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02
DE maio
DE 2012

Kajuru explica a entrevista com Bruno que nunca foi feita

postado por Marcondes Brito em Clipping, Futebol

02
DE maio
DE 2012
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No final do ano passado, uma suposta entrevista do goleiro Bruno – preso desde julho de 2010, acusado de mandar matar a modelo Eliza Samudio – ao repórter Jorge Kajuru foi motivo de muita polêmica na mídia esportiva. Enfim, num desabafo  a Bruno Favoretto, da revista PLACAR, Kajuru confessou que a entrevista nunca foi feita. É uma longa história que tento resumidamente explicar em cinco atos:

1º ATO

  • Em 19 de setembro, Kajuru vai a Belo Horizonte negociar com Ércio Quaresma, então responsável pela defesa de Bruno, uma entrevista com o ex-jogador do Flamengo. No encontro, Kajuru diz ter visto “algo inédito em 51 anos de vida: um senhor (Quaresma) completamente sem consciência, sentado à mesa, fumando crack sem parar… Ele disse que marcaria a entrevista com Bruno para o dia seguinte, no máximo dois dias depois. Se a juíza não liberasse minha entrada, eu entregaria as questões que quisesse e ele gravaria com Bruno. Depois eu aditaria as minhas perguntas… Ai ele me pediu R$ 150 mil. Disse que dividiria o dinheiro com a equipe dele e que Bruno não levaria nada…Combinei que iria a São Paulo atrás do dinheiro com uma grande emissora”.

2º ATO

  • No dia seguinte, Kajuru, já em SP, vai direto à festa de César Filho, apresentador do SBT… O jornalista confessa que, embora estivesse sem beber, rendeu-se a um drinque. Beber uma vodka, segundo ele, fez com que se abrisse ao repórter Ricardo Feltrin, da Folha de S.Paulo e do UOL, sobre a façanha que iria conseguir, de falar com Bruno… Feltrin então publicou no UOL que a tal entrevista já havia sido concedida: “Coube ao jornalista Jorge Kajuru o furo policial do ano: ele obteve a primeira entrevista exclusiva e oficial com o goleiro Bruno Fernandes, ex-Flamengo”, publiucou… Falava ainda que José Luiz Datena exibiria o conteúdo no Brasil Urgente, da Band.

3º ATO

  • No dia 21, às 14h40, Quaresma telefonou para Kajuru e informou que a entrevista  estava cancelada: “Ele disse grosseiramente que eu deixei vazar para o UOL, que a TV Record fez uma proposta milionária pela entrevista… e desligou na minha cara”, diz o jornalista, admitindo o erro de ter acreditado em Ércio Quaresma e de contar segredo a um jornalista.

4º ATO

  • Kajuru quis vingança: conta que ligou para Feltrin e disse que tinha a entrevista com Bruno: “Não devia, mas fiz isso para prejudicar a Record. Se eu espalhasse que tinha a fita, a Record não iria pagar o Quaresma”. Sua aposta agora é a tal oferta nunca existiu, que era blefe do Quaresma.

5º ATO

  • Jorge Kajuru resolve contar a história à PLACAR. E revela que a entrevista jamais aconteceu: “Devia uma satisfação ao meu público. Fiz o que Deus e a minha história queriam. Estava engasgado. Minha mãe me ensinou que quem mente rouba. Estou orgulhoso de ter falado a verdade, demorei demais”.

Comentário meu – Você entendeu alguma coisa? Eu também não.

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