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29
DE março
DE 2010

Alô, aqui quem fala é Armando Nogueira

postado por Marcondes Brito em Artigos

29
DE março
DE 2010
11

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5802058Na década de 80, eu apresentava um programa esportivo semanal na Radiobras, em Brasília, quando recebi um inusitado telefonema:
– Bom dia, meu nome é Armando Nogueira, e gostaria de pedir um espaço no seu programa para anunciar o lançamento do meu livro em Brasília.
Parecia um trote, tinha tudo para ser um trote. Armando Nogueira, ex-diretor de jornalismo da Rede Globo, um ícone da imprensa esportiva brasileira? Não podia ser verdade.
Mas era ele mesmo. Brasília, naquela época, não tinha muito espaço para programas esportivos na TV. Salvo engano, era o único com mais de 30 minutos de duração.  Até me refazer do susto e me certificar que se tratava mesmo do grande Armando Nogueira, combinamos a entrevista para dalí a 15 dias. A assessoria dele me mandou um exemplar do livro, que devorei de um dia pro outro.
Havia quase um capítulo inteiro dedicado a Nilson Santos, que morava em Brasília e dava aulas de futebol numa escolhinha do GDF (Governo do Distrito Federal). Sem combinar nada com o entrevistado, pedi à produção que, no dia e hora marcados, deixasse Nilton escondido nos bastidores para fazer-lhe uma surpresa.
No meio da nossa conversa, quando naturalmente o assunto era a “Enciclopédia”, Nilton entrou no studio e quebrou totalmente o ritmo da entrevista.
Era visível a alegria de Armando. Ele tinha por Nilton Santos uma admiração incontida.
– Estava assistindo em casa e vi você falando muito bem de mim, Armando. Então vim aqui pra te dar um abraço… – disse Nilton.
Foi uma das melhores entrevistas que consegui fazer naquele programa. E, ao final do trabalho, Armando soltou esta:
– Vocês são dois cascateiros. Como é que Nilton viu a entrevista em casa se o programa é gravado e só vai pro ar amanhã?
De fato, Nilton Santos, que hoje mora no Rio de Janeiro, além de “Enciclopédia do Futebol”, é também um bom ator. Representou direitinho.

* Minha homenagem ao mestre Armando Nogueira, que morreu hoje, de câncer, aos 83 anos.

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21
DE março
DE 2010

Dá-lhe, Datena!

postado por Marcondes Brito em Artigos

21
DE março
DE 2010
26

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datenaPor Cláudio Nogueira*

A notícia política mais aguardada do ano, foi dada com exclusividade por quem?

Por algum dos renomados colunistas políticos do País? Ou, mesmo, por algum jornalista da editoria de política das grandes publicações?

Não, amigos, quem a deu e com o testemunho do personagem, foi o nosso José Luís Datena. Foi a Datena, no heliporto do Palácio do Morumbi, num típico ambiente de reportagem, que o Governador José Serra assumiu sua candidatura à Presidência da República. O que todos esperavam viesse a ser anunciado numa grande e programada entrevista coletiva, Datena conseguiu sozinho, sem pré-combinação.

O nosso Datena, que o preconceito dos “elegantes das redações” pretende reduzir ao termo “apresentador popular”. Duplo equívoco: sim, ele o é e isso nada significa de menor, muito pelo contrário. Exige talento, aplicação, reconhecimento público. Mas Datena é também e, talvez por sê-lo alcance sua popularidade, um grande repórter.

O que é um grande repórter? Muitas são as definições, mas talvez a melhor delas seja a de alguém com grande fôlego para a vala comum do dia-a-dia, sem perder a sensibilidade e perspectiva do momento e da abordagem certa para o grande “furo”, como se chama a notícia importante em primeira mão.

Sou da escola antiga do jornalismo e o “furo” do Datena redime nossa escola. Nela, os melhores professores são os bons repórteres. Diria sem medo de errar que o melhor jornalismo não está nas mãos dos caciques e pensadores de redação. Ele está no faro, na aplicação, na disciplina e no brilho dos bons repórteres. E bom repórter não tem área, não tem especialização.

José Alves Pinheiro Júnior, um dos grandes comandantes da reportagem da Última Hora de Samuel Wainer, criou um método revolucionário na imprensa brasileira: gostava de destacar repórteres de áreas diferentes para uma determinada cobertura. Assim podia se ver o repórter de polícia recebendo uma grande autoridade internacional no aeroporto, ou um do segundo caderno cobrindo um fato policial relevante e assim por diante.

O que Pinheiro Júnior buscava era o olhar diferente, desacostumado com aquele cotidiano, que pudesse surpreender os leitores com um relato inusitado. Não à toa Talese e Capote eram autores de escrivaninha de todos os repórteres da Última Hora.

