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28
DE abril
DE 2015

Enquanto o Palmeiras tem lucro com a ‘arena’, o Corinthians fica mais endividado

postado por Marcondes Brito em Futebol

28
DE abril
DE 2015
89

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A manchete do Caderno de Esportes do Estadão de hoje mostra o lucro do Palmeiras com a sua nova arena. E suscita instantaneamente uma comparação com os números do rival Corinthians, que também tem um estádio novinho “pra chamar de seu”.
O Palmeiras demorou para erguer a sua “casa”, passou um bom tempo brigando com a WTorre, construtora encarregada da obra, mas hoje contabiliza lucros porque evitou empréstimos bancários e financiamento público.
O Corinthians tinha pressa para aprontar o palco da abertura da Copa do Mundo e contou com o apoio do ex-presidente Lula para ter acesso à grana do BNDES, caso contrário não poderia cumprir os prazos da Fifa.
Hoje, enquanto o Palmeiras contabiliza lucros de bilheteria, o Corinthians vive atormentado com uma dívida que cresce R$ 13 milhões por mês. Todo o dinheiro arrecadado na sua arena é destinado à amortização dessa dívida. Durante quantos anos?
Só Deus sabe.FullSizeRender (1)
O QUE DIZ O ESTADÃO DE HOJE
O Palmeiras luta para conquistar o título do Campeonato Paulista pela honra, tradição e importância em ter mais um troféu em sua vasta galeria. Financeiramente, levantar a taça fará pouca diferença para o clube graças ao Allianz Parque. Com o novo estádio, o time superou em cinco vezes o valor que a Federação Paulista de Futebol paga ao campeão do Estadual.
O campeão paulista vai receber da FPF R$ 3 milhões, enquanto o vice ficará com R$ 1 milhão. Uma quantia pequena, tendo em vista o glamour da competição, e que se torna ainda mais irrisória quando comparada com os R$ 15.216.760,77 de renda líquida que o Alviverde teve no Campeonato Paulista nos dez jogos que fez em casa como mandante – não está sendo computado o confronto com o Audax, que também foi na arena, mas com mando do adversário.
A arrecadação na decisão com o Santos já é superior ao prêmio pelo título. A renda líquida foi de R$ 3.021.491,58. Vale lembrar que na arena, embora seja administrada pela WTorre e existam divisões em diversas arrecadações, o valor dos ingressos de partidas do Palmeiras ficam 100% para o clube.

ENQUANTO ISSO, NO CORINTHIANS…
Enquanto isso, a dívida do Corinthians com a Odebrecht pela construção do Itaquerão evoluiu rapidamente após a Copa-2014 e tornou-se quase insustentável, segundo os próprios dirigentes do clube. Até março, esse valor era de R$ 397 milhões.
Foi divulgado um débito reajustado de R$ 317 milhões “junto à Construtora Norberto Odebrecht referentes aos custos de construção da Arena‘, no balanço anual consolidado para o período de 2013 a junho de 2014. O mais recente relatório mensal do fundo divulgado, aponta um valor total de R$ 397,5 milhões a ser quitado com a Odebrecht. Segundo estes relatórios mensais, houve um aumento de R$ 253 milhões em seis meses. Mesmo na comparação com o balanço anual, que consolidou valores, o crescimento é de R$ 80 milhões no período, o que equivale a R$ 13 milhões por mês.
Incluído o dinheiro dado pelo BNDES, o débito corintiano pelo estádio já atingiu R$ 800 milhões no total. No começo do ano, ventilou-se até a possibilidade de o clube perder o controle administrativo do estádio, caso não consiga saldar suas dívidas com a Caixa Econômica e o BNDES. Se isso acontecer, a Odebrecht estará livre para vender ações do fundo para qualquer outra empresa.

ENQUETE - Já votou aí do lado? Afinal, quem leva o Paulistão 2015?

13
DE abril
DE 2015

A piada do ano: o Corinthians não pode mais esconder a marca ‘Itaquerão’

postado por Marcondes Brito em Futebol

13
DE abril
DE 2015
66

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d27f683e00dc21447a5ba5960b902ad4Eu juro que pensei que era mesmo uma piada. Quase não acreditei quando li nos jornais e na web que o Corinthians se transformou no único dono da marca Itaquerão, mas poderá perdê-la caso opte apenas por esconder e desprezar a sua utilização.
Quantas vezes já fui xingado aqui, e na minha página no Twitter (@marcondesbrito) por torcedores do Corinthians, por referir-me ao seu novo estádio como “Itaquerão”?
Tudo porque o ex-presidente Andrés Sanchez quis obrigar a mídia a tratar o estádio apenas como “Arena Corinthians”. Todo aquele que ousasse pronunciar o nome “Itaquerão” seria considerado quase um inimigo do clube.
Pois agora (ironia suprema!), o Corinthians briga na Justiça para não perder o direito por um nome que tanto abomina. A possibilidade de a marca ser perdida é prevista pelo regulamento do Instituto Nacional da Propriedade Industrial, autarquia do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e responsável por controlar o segmento. Foi o INPI que concedeu, em fevereiro, o domínio sobre Itaquerão para o Corinthians por dez anos. No meio desse prazo, porém, o instituto poderá rever essa concessão.
De acordo com o regulamento, a marca só é preservada a partir do quinto ano se o detentor comprovar ter feito utilização. Caso tenha apenas feito o registro para retirá-la do mercado, dará margem para a solicitação de um terceiro ser aceita.
E agora?

05
DE abril
DE 2015

A incrível sina do Itaquerão, o estádio que dá lucro e prejuízo ao Corinthians

postado por Marcondes Brito em Futebol

05
DE abril
DE 2015
23

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bk7c3m2960ordnwtrvx2fv5wtA torcida do Corinthians vai lotar novamente o Itaquerão no clássico desta tarde contra o Santos, gerando excelente resultado financeiro na bilheteria. Mas o estádio – longe de ser uma solução – continua sendo um problema para as finanças do clube. Só com a Odebrecht a dívida é de 395 milhões de reais. Desse total, 80 milhões de reais são de juros

28
DE março
DE 2015

Enquanto a seleção cura feridas, o futebol brasileiro agoniza fora de campo

postado por Marcondes Brito em Futebol

28
DE março
DE 2015
10

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A nossa seleção olímpica goleou ontem o Paraguai por 4×1 e deixou uma boa impressão. Mais do que segurar o emprego do técnico Alexandre Gallo, importante mesmo foi ver que existem algum lampejo de criatividade no time titular. Vitinho, Lucas Silva, Felipe Anderson, Rafinha…
Na quinta-feira, o time de Dunga deu ao mundo uma demonstração de que está curando as feridas. Ganhar da França, em Paris, com 80 mil torcedores no estádio, foi como dizer assim aos nossos rivais: “Estou vivo, muito vivo!””
Em resumo, se dentro de campo o Brasil ainda tem um futebol respeitado, fora de campo a situação é bem complicada. Na Folha de hoje, o levantamento feito sobre o Campeonato Paulista – – melhor de todos os Estaduais – é desalentador:
“Em oito anos, o número de jogos do Paulista que deram prejuízo cresceu 145%. Até a 12ª rodada desta edição do Estadual, que termina na terça-feira (31) com Portuguesa x São Bernardo, 49 partidas não arrecadaram com venda de ingressos o suficiente para arcar com os custos operacionais de realização. Em 2007, quando o Paulista deixou de ser disputado em pontos corridos e voltou a ter fase final, só 20 das 120 primeiras partidas da competição registraram deficit. Desde então, a quantidade de jogos com renda líquida negativa tem crescido quase que anualmente até alcançar o patamar atual de 41,2%. O fenômeno não é só dos times pequenos. Dos 20 participantes, 15, inclusive São Paulo e Santos, já tiveram partidas como mandante que fecharam no vermelho. Além de Corinthians e Palmeiras, donos dos maiores públicos da competição, só Capivariano, São Bernardo e Penapolense escapam”, diz a reportagem assinada por Rafael Reis.FullSizeRender (2)Ficamos sabendo também que a Arena Pernambuco, estádio construído pela empreiteira Odebrecht para a Copa-14, teve um custo avaliado em R$ 700 milhões, mas, refeitas as contas, pode ter consumido, na verdade, mais de R$ 1,7 bilhão.
Já o Maracanã, palco da final entre Alemanha e Argentina, fechou 2014 com um prejuízo de R$ 77,2 milhões no ano – 69% do deficit foi computado entre janeiro e julho, período marcado pelo Estadual do Rio e do Mundial, quando as receitas foram mais escassas. O rombo é muito maior que o de 2013, primeiro ano da operação do Maracanã reformado, quando ficou R$ 48,3 milhões no vermelho.FullSizeRenderO Itaquerão, a sede do jogo de abertura do Mundial, segundo reportagem do Estadão, mantém média 27 mil torcedores por jogo. Isso, no entanto, não significa que o Corinthians tem conseguido lotar sempre sua nova arena. O estádio tem capacidade para 48 mil lugares e praticamente todos os 21 mil lugares vagos ficam no prédio Oeste, onde os ingressos são vendidos por até R$ 450.
Concebido para gerar receitas milionárias, o setor mais caro do estádio ainda não está totalmente pronto. Não foram entregues, por exemplo, restaurantes, lanchonetes e lojas que fazem parte do projeto original. O setor Oeste Vip Inferior não teve mais do que 25 torcedores que aceitaram pagar R$ 450 em nenhum jogo deste Paulistão. O maior público do local foi de 22 pagantes, nas partidas contra Red Bull Brasil e Mogi Mirim. Contra o São Bernardo, apenas três torcedores compraram o ingresso por esse valor.

