Blog do Follador – O Cara da Previdência

Archive for julho 2012

jul/12

30

Taxa de Carregamento Zero

Em período de derrubar juros, o governo pressionou seus bancos estatais Caixa e Banco do Brasil para darem o exemplo.

E eles baixaram juros de financiamento de imóveis, cartão de crédito e crédito direto ao consumidor.

Pois, agora, essa orientação chegou também à previdência privada.

A Caixa lançou um pacote de planos com isenção da taxa de carregamento. Ela incide sobre todas as contribuições que o cliente efetua a um plano de previdência. Parece bom não é?

Olha, mais ou menos, porque, como sempre disse, essa taxa impacta muito pouco na formação da poupança previdenciária. Por isso que dá até para zerar.

É que o banco ganha na outra taxa cobrada: a de administração financeira. Esta impacta muito- melhor, se for alta e num período longo, faz um rombo na tua poupança previdenciária- pois é cobrada sobre o patrimônio acumulado, que só aumenta com as novas contribuições mensais e a rentabilidade do Plano. É juro composto; juro sobre juro.

Pois, embora a Caixa tenha diminuído, essa taxa de administração pode chegar a 2%, dependendo do volume aportado. E esses 2% vão comer quase 40% da tua poupança previdenciária após 25 anos de contribuição, resultando numa aposentadoria menor.

Resumindo: o que parece barato, pode ser caro. E refletir sobre isso é de graça.

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jul/12

24

Ponha um tubarão no teu tanque

A adversidade desperta em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, ficam adormecidas.

Os japoneses adoram peixe fresco. Porém, as águas perto do Japão não produzem muitos peixes há décadas.

Assim, as empresas pesqueiras tiveram que aumentar o tamanho dos navios e ir pescar muito mais longe. A viagem de volta era demorada, o peixe chegava morto e os japoneses desaprovavam o gosto.

Então, puseram congeladores nos barcos para preservar o peixe pescado.

Mas, o gosto ficava diferente.

Nova tentativa: instalaram tanques nos navios. Os peixes, depois de certo tempo, armazenados como sardinhas, paravam de se debater. Chegavam vivos, porém cansados e debilitados.

E, claro, os japoneses sentiam a diferença do gosto.

Qual a solução encontrada para levar ao Japão peixes com gosto de puro frescor?

Simples: ainda colocam-se os peixes dentro de tanques, mas também adicionam neles um pequeno tubarão. Ele come alguns peixes, mas a imensa maioria chega “muito vivo” e fresco no desembarque. Tudo porque são desafiados lá nos tanques. Têm que ficar espertos para não virar comida de tubarão.

Resumo: assim como os peixes, o homem progride mais perante desafios.

Por isso, não os evite. Procure-os. Pule dentro deles e massacre-os.

Se alcançou seu objetivo, coloque outro maior. Ponha um tubarão no seu tanque para chegar mais longe.

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jul/12

18

Para viver mais

Ontem, um aluno me perguntou do que essencialmente precisamos para uma velhice saudável.

Olha, são tantas coisas, que parei para pensar antes de responder.

Penso que o envelhecimento com vitalidade na segunda metade da vida depende dos 3 “S”. Segurança, saúde e sentido. Segurança financeira, não só para nos sustentar, mas, também, para que possamos desfrutar a vida com viagens, lazer, estudos e consumo sem estar preocupado com dívidas.

O segundo “S”, de saúde, porque estamos vivendo cada vez mais, e não adianta ter dinheiro se for só para pagar hospital, remédios e enfermeiras.

E o terceiro “S”, de sentido, para mim o mais importante, porque dele dependem os dois primeiros. É, porque quem não tem um objetivo na segunda metade da vida é um forte candidato a depressão e ao Alzheimer.

Objetivo é essencial para a extrema alegria, para a sensação de pertencimento à raça humana e de utilidade. O elemento determinante para o bem-estar mental, físico, emocional e espiritual. Quando perdemos a razão para levantar de manhã, começamos a morrer.

E está ao nosso alcance escolher a razão para levantar de manhã.

Olha, podemos perder a segurança e a saúde, mas o sentido por que viver pode nos sustentar por toda a vida.

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Cada vez que me apresentam como especialista, quando vou fazer uma palestra, me lembro de uma definição que ouvi tempos atrás: especialista é aquele cara que sabe, cada vez mais, sobre cada vez menos. E super-especialista é aquele que sabe absolutamente tudo, sobre absolutamente nada.

Pois, em previdência, apesar de estar estudando e trabalhando há trinta anos, sempre me deparo com coisas que não sei ou que tenho dúvidas.

