mai 5 2013

Giro d’Itália – resultados etapa 1/ apresentação etapa 2

O primeiro dia foi fácil para os sprintistas. Cavendish, como de costume, venceu a etapa e ficou com a Maglia Rosa. Os demais candidatos ao título do Giro 2013 – Bradley Wiggins, Vincenzo Nibali, Ryder Hesjedal – chegaram junto com o pelotão, com o mesmo tempo. O brasileiro Rafael Andriatto estreou bem e veio junto com o primeiro grupo. Murilo Fisher, porém, não foi bem e já acumula 2:38 de desvantagem para o líder.

Classificação da etapa e Classificação Geral:

1 Mark Cavendish (GBr) Omega Pharma-Quick Step 2:58:38
2 Elia Viviani (Ita) Cannondale Pro Cycling
3 Nacer Bouhanni (Fra) FDJ
4 Giacomo Nizzolo (Ita) RadioShack Leopard
5 Matthew Harley Goss (Aus) Orica-GreenEdge
6 Francisco José Ventoso Alberdi (Spa) Movistar Team
7 Adam Blythe (GBr) BMC Racing Team
8 Leigh Howard (Aus) Orica-GreenEdge
9 Danilo Hondo (Ger) RadioShack Leopard
10 Brett Lancaster (Aus) Orica-GreenEdge
25 Cadel Evans (Aus) BMC Racing Team
29 Vincenzo Nibali (Ita) Astana Pro Team

 

63 Ryder Hesjedal (Can) Garmin-Sharp
64 Bradley Wiggins (GBr) Sky Procycling
36 Rafael Andriato (Bra) Vini Fantini-Selle Italia
196 Murilo Antonio Fischer (Bra) FDJ  02:38

 

Segunda Etapa

Domingo é dia de contrarrelógio por equipes. São 17,4 km entre Ischia e Forio. O ponto mais alto está em 72m e  o mais baixo, em 9m.

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Veja o vídeo da etapa:

 


mai 4 2013

Giro d’Itália – Etapa 1

A disputa da Maglia Rosa começa sábado. A etapa sai de Nápoles e termina em Nápoles, 130 km depois, praticamente plana, grande chance para os sprintistas. Mark Cavendish (Omega Pharma Quick Step) pode ter seu dia aí.

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Veja como será a etapa:

 


mai 2 2013

Lista de largada para o Giro 2013

No dia 4 de maio largam para o Giro d’Itália 23 equipes com nove ciclistas cada. Veja quem vai encarar os 3.405 km da primeira das Grandes Voltas do ano (as outras são o Tour de France e a Vuelta a Espãna). Os nomes dos favoritos estão grifados.

AG2R La Mondiale
Davide Appollonio (Ita)
Manuel Belletti (Ita)
Julien Berard (Fra)
Carlos Alberto Betancur Gomez (Col)
Guillaume Bonnafond (Fra)
Hubert Dupont (Fra)
Ben Gastauer (Lux)
Sylvain Georges (Fra)
Domenico Pozzovivo (Ita)

 

Androni Giocattoli
Giairo Ermeti (Ita)
Fabio Felline (Ita)
Mattia Gavazzi (Ita)
Tomas Aurelio Gil Martinez (Ven)
Franco Pellizotti (Ita)
Jackson Rodriguez (Ven)
Diego Rosa (Ita)
Miguel Angel Rubiano Chavez (Col)
Emanuele Sella (Ita)

 

Astana Pro Team
Valerio Agnoli (Ita)
Fabio Aru (Ita)
Dmitriy Gruzdev (Kaz)
Tanel Kangert (Est)
Fredrik Carl Wilhelm Kessiakoff (Swe)
Vincenzo Nibali (Ita)
Paolo Tiralongo (Ita)
Alessandro Vanotti (Ita)
Andrey Zeits (Kaz)

 

Bardiani Valvole-CSF Inox
Enrico Battaglin (Ita)
Nicola Boem (Ita)
Francesco Manuel Bongiorno (Ita)
Marco Canola (Ita)
Sonny Colbrelli (Ita)
Stefano Locatelli (Ita)
Sacha Modolo (Ita)
Stefano Pirazzi (Ita)
Edoardo Zardini (Ita)

