega a fama de estar presente em todos os acontecimentos de relevância.
Hoje banalizou-se, mas na década de 40, a inauguração de um simples semáforo era motivo de ajuntamento de verdadeiras multidões. O que não era comum, era a presença do rádio em tais acontecimentos por causa das dificuldades das transmissões externas. A Bandeirantes, com equipamentos modernos a partir de 1948, era uma exceção à regra e em função disso fazia coberturas diferenciadas e numa delas registrou um acontecimento insólito que ocorreu na noite de 12 de outubro de 1948, quando foi inaugurado o 15° semáforo da cidade de São Paulo, localizado na esquina da Marquês de Itú com a Rêgo Freitas.

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Aquele fato tinha uma repercussão política tão grande que, além de um enorme público, também compareceram várias autoridades, incluindo deputados, senadores, o prefeito, também o arcebispo metropolitano, e, claro, o governador à quem incumbia a responsabilidade de cuidar do trânsito na Capital. O governador de São Paulo era o dr. Adhemar de Barros que ao chegar ao local de inauguração do novo semáforo, como sempre acontecia, foi recebido com entusiasmo. Porém, ao discursar, aconteceu o inusitado:

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E assim tem sido ao longo destes 75 anos em que a Bandeirantes está no ar. Nos momentos marcantes do esporte, nas novas conquistas da ciência, nas convulsões políticas e sociais, nos espetáculos culturais e artísticos o microfone da Bandeirantes sempre esteve e continua presente. O resultado não se traduz apenas na verdade expressada no seu histórico slogan de “A mais popular emissora paulista”, como também, na formação do mais rico acervo sonoro do rádio brasileiro – o seu centro de documentação e memória conhecido por CEDOM – onde centenas de preciosidades, como essa inauguração de um dos primeiros semáforos da Capital, estão arquivadas.

Goleiro Leão: deveres, sim, direitos, não

quarta-feira, maio 2nd, 2012


O gol é uma posição tão ingrata, que precisava ser editada uma Constituição só para os profissionais do futebol que atuam com a camisa número 1. No capítulo dos direitos e das obrigações, para os goleiros seriam suprimidos os seus direitos. Direito de reclamar, de se justificar, de explicar, de errar, tudo seria abolido. Porque, em verdade, na teoria já é assim. Alguém está interessado em saber porque Júlio César errou feio no jogo em que o Corinthians foi desclassificado pela Ponte Preta? Alguém quer ouvir as suas explicações? Pelo contrário, já foi julgado e con denado pela torcida como se não tivesse o mesmo direito de errar como erram constantemente todos os seus companheiros das outras posições em campo. Falhar no gol não é difícil, basta uma fração de segundos de desatenção. O extraordinário Gilmar dos Santos Neves, muitas vezes também falhou, mas poucos se recordam das suas defesas milagrosas que salvaram o Jabaquara, o Corinthians, o Santos pelos quais jogou e, também, a seleção brasileira com a qual sagrou-se
bicampeão mundial, em 1958 e 1962. O que dizer de Leão, também? Tomou vários gols defensáveis nos clubes pelos quais jogou, e, também na seleção. No Palmeiras seu primeiro “frango” foi no dia 5 de novembro de 1969 quando o São Paulo derrotou o alviverde por 2 a 1, pelo torneio Roberto Gomes Pedrosa. O segundo gol, pela narração de Flavio Araújo, percebe-se, foi um “frangaço”:

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E Rogério Ceni? Nunca falhou? Entre todos eles, goleiros que engolem “perús”, um fato em comum é que nunca admitem o erro. Ficam exasperados quando são questionados. Falta-lhes um mínimo de humildade. Na bola fácil que Leão aceitou, naquele jogo de 1969, contra o São Paulo, ocorreu, após o jogo, outro fato raro que foi a reação do goleiro quando questionado pelos repórteres da Bandeirantes, Roberto Silva e J. Hawila:

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Alguém já disse, com muita sabedoria, que no espaço onde o goleiro joga, nem grama cresce, querendo explicar que é a posição mais ingrata do campo.