Agora, fico imaginando os quase 70 milhões de segurados do INSS que não tem a menor idéia sobre previdência e seus direitos e deveres.

E, olha, que todos- eu disse todos- no momento mais delicado de suas vidas, que é quando não tiverem mais capacidade ou disposição para trabalhar, vão depender da previdência para viver.

Por essa razão, acho um descaso o governo não ensinar previdência nas escolas, nas universidades.

E um trabalhador, desde o primeiro emprego e o primeiro salário, deveria saber por que contribuir e a importância do planejamento financeiro em sua vida.

Teríamos menos idosos miseráveis e desamparados se a todos fosse dada a informação e a formação necessária para cuidarem melhor de sua vida e de sua velhice.

O pior crime que uma nação pode cometer é manter seus cidadãos na ignorância. Aliás, isso sempre foi estratégia de ditaduras.

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jul/12

16

O INSS vale a pena

Profissionais liberais, que pagam eles próprios a contribuição ao INSS, me perguntam se vale a pena a previdência social.

Resposta: sim, por, pelo menos, 4 razões:

  • primeiro, só no INSS tem o auxílio-doença, o salário-maternidade, a aposentadoria por invalidez e as aposentadorias especiais, para quem trabalha em atividades prejudiciais à saúde ou à integridade física, como trabalhos insalubres ou perigosos;
  • segundo, a previdência social do INSS é vitalícia e protegida da corrosão da inflação. Para quem diz que as aposentadorias maiores têm caído em número de salários mínimos, vale dizer que o poder de compra dessas aposentadorias tem sido rigorosamente mantido nos últimos quinze anos. É errônea a comparação em número de salários mínimos.  Não é a aposentadoria que está diminuindo, mas o mínimo que está ficando maior;
  • terceiro- e pouca gente sabe disso- para quem aplica em previdência privada só pode abater até 12% da renda na Declaração Anual de Imposto de Renda se contribuir também para o INSS;
  • por fim, sempre é bom diversificar quando falamos de projetos de longo prazo, como é a previdência. Assim, ter mais de uma fonte de renda na velhice é recomendável, especialmente uma sendo do governo e outra do setor privado.

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jul/12

12

Esperar a queda do fator para se aposentar

Quem já pode se aposentar tem me perguntado se deve ou não esperar as mudanças na previdência que sinalizam a queda do fator previdenciário.

Resposta: sim. Vou explicar. O fator penaliza quem se aposenta cedo, com pouco tempo de contribuição e pouca idade. Mas o homem que já tem 35 anos de contribuição, e a mulher 30, podem se aposentar.

Agora, se vier a propalada reforma que derrubará o fator, ela colocará no lugar deste outra fórmula e aí, com certeza, mesmo indiretamente, virá idade mínima para se aposentar.

Fala-se na fórmula 95/85. Por ela o homem, somado o tempo de contribuição e a idade, teria que atingir 95 e a mulher 85.

Exemplo: um trabalhador que começou a trabalhar aos 25 anos só poderia se aposentar aos 60 anos, pois aí teria cumprido 35 anos de contribuição e somando esses 35 anos de contribuição com os 60 de idade daria o número 95. Entenderam, ouvintes? Ele precisaria da idade de 60 anos para se aposentar.

Agora, por essa fórmula ele teria 100% da média dos 80% melhores salários de aposentadoria inicial. Se fosse pelo fator, só 86%.

Assim, pela nova fórmula, sempre seria melhor financeiramente.

O inconveniente é que deverá trabalhar mais tempo do que com o cálculo pelo fator para conseguir se aposentar.

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jul/12

11

Onde achar educação previdenciária

Você  entende de previdência? Sabe de quanto vai precisar para viver lá na frente quando não puder ou não quiser mais trabalhar? Investe bem o que sobra do teu salário? E se não sobra, não desconfia que está fazendo alguma coisa errada da qual vai se arrepender muito?

Pois é, não fique triste se não tem resposta para as perguntas que fiz, pois essa é a realidade da maioria dos trabalhadores brasileiros.

O problema é que todos, eu disse todos, precisarão de previdência um dia e não têm orientação de como fazê-la corretamente. Na previdência privada aberta, então, o gerente do banco não sabe responder a tua segunda pergunta.

Mas há saída para a desinformação. A primeira é aderir a um fundo de pensão, como o Fundo Paraná. Lá tem especialistas que vão cuidar do teu futuro como se fosse o deles, pois os administradores também fazem parte do Fundo e dele dependem para ter uma aposentadoria boa. Consulte o site www.fundoparana.com.br para saber mais.

