Arquiva no mês março, 2012

A pena de morte no Brasil

segunda-feira, março 26th, 2012


A onda de violência urbana, especialmente nas grandes cidades, já é coisa antiga entre nós como também são antigas as discussões sobre a pena de morte para inibir a escalada da violência, aliás, medida repudiada pela maioria da população esclarecida. Esse assunto em algumas ocasiões tomou grande vulto e até comissões chegaram a ser criadas para estudar sua aplicação, uma delas no governo Itamar Franco. O grupo foi presidido por um dos mais brilhantes juristas do Brasil, o saudoso Evandro Lins e Silva, que no dia 10 de janeiro de 1993 momentos antes de apresentar seu relatório ao ministro da Justiça adiantou suas conclusões aos ouvintes da rádio Bandeirantes AM, por intermédio do repórter Carlos Rodrigues:

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Claro que a proposição não foi adiante. Para quem não sabe, o Brasil já teve pena de morte, com muitas execuções, no período do Império e a última execução foi a de José Pereira de Souza condenado pelo Júri de Santa Luzia, Goiás, enforcado no dia 30 de outubro de 1861. A derradeira condenação, porém, foi a do escravo Francisco, em Pilar, Alagoas, no dia 28 de abril de 1876, posteriormente comutada pelo Imperador D.Pedro II.
Em tempos mais recentes tivemos pena de morte no período do Estado Novo, em plena ditadura Vargas, para os chamados “crimes de guerra”, e à exceção do escritor Gerardo Melo Mourão, condenado em 1942 por espionagem em favor das tropas do eixo, não se sabe de qualquer execução em função daquela lei. Mais tarde o regime militar de 64 recriou a pena capital no Brasil para os crimes políticos que resultassem em morte, porém, todas as penas aplicadas foram comutadas pelo Superior Tribunal Militar que as transformou em prisões perpétuas.

Telê Santana: sem papas na língua

quarta-feira, março 21st, 2012

Telê Santana, de saudosa memória, não era apenas um técnico competente, disciplinador, como também um cidadão conhecedor dos seus direitos, que não perdia oportunidade para exigir publicamente que os políticos tivessem uma conduta no mínimo ética.  Ouvido pelo repórter Amorim Filho, à época setorista da rádio Bandeirantes no aeroporto de Guarulhos, Telê não poupou críticas a ninguém.

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  A entrevista foi feita com Telê Santana no dia  11 de fevereiro de 1993 no momento em que o SPFC, campeão paulista e mundial, embarcava para Santiago do Chile onde participaria de um torneio amistoso de futebol.  É uma das muitas que foram feitas com Telê Santana, desde os tempos em que jogava do Fluminense do Rio de Janeiro, e que fazem parte do acervo do CEDOM – Centro de Documentação e Memória da Rádio Bandeirantes AM.

J.Hawilla: vida dura a do repórter

terça-feira, março 13th, 2012

 

O bem sucedido empresário da área de promoções esportivas, culturais e artísticas, com pé fincado também no ramo de comunicações, J. Hawilla, começou sua carreira como modesto repórter de campo na rádio Bandeirantes AM. Certamente, hoje, ele não engoliria os muitos desaforos que teve de digerir naqueles tempos, especialmente quando entrevistava os personagens dos jogos assim que a partida se encerrava. É uma combinação fatal o estrelismo dos jogadores, árbitros e dirigentes quando somado ao nervosismo gerado durante o jogo que resulta invariavelmente em “patadas” injustificadas. Uma delas J.Havilla recebeu no dia 23 de novembro de 1968 ao término do jogo São Paulo 3 x Cruzeiro de Belo Horizonte 1, no Morumbi, transmitido pela Bandeirantes com o locutor Borghi Júnior. Assim que o árbitro Joaquim Gonçalves apitou o final, o repórter correu para o zagueiro Jurandir, do São Paulo e deu-se o inesperado:

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Tanto mais inesperada aquela reação, pelo fato de Jurandir ter sido sempre uma pessoa educada, comedida. Zagueiro dos bons que chegou a ser convocado para a seleção brasileira campeã do mundial de 1962, no Chile, na reserva de Zózimo, Jurandir viria a falecer no dia 6 de março de 1996, aos 55 anos de idade.

Orlando Silva: o cantor das multidões

terça-feira, março 6th, 2012

Na última postagem neste blog, fiz referência a um programa da rádio Bandeirantes AM das décadas de 60 e 70, apresentado por Rubens Moraes Sarmento, imbatível em audiência. Levava o seu nome, transmitido desde 1958 no período noturno e totalmente dedicado à música popular brasileira da chamada “velha guarda”. Um pouco mais tarde Moraes Sarmente também produziu e apresentou outro programa extremamente popular, o “Almoço à Brasileira”.
Na noite de 23 de agosto de 1964, como destaquei na mensagem anterior, Sarmento foi surpreendido em meio ao programa, com duas visitas surpreendentes, os cantores Orlando Silva e Vicente Celestino que figuram, até hoje, como dois dos maiores vendedores de disco e recordistas de público em shows pelo Brasil afora. Ao conversar com Orlando, este já foi rememorando o sufoco das suas primeiras gravações:
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Orlando Silva, que rivalizava em popularidade e prestígio com Francisco Alves, o rei da voz, morreu no dia 07 de agosto de 1978, aos 62 anos de idade.