 

Blanco Pro Cycling   
Jack Bobridge (Aus)
Stef Clement (Ned)
Juan Manuel Garate (Spa)
Robert Gesink (Ned)
Wilco Kelderman (Ned)
Steven Kruijswijk (Ned)
Paul Martens (Ger)
Maarten Tjallingii (Ned)
Maarten Wynants (Bel)

 

BMC Racing Team
Adam Blythe (GBr)
Stephen Cummings (GBr)
Cadel Evans (Aus)
Klaas Lodewyck (Bel)
Steve Morabito (Swi)
Daniel Oss (Ita)
Taylor Phinney (USA)
Ivan Santaromita (Ita)
Danilo Wyss (Swi)

 

Cannondale Pro Cycling
Damiano Caruso (Ita)
Tiziano Dall’Antonia (Ita)
Paolo Longo Borghini (Ita)
Alan Marangoni (Ita)
Fabio Sabatini (Ita)
Cristiano Salerno (Ita)
Cayetano José Sarmiento Tunarrosa (Col)
Elia Viviani (Ita)
Cameron Wurf (Aus)

 

Colombia
Darwin Atapuma Hurtado (Col)
Edwin Alcibiades Avila Vanegas (Col)
Robinson Eduardo Chalapud Gomez (Col)
Fabio Andres Duarte Arevalo (Col)
Leonardo Fabio Duque (Col)
Wilson Alexander Marentes Torres (Col)
Dalivier Ospina Navarro (Col)
Jarlinson Pantano (Col)
Carlos Julian Quintero (Col)

 

Euskaltel-Euskadi
Jorge Azanza Soto (Spa)
Egoi Martinez De Esteban (Spa)
Ricardo Mestre (Por)
Miguel Minguez Ayala (Spa)
Samuel Sanchez Gonzalez (Spa)
Ioannis Tamouridis (Gre)
Pablo Urtasun Perez (Spa)
Gorka Verdugo Marcotegui (Spa)
Robert Vrecer (Slo)

 

FDJ
Nacer Bouhanni (Fra)
Sandy Casar (Fra)
Murilo Antonio Fischer (Bra)
Arnold Jeannesson (Fra)
Johan Le Bon (Fra)
Francis Mourey (Fra)
Laurent Pichon (Fra)
Anthony Roux (Fra)
Jussi Veikkanen (Fin)

 

Garmin-Sharp
Thomas Danielson (USA)
Thomas Dekker (Ned)
Nathan Haas (Aus)
Ryder Hesjedal (Can)
Alex Howes (USA)
Robert Hunter (RSA)
David Millar (GBr)
Peter Stetina (USA)
Christian Vande Velde (USA)

 

Katusha
Maxim Belkov (Rus)
Pavel Brutt (Rus)
Giampaolo Caruso (Ita)
Vladimir Gusev (Rus)
Petr Ignatenko (Rus)
Dmitry Kozontchuk (Rus)
Luca Paolini (Ita)
Yury Trofimov (Rus)
Angel Vicioso Arcos (Spa)

 

Lampre-Merida
Mattia Cattaneo (Ita)
Kristijan Durasek (Cro)
Roberto Ferrari (Ita)
Przemyslaw Niemiec (Pol)
Daniele Pietropolli (Ita)
Filippo Pozzato (Ita)
Michele Scarponi (Ita)
Jose Rodolfo Serpa Perez (Col)
Simone Stortoni (Ita)

 

Lotto Belisol
Lars Ytting Bak (Den)
Dirk Bellemakers (Ned)
Brian Bulgac (Ned)
Francis De Greef (Bel)
Kenny Dehaes (Bel)
Gert Dockx (Bel)
Adam Hansen (Aus)
Vicente Reynes Mimo (Spa)
Frederik Willems (Bel)

 