14
DE fevereiro
DE 2015

Arenas Corinthians e Allianz tiram o Morumbi do futebol olímpico

postado por Marcondes Brito em Futebol

14
DE fevereiro
DE 2015
49

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Deu na Folha
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Comentário meu – Se estiver a fim de tripudiar do inimigo, o presidente Paulo Nobre pode até contabilizar mais “uma volta” em cima de Carlos Miguel Aidar. O São Paulo tem um documento assinado pelo Comitê Rio-16, datado de 2009 (época em que a cidade ainda era candidata aos Jogos), que garante o Morumbi como sub-sede do futebol. Acontece que, nesse meio tempo, surgiram as duas novas e modernas Arenas Corinthians e Parque Allianz. Em outras palavras, o Morumbi ‘caducou’. Outra coisa: quem vai tomar a decisão final é o Marco Polo Del Nero, presidente da Comissão do Torneio de Futebol dos Jogos Rio-2016 da Fifa. E Del Nero, todo mundo sabe, tem ‘sangue verde’ correndo pelas veias.

05
DE dezembro
DE 2014

Doleiro do ‘Petrolão’ também teria atuado na obra da Arena Corinthians

postado por Marcondes Brito em Futebol

05
DE dezembro
DE 2014
42

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Deu na revista CartaCapital (por Fábio Serapião)

Na busca e apreensão realizada na casa de Alberto Youssef durante a primeira fase da Operação Lava Jato, em 17 de março, a Polícia Federal encontrou um documento cujo conteúdo demonstra que a atuação do doleiro extrapola os limites da Petrobras e estende seus tentáculos sobre outras estatais federais, órgãos públicos estaduais, prefeituras e empresas privadas. Apreendida em meio a relógios e canetas importados, a planilha de 34 páginas, à qual CartaCapital teve acesso, traz um relatório de 747 projetos vinculados a clientes diretos, no caso as construtoras, e relacionados a um cliente final, na maioria empresas públicas e algumas privadas.
“Assim, é claro o envolvimento de Youssef e seu grupo com grandes empreiteiras, e, através da planilha apreendida, pode-se deduzir que o doleiro tinha interesse especial nos contratos dessas empresas, onde de alguma forma atuava na intermediação”, observam os policiais federais. Somadas, as obras datadas do período entre 2008 e 2012, alcançam a cifra de 11,5 bilhões de reais e sugerem uma explicação para o fato de a força-tarefa envolvida nas investigações afirmar que a organização criminosa “abrange uma estrutura criminosa que assola o País de Norte a Sul”. Chama atenção a disciplina e organização do doleiro ao produzir o relatório. Nele, cada obra é seguida do telefone fixo e celular do contato na empresa, informações detalhadas sobre o projeto, como espessura e tipo de materiais a serem utilizados, data e valor.
Das obras citadas na lista, nem todas foram conquistadas pela clientela de Youssef. A planilha indica, no entanto, a abrangência de seus negócios. Ao menos 59% dos projetos citados envolvem como cliente final a Petrobras. Aparecem no documento o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), seis refinarias, uma fábrica de amônia em Uberaba (MG), uma plataforma de petróleo, a Petrobras Netherlands, a sede administrativa em Santos, a Transpetro. Consta no documento até a obra para remoção de dutos no terreno em Itaquera, na capital paulista, onde foi construído o estádio do Corinthians, palco da abertura da Copa do Mundo.
No caso da construção do estádio do Corinthians, o cliente de Youssef seria a Sacs Construção e Comércio, responsável por remanejar a tubulação da Petrobras sob o terreno. A retirada dos tubos foi um dos motivos do atraso na entrega do estádio-sede da Copa do Mundo. Na página 19, o projeto está orçado em 1,3 milhão de reais e tem como cliente final a estatal, mas no site da Sacs, a empresa informa que o clube arcaria com as despesas. (clique AQUI e veja reportagem completa).

26
DE novembro
DE 2014

Aleluia: o Corinthians espera vender naming rights até dezembro

postado por Marcondes Brito em Futebol

26
DE novembro
DE 2014
37

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Pouca gente deu importância à promessa de Roberto de Andrade, candidato da situação no Corinthians. Ele disse ao colunista Janca, do jornal Lance que até dezembro haverá uma definição dos Emirados Árabes sobre a questão dos naming rights da arena corintiana.
Antes do final do ano o presidente Mário Gobbi espera anunciar a venda do direito de nomear o estádio em Itaquera, cuja negociação foi conduzida por Andrés Sanchez, que inicialmente pretendia fechar negócio até fevereiro de 2012. Andrés viajou diversas vezes aos Emirados, mas depois passou a se dedicar à sua campanha a deputado federal pelo PT-SP. Eleito, começa a trabalhar em Brasília em janeiro.
Especula-se que, além de dar nome à arena, a Emirates irá ocupar o espaço que hoje é da Caixa na camisa do time. A informação, porém, não é confirmada nem pela diretoria do Corinthians nem pela companhia de aviação.
O problema todo é gerar uma expectativa – como já aconteceu dezenas de outras vezes – mas, no final das contas, nada se confirma. Eu torço para que aconteça logo. Já não agüento mais chamar o Itaquerão de “Itaquerão”.

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