Agora, se for previdência privada aberta, os tais PGBLs e VGBLs, de bancos e seguradoras, vale olhar o site www. previdenciasem blablabla.com.br da SulAmérica. Você vai se surpreender com a simplicidade da linguagem.

Por fim, no meu site www.renatofollador.com.br você pode, inclusive, tirar dúvidas sobre o INSS e ter acesso a educação previdenciária completa.

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jul/12

10

Ações Dividendos são a bola da vez

Quem investe para o longo prazo, como para a aposentadoria, não pode deixar de aplicar em ações.

Quando criamos o Fundo Paraná, em 2.005, implantamos essa política nos nossos investimentos. Desde então, 45% do nosso patrimônio está sempre investido em ações. E a maioria em ações dividendos. Isso nos deu uma rentabilidade média anual superior a 15% e a confiança dos segurados.

Ações dividendos porque elas, independente da valorização ou desvalorização na Bolsa, pagam religiosamente dividendos de, no mínimo, 6% ao ano, o que já garante um  rendimento.

Mas, além disso, são ações de empresas com resultados menos elásticos, que não variam tanto com as oscilações da Bolsa. E de empresas menos suscetíveis às crises internacionais- como as de commodities-, pois, diferente destas, estão voltadas para o mercado interno. Empresas de energia, telecomunicações, construção, bancos e que protegem o investidor de um grande fantasma: a inflação.

É que se subir a inflação, essas empresas repassam os custos para o preço do serviço ou produto.

Só agora, estão valorizando os fundos de ações dividendos que captaram R$ 660 milhões este ano, apesar de terem rendido 231% contra 88% do Ibovespa nos últimos 7 anos.

Olha, para ser bom em previdência é preciso enxergar primeiro e sempre para o longo prazo.

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jul/12

9

Gastar menos, poupar mais

Vocês já perceberam a quantidade de novos prédios e casas sendo construídos?

Já notaram o número de carros sem placas, novos, circulando nas ruas?

E as pessoas saindo das lojas com enormes caixas de papelão envolvendo televisores, geladeiras e computadores?

E as filas nos restaurantes?

E a falta de atendentes nos supermercados, pois há mais empregos que mão de obra disponível?

Pois o nome disso é progresso, desenvolvimento, crédito e consumo em alta, emprego e salários melhores.

Isso tudo tem a ver com o equilíbrio econômico e com a política monetária dos quatro últimos governos que colocaram o controle da inflação como meta fundamental a ser perseguida. Porque inflação desenfreada é o maior inimigo do trabalhador e da economia. E inflação controlada, somada à baixa taxa de juros, estimula os empreendedores a investir na produção, na economia real.

Para nos tornarmos uma potência mundial e expandir este período de prosperidade faltam duas coisas que dependem só do Brasil: o governo gastar menos consigo mesmo e o cidadão poupar mais. As duas medidas têm a ver com previdência: a social e a privada.

Que tal separar 10% do salário líquido para ter uma aposentadoria privada de 100% do salário daqui a 35 anos. Eu garanto que funciona.

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jul/12

3

Comprometidos com sonhos

Amigos  aprendi uma coisa nos meus mais de 35 anos de vida profissional: 95% dos empregados das empresas brasileiras são medianos. É, é isso aí. Somente 5% fazem a diferença.

A quase totalidade cumpre rotinas burocráticas, fica aguardando o ponteiro do relógio girar, desesperado para acabar o dia e ir embora. Fazem só o feijão com arroz. São pessoas que vão para o trabalho com o corpo, mas deixam seus corações do lado de fora.

Ah, como seria fantástico se fosse o contrário! Que a grande maioria fizesse a diferença, que tivesse motivação, sonhos e metas. Que se comprometessem de verdade com a qualidade do seu trabalho. Que fizesse dele muito mais do que uma tarefa, mas uma expressão da sua personalidade.

Agora, essa geração “Z” que está chegando no mercado de trabalho acendeu uma vela na escuridão. São profissionais motivados mais por desafios, por inovação, por realização do que por dinheiro ou estabilidade.

No fundo, tem mais coragem para correr atrás do que os empolga e não vieram para esta vida como coadjuvantes.

Ah, e tem mais uma coisa que admiro neles: o desapego. Não hesitam em mudar de emprego e de empresa, se nela não houver mais novidades.

Tenho certeza que será uma geração mais feliz e mais comprometida. Não com o emprego, mas com seus sonhos e sua felicidade.

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