Movistar Team
Eros Capecchi (Ita)
Juan Jose Cobo Acebo (Spa)
Alex Dowsett (GBr)
José Herrada Lopez (Spa)
Benat Intxausti Elorriaga (Spa)
Vladimir Karpets (Rus)
Pablo Lastras Garcia (Spa)
Francisco José Ventoso Alberdi (Spa)
Giovanni Visconti (Ita)

 

Omega Pharma-Quick Step                      
Gianluca Brambilla (Ita)
Mark Cavendish (GBr)
Michal Golas (Pol)
Iljo Keisse (Bel)
Serge Pauwels (Bel)
Jérôme Pineau (Fra)
Gert Steegmans (Bel)
Matteo Trentin (Ita)
Julien Vermote (Bel)

 

Orica-GreenEdge
Luke Durbridge (Aus)
Matthew Harley Goss (Aus)
Leigh Howard (Aus)
Jens Keukeleire (Bel)
Brett Lancaster (Aus)
Christian Meier (Can)
Jens Mouris (Ned)
Svein Tuft (Can)
Pieter Weening (Ned)

 

RadioShack Leopard
George Bennett (NZl)
Danilo Hondo (Ger)
Robert Kiserlovski (Cro)
Tiago Machado (Por)
Giacomo Nizzolo (Ita)
Nelson Filipe Santos Simoes Oliveira (Por)
Yaroslav Popovych (Ukr)
Hayden Roulston (NZl)
Jesse Sergent (NZl)

 

Sky Procycling
Dario Cataldo (Ita)
Sergio Luis Henao Montoya (Col)
Christian Knees (Ger)
Danny Pate (USA)
Salvatore Puccio (Ita)
Kanstantsin Siutsou (Blr)
Rigoberto Uran Uran (Col)
Bradley Wiggins (GBr)
Xabier Zandio Echaide (Spa)

 

Team Argos-Shimano
Bert De Backer (Bel)
Thomas Damuseau (Fra)
John Degenkolb (Ger)
Patrick Gretsch (Ger)
Ji Cheng (Chn)
Koen De Kort (Ned)
Tobias Ludvigsson (Swe)
Luka Mezgec (Slo)
Albert Timmer (Ned)

 

Team Saxo-Tinkoff
Daniele Bennati (Ita)
Manuele Boaro (Ita)
Matti Breschel (Den)
Mads Christensen (Den)
Karsten Kroon (Ned)
Rafal Majka (Pol)
Bruno Pires (Por)
Evgeny Petrov (Rus)
Rory Sutherland (Aus)

 

Vacansoleil-DCM Pro Cycling Team
Grega Bole (Slo)
Martijn Keizer (Ned)
Maurits Lammertink (Ned)
Pim Ligthart (Ned)
Marco Marcato (Ita)
Rob Ruijgh (Ned)
José Rujano Guillen (Ven)
Rafael Valls Ferri (Spa)
Frederik Veuchelen (Bel)

 

Vini Fantini-Selle Italia
Rafael Andriato (Bra)
Francesco Chicchi (Ita)
Danilo Di Luca (Ita)
Stefano Garzelli (Ita)
Oscar Gatto (Ita)
Alessandro Proni (Ita)
Matteo Rabottini (Ita)
Mauro Santambrogio (Ita)
Fabio Taborre (Ita)

abr 30 2013

Giro d’Itália 2013

Começa no próximo sábado, dia 4, em Nápoles, o 96 Giro d’Itália. A competição vai até o dia 26, quando uma prova no centro de Bréscia vai consagrar o campeão de 2013. Os principais protagonistas deste Giro, que terá 3.405 quilômetros divididos em 21 etapas – com dois dias de descanso – são o canadense Ryder Hesjedal, da Garmin Sharp (que ganhou no ano passado), o espanhol Samuel Sanchez, da Euskatel, o italiano Vincenzo Nibali, da Astana e o australiano Cadel Evans, da BMC. Mas o nome da competição será, sem dúvida, o magrelo da Sky, vencedor do Tour de France do ano passado, o inglês Bradley Wiggins, que já afirmou que vai vencer a prova e depois, se der, o Tour de France, em julho. Dois brasileiros – o sprintista Murilo Fischer, da equipe francesa FDJ e Rafael Andriato, da italiana Vini Fantini, também vão participar da volta à Itália.

