Blog do Follador – O Cara da Previdência

Archive for novembro 2011

nov/11

11

A estrada para o sucesso

A estrada para o sucesso não é uma reta. Há curvas chamadas perseverança, trevos chamados decisões erradas e quebra molas chamados fracassos.

No caminho, deve-se olhar para trás, para se fortalecer nos obstáculos superados, nas lições aprendidas e no crescimento atingido.

Olhar também para a frente, tendo planos, estabelecendo metas e prosseguindo com firmeza. Nunca ficar parado e levantar-se confiante e mais preparado quando tropeçar e cair.

Olhar para dentro, para conhecer o que o coração recomenda, o que a mente analisa e decide, mantendo puros os sentimentos, não deixando que o orgulho, a vaidade e a inveja dominem os pensamentos.

Olhar, ainda, para o lado, socorrendo quem precisa, percebendo as necessidades daqueles que nos cercam, e formando colegas, pois com eles a viagem será muito mais fácil.

Olhar para baixo, não pisar em ninguém para seguir adiante, pois senão o local de chegada não terá o nome de sucesso, e sim de oportunismo.

Olhar para cima, para não perder a esperança e para lembrar que temos companhia na viagem.

E não esquecer que, na estrada para o sucesso, se de carro estiver, pode furar o pneu no buraco chamado desistência. Mas quem tiver um estepe chamado fé e um motorista chamado Deus, sempre chegará ao destino.

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nov/11

10

A grandeza do mar

O mundo está a exigir mais preparo de todos nós. A qualificação é fundamental, a competição brutal.

Somos treinados para destruir as empresas rivais e, nas nossas empresas, a disputar acirradamente posições com, entre aspas, colegas.

Acho ótimo buscar informação, ter melhor formação. A educação tira o homem da ignorância, da escuridão. Dá a ele conhecimento para entender o sentido da vida e para encontrar a paz e a felicidade.

Mas paz e felicidade, raramente, estão associadas a poder e competição.

Li, certa vez, sobre a grandeza do mar.

O mar é grandioso porque teve a humildade de colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios.

Sabendo ceder, tornou-se grande.

Se quisesse ser o primeiro, centímetros acima de todos os rios, não seria mar, mas ilha.

Também na vida, para ter sucesso, é preciso saber ceder, perder e cair.

Feliz e sábio é aquele que recebe com a mesma naturalidade o ganho e a perda, o triunfo e o fracasso.

E vitória não é vencer os outros, mas a nós mesmos, na nossa ambição de querer ganhar sempre, às vezes até às custas do fracasso do próximo.

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nov/11

9

Basta de corrupção

Corrupção, no dicionário, equivale a depravação, perversão, devassidão.

Me vem à cabeça que há três tipos de homens públicos: todos querem o poder, mas o primeiro tipo, por vaidade, o segundo para melhorar a vida do povo e o terceiro, para melhorar só a sua vida.

Dos mais virtuosos- os que querem o melhor para o povo- temos raros representantes. Acredito que a presidente Dilma esteja neste grupo. Dos que são movidos pela vaidade, temos alguns, como o Berlusconi na Itália. Mas o que mais se encontra são homens públicos que buscam o poder em benefício próprio.

Com a degradação moral que vemos na vida pública brasileira, estamos repletos destes últimos.

O que me causa espanto é que, com a imprensa cada vez mais investigativa, o Ministério Público atento e a Polícia Federal atuante eles ainda tenham coragem de praticar ilícitos.

Nunca na história brasileira tivemos a oportunidade de tanto progresso e de tanta arrecadação de impostos. Somos a 7ª. economia do mundo. Vocês já imaginaram se os recursos fossem bem aplicados, que salto de desenvolvimento teríamos?

Por isso, não podemos mais perder dinheiro uma minoria de ladrões de galinha- incompetentes até para roubar. Gente medíocre que abusa de nossa inteligência.

Basta de corrupção.

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As mulheres têm tratamento diferenciado na nossa previdência desde o seu princípio. Podem se aposentar 5 anos antes, embora vivam, em média, 5 a mais do que os homens, o que dá 10 anos a mais de aposentadoria.

A dupla jornada, a sua pouca representatividade no mercado de trabalho no século passado, a longevidade maior decorrente do seu instinto de preservação e dos maiores cuidados com a saúde são algumas razões dessa diferença.

Muitos dizem que é privilégio, diante da sua participação no atual mercado de trabalho e da sua representatividade nas contas da previdência.

Pois vem mais barulho por aí. Especialistas perceberam outra vantagem delas no cálculo da aposentadoria.

No fator previdenciário, a expectativa de sobrevida está no denominador, na parte de baixo da fórmula. Assim, quanto maior ela for, menor a aposentadoria.

Ocorre que essa sobrevida divulgada pelo IBGE não é a dos homens, mas sim uma média entre homens e mulheres. Como a sobrevida delas é maior, elas puxam a média para cima, o que diminui a aposentadoria deles e aumenta a delas.

Pois a Justiça Federal de São Paulo abre precedente ao reconhecer esse prejuízo aos aposentados do INSS.

Eles podem ter direito a reajuste de até 8% e atrasados que somariam R$ 9 mil.

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nov/11

7

O salário mínimo necessário

A Constituição diz que, para atender às necessidades vitais do cidadão e de sua família, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, deve ser estipulado um salário mínimo. E este deve ter preservado seu poder de compra.

Segundo o DIEESE, o mínimo deveria ser de R$ 2.329,94, mais de 4 vezes do valor atual de R$ 545,00 para conseguir arcar com essas despesas básicas.

Seria ótimo se isso pudesse ser implementado imediatamente, mas em qualquer país a aproximação entre os maiores e os menores salários sempre foi uma conquista, e exigiu décadas de pressões dos mais pobres.
Um dia chegaremos lá e, com certeza, a aceleração do processo- como sempre se diz- passa pela melhora da educação. E o resultado será mais segurança para todos.

Agora não podemos menosprezar os avanços da última década. Me lembro quando o salário equivalia a U$ 100.00 e sonhávamos com U$ 300.00.

Pois já atingimos esse patamar, graças à política de reajuste anual do mínimo em vigor que, além da inflação, incorpora aumento real vinculado ao crescimento do PIB de dois anos antes .

Apesar do impacto negativo nas contas da previdência, aplaudo essa forma de redistribuição de renda.

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nov/11

4

Reter talentos

Vivemos na chamada sociedade do conhecimento e da tecnologia.

A consequência disso é a importância dada ao saber e o ciclo de vida curto dos produtos.

O saber, porque a empregabilidade e o crescimento profissional dependem fundamentalmente de formação continuada. Dominar mais um idioma, ter curso superior, uma pós-graduação e estudar a vida toda para manter-se atualizado é mais que necessário.

Quanto ao ciclo de vida curto dos produtos, antes o fusca mudava de cor a lanterninha do pisca-pisca, mas era o mesmo por 5, 10, 15 anos. Hoje, a Hyundai lança um modelo de carro novo a cada seis meses, a Samsung e a HP smartphones e impressoras novas a cada três meses e os biscoitos nas prateleiras de supermercado não são os mesmos do mês anterior.

E os marketeiros nos empurram para buscar sempre a última novidade.

Mas o que mais mudou foi a importância de ter profissionais qualificados. Hoje, eles fazem a diferença. O maior patrimônio de uma empresa é o conhecimento que ela detém e a rapidez com que inova, aperfeiçoando produtos.

Resumo: se as empresas não reterem profissionais,vão perdê-los para a concorrência. E só há uma forma de retê-los: com bons salários e plano de previdência privada.

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nov/11

3

Sete bilhões de humanos

A população mundial atingiu sete bilhões de pessoas, de acordo com a ONU.

Segundo ela, serão 9,3 bilhões em 2050 e mais de 10 bilhões no fim do século. O futuro com o qual nos deparamos, entretanto, não é de alto, mas de baixo crescimento populacional.
A maioria dos países realizou censos em 2010. Os dados indicam que os índices de natalidade despencaram na maioria deles.

A Taxa de Fecundidade Total, número médio de nascimentos vivos por mulher ao longo de sua vida, está pouco acima 2,3 no mundo.

Só para termos uma idéia, no Brasil, essa taxa já foi de 6,2 filhos por brasileira na década de 60 do século passado. Hoje, é de somente 1,8 filhos. Quase a mesma dos países mais ricos da OCDE, que é de 1,74, e pouco maior que a da Alemanha e Japão, de 1,4 filhos por mulher.

Porque isso é importante? Porque na previdência social os que trabalham são os que recolhem contribuições para pagar os já aposentados. E tudo indica que existirão cada vez menos brasileirinhos para adentrar ao mercado de trabalho e manter a receita da previdência social. Hoje, já faltam R$ 45 bilhões para fechar a conta. Imaginem o tamanho do furo no futuro, com o número de idosos aumentando.

Por isso montem um Plano B. O nome dele é: previdência privada já.

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nov/11

1

O Invejoso

Dia desses, falando sobre a boa vida dos aposentados dos fundos de pensão, um ouvinte da platéia disse que ficava indignado moralmente com esses privilégios. Mal sabe ele que, por vezes, cada um deles contribuiu por longos 30 anos para ter esse “privilégio”.

Na hora me veio à mente a frase de um pensador: toda indignação moral é 2% moral, 48% indignação e 50% inveja.

E inveja mata.

O invejoso é um eterno expectador. Enquanto você dorme, ele perde o sono pensando em você.

Quando você sai para o trabalho, ele sonha com o teu salário.

Se você conquista um diploma, ele vive o medo do teu sucesso futuro.

Você cura os doentes, ele adoece por isso.

Você ensina os teus alunos, ele tenta descobrir o que você não sabe.

Você tem a simpatia do chefe, ele te chama de puxa-saco.

Você recebe aplausos, ele busca alguém que o vaie para se associar no coro.

Em informática, vírus atrai mais sua atenção que programas.

O que ele realmente faz , quando faz, é copiar e nada criar.

O invejoso blasfema o ideal que sabe nunca poder atingir. Merece compaixão.

Ele ainda não aprendeu que existimos para sermos, não melhores do que os outros, mas melhores do que nós mesmos.

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