Aí está o Datena e seu “furo político”. Talvez ali, só ele pudesse ter arrancado aquelas declarações do Governador José Serra. Porque não tinha barreiras a vencer, nem a obrigação de se comportar como um especialista em política, que prèviamente respeitaria a cronologia dos fatos.

Datena não deu só o “furo”. Deu uma grande lição aos especialistas engravatados (ele está com uma simples camisa pólo na entrevista) que passam 80% do tempo alimentando o ego: notícia é coisa para repórter e repórter não tem especialização. Repórter, o bom repórter, é a alma do jornalismo;

Dá-lhe, Datena!

* Cláudio Nogueira é jornalista e Diretor Geral do Grupo Bandeirantes de Comunicação na Bahia

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26
DE dezembro
DE 2009

Veteranos & Veteranos

postado por Marcondes Brito em Artigos

26
DE dezembro
DE 2009
12

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033485125-ex00Tomei um susto quando li esta semana aqui no e-Band que o Corinthians estava contratando Marcelinho Carioca, aos 37 anos. Como se não bastasse a lista de jogadores com mais de 35 (Roberto Carlos, Iarlei, Tcheco…), mais um veterano seria por certo uma temeridade.
Mas Marcelinho é apenas uma jogada de marketing. Ídolo da torcida, ele vai disputar amistosos e tentar ajudar a vender a camisa número 100, em comeração ao centenário do clube. Vai ver os marqueteiros não tiveram argumento$ para convidar Rivelino, muito mais ídolo, muito mais craque, muito mais importante na história do clube.
Deixa pra lá. O fato é que o Corinthians deve saber do risco que está correndo ao montar um elenco com média de idade tão alta. Nos esportes coletivos, esse risco é muito maior do que nos esportes individuais.
Vejam o caso de Michael Schumacher que ressurge na F-1 aos 41 anos e tem chances de voltar a ser competitivo. Sim, porque, no automobilismo, o poder da máquina e os recursos tecnológicos ajudam muito. Recorde-se que o brasileiro Emerson Fittipaldi e ganhou a tradicional prova de Indianápolis aos 43 anos, 8 anos depois de ter largado a profissão. Já o britânico Nigel Mansell foi campeão da F-1 aos 39.
No pugilismo, o norte-americano George Foreman recuperou o cinturão dos pesos pesados aos 45 anos. No tênis, a checa Martina Navratilona parou aos 43, mas voltou seis anos depois e conseguiu ser campeã de duplas, aos 49.
No futebol e demais esportes coletivos, o veterano precisa de algo mais em seu entorno. Como Petcovik, que caiu como uma luva no bem montado time do Flamengo.
Cabe aqui uma lembrança especial: a última experiência de Pelé como profissional. O Rei do Futebol estava aposentado quando o Cosmos conseguiu seduzí-lo com um contrato milionário para ajudar a popularizar o esporte nos EUA. Tinha 39 anos. Evidentemente que Pelé não serve de parâmetro para os demais mortais. Um sujeito que chegou à seleção brasileira aos 16 anos, disputou quatro Copas (ganhou 3), fez mais de 1.200 gols e até hoje, com quase 70 anos, é reverenciado nos quatro cantos do mundo, não só pode ser de outro planeta.

UMA PEQUENA PAUSA
Este blog dá uma parada nos próximos dias e voltará a ser atualizado normalmente no dia 4 de janeiro. Aos que me acompanharam nos últimos dias, o mais sincero agradecimento pelo prestígio. Feliz 2010 pra todos nós!

30
DE outubro
DE 2009

A terrivel sensação de ser assaltado

postado por Marcondes Brito em Artigos

30
DE outubro
DE 2009
1

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No primeiro dia de julho/07, Luciano Huck escreveu um artigo com o título “Pensamentos quase póstumos” que causou grande alvoroço na mídia. Nele, Huck contou como roubaram o seu relógio, um Rolex Oyster Perpetual que custa em torno de R$ 10 mil.

Rico e famoso, o apresentador de TV foi bombardeado nas seções de cartas dos jornais e em comentários postados em blogs na internet, onde o tom geral das manifestações parecia perguntar: “Quem manda pendurar o equivalente a várias casas populares no pulso?” Eu mesmo achei meio pedante quando Huck citou no artigo que paga “uma fortuna de impostos”. Como se isso fizesse dele um cidadão especial, diferente do resto dos mortais.

Mas uma coisa é acompanhar toda essa polêmica a distância e outra é viver na pele a experiência de um assalto. Pois aconteceu comigo na manhã de quarta-feira, na Rua dos Navegantes, em Boa Viagem, antes das 8 horas da manhã. (mais…)

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