O percurso deste ano é, segundo os especialistas, mais equilibrado do que o do ano passado, que privilegiou os escaladores. Bem, pode ser verdade, mas o trajeto não será nada fácil. Com montanhas históricas, como o Col do Galibier, na 15ª etapa, ou os terríveis Passo Gávia, Passo Del Stévio, na 19ªetapa, ou o Passo San Pelegrino e a Cortina D’Ampezzo, na 20ª; dias que, sem dúvida, definirão o maglia rosa de 2013.

No primeiro dia serão 156 quilômetros que começam e terminam em Nápoles, praticamente plano, um dia para Mark Cavendish, o homem da Ilha de Mann, da Omega Pharma, dar seu show.

No total, sete etapas serão próprias para sprinters, 6 de médias montanhas (uma delas terminando em subida) e 5 dificílimas etapas de altas montanhas, todas com final em subida. O Giro 2013 terá três cronos: um por equipe de 17,4 km equipe na ilha de Ischia na segunda etapa, um contrarrelógio individual de 55,5 km entre Mare Gabicce e Saltara na oitava etapa e um contrarrelógio de montanha de 19,4 km na 18ª etapa .

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Confira cada etapa:

 

Etapa Data Localidades distância
Stage 1 May 4 Nápoles 130 km
Stage 2 May 5 Ischia – Forio (TTT) 17.4 km  contrarrelógio por equipe
Stage 3 May 6 Sorrento – Marina di Ascea 222 km
Stage 4 May 7 Policastro – Serra San Bruno 246 km
Stage 5 May 8 Cosenza – Matera 203 km
Stage 6 May 9 Mola di Bari – Margherita di Savoia 169 km
Stage 7 May 10 San Salvo – Pescara 177 km
Stage 8 May 11 Gabicce Mare – Saltara (ITT) 54.8 km  contrarrelógio individual
Stage 9 May 12 Sansepolcro – Firenze 170 km
Descanso May 13
Stage 10 May 14 Cordenons – Montasio 167 km
Stage 11 May 15 Tarvisio – Vajont (Erto e Casso) 182 km
Stage 12 May 16 Longarone – Treviso 134 km
Stage 13 May 17 Busseto – Cherasco 254 km
Stage 14 May 18 Cervere – Bardonecchia 168 km
Stage 15 May 19 Cesana Torinese – Col du Galibier 149 km
Descanso May 20
Stage 16 May 21 Valloire – Ivrea 238 km
Stage 17 May 22 Caravaggio – Vicenza 214 km
Stage 18 May 23 Mori – Polsa (ITT) 20.6 km contrarrelógio individual
Stage 19 May 24 Ponte di Legno – Val Martello 139 km
Stage 20 May 25 Silandro – Tre Cime di Lavaredo 203 km
Stage 21 May 26 Riese Pio X – Brescia 197 km

 Veja o vídeo oficial do Giro 2013:

 

Veja o vídeo de cada etapa:


abr 7 2013

Escola de bicicleta – e de ciclistas

Vou contar sobre uma escola que ensina a andar de bicicleta. Bem, não é bem andar de bike, mas sim a pular, saltar e despencar de ribanceiras de bike. Mas também ensina a ser um cidadão em cima da bicicleta. É a Escola de Ciclismo, que funciona no Bike Park Cancioneiro, no Clube da Comunidade Arena Radical, na praça Augusto Rademaker Grunewald, 37, alí no final da avenida Bandeirantes, em São Paulo.
De acordo com seu presidente, Maximiliano Rudolph Meirelles, o Max, a escola, que se fundamenta na modalidade BMX, possibilita a inserção de pessoas de diferentes características e até mesmo necessidades especiais – ao ciclismo. Max diz ainda que a escola mantém parcerias estratégicas com entidades que possibilitam a ