No começo da década de 50, para fazer jús ao slogan de “A Mais Popular Emissora Paulista”, João Jorge Saad resolveu investir pesado no departamento artístico da rádio Bandeirantes. Foi assim que no começo de 1953 o cantor João Dias, sucessor de Francisco Alves, o rei da voz, falecido alguns meses antes num trágico acidente de carro na via Dutra, teve seu contrato renovado com a Bandeirantes. Como era moda naqueles tempos, o contrato foi assinado em público, no auditório da emissora, durante uma de suas apresentações:
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Depois do artístico, os investimentos voltaram-se para o jornalismo e para o departamento esportivo. Na segunda metade da década de 50, foram contratados Pedro Luiz e Mário Moraes que formaram com Edson Leite, que já era o narrador oficial da Bandeirantes, a equipe de maior prestígio e de maior audiência no rádio esportivo do Brasil até hoje, semente geradora do insuperável Scratch do Rádio. No jornalismo, Alexandre Kadunc também criava uma plástica absolutamente inovadora nos noticiosos do rádio, usando muitos efeitos de sonoplastia e textos que faziam ligação entre as notícias, uma espécie de “ponte”, ou seja, notícias encadeadas, muitos repórteres nas ruas, corrrespondentes nas Capitais e setoristas em locais estratégicos como a Central de Polícia, Departamento de Investigações, Polícia Rodoviária, QG da Polícia Militar, DST, atualmente Detran, Aeroporto de Congonhas, Estação Rodoviária,etc. Eram chamados de “Os Titulares da Notícia”. Momento de grata memória dessa extensa jornada de 75 anos da rádio Bandeirantes AM.




