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22
DE maio
DE 2011

Cerezo: fui o último a saber sobre Lea T

postado por Marcondes Brito em Clipping, Futebol

22
DE maio
DE 2011
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Cerezo com a família: Leandro depois se transformou em Lea T.

Numa boa entrevista à repórter Amélia Sabino, do jornal Lance, o ex-jogador Toninho Cerezo, 56 anos, falou pela primeira vez sobre Lea T. seu filho transexual que virou top model internacional. Anotei a seguir algumas das suas respostas:

O IMPACTO DA NOTÍCIA
“Naquele momento, quando saiu essa notícia, eu procurei a diretoria do Sort Recife e deixei bem claro para eles. Contei o que houve e, como se tratava do meu nome, os deixei à vontade para resolverem… Tirei esse tempo para arrumar minha vida. Tive que dar atenção à família, acalmar essa poeira. O problema maior foi da porta para fora de casa, toda essa repercussão que a mídia deu”.

ENFRENTANDO O PRECONCEITO
Acho que o mundo do esporte está superando o preconceito. Na sociedade é um fato, politicamente está uma coisa aberta, clara. Teve essa votação no STF (sobre a união gay), não tem retorno e as pessoas não deixam de ser felizes por causa disso, mas eu não posso pensar pela cabeça dos outros. Eu nunca ouvi isso de nenhum dirigente, mas acredito que possam ter pessoas que pensem assim. É meu filho, aliás minha filha, meu sangue. Nunca me fez abaixar a cabeça, até porque fui criado no meio artístico, de mentalidade aberta, lógico que dentro de uma carapuça do mundo da bola”.

O ÚLTIMO A SABER
“Quando a Lea falou tudo, eu fui o último a ficar sabendo. Eu fui a última pessoa que ela chegou e falou, mesmo porque eu já sabia. Mas nunca questionei, nunca briguei. Mas eu achei melhor ela falar do que viesse da outra parte, como aconteceu. Depois ela viu que não existe problema de forma nenhuma. Acho que foi mais medo dela de contar, porque o pai é ex-jogador, a família, as tias, todo mundo católico demais. Só que o negócio veio tão forte, toda essa agitação, que era diferente de marcar alguém, de dar um passe, entrar dentro da área para cabecear ou sofrer uma crítica de um comentarista esportivo. Foi uma coisa completamente nova, então resolvi ouvir, ficar calado, porque precisava do meu tempo”.

ELA NUNCA GOSTOU DE FUTEBOL
“Agora é a vez de a gente brincar com isso. Eu lembro uma vez que teve um clássico Corinthians x São Paulo e levei todos eles em campo. A Lea dormiu no jogo. Aí eu vi que ela não tinha nada a ver com futebol. Quando eles eram crianças eu os coloquei na escolinha de futebol, na época da Sampdoria. Ela ficou brincando de aviãozinho, nem aí para a bola”.

PROPOSTAS PARA TRABALHAR
“Tive uma do Vitória, no final do ano passado, mas ainda não era o momento. E uma sondagem da China, que rejeitei… Quero apenas poder fazer meu trabalho com tranquilidade, desenvolver uma equipe, prepará-la desde o início. Se não tiver a opção de fazer isso aqui, quero fazerum curso no meio do ano na Itália, de aprimoramento na profissão, com aulas sobre tática, técnicas de aperfeiçoamento físico, comunica ção com os jogadores. Sempre tem novidade no futebol. E é o que sei fazer e onde gosto de estar, no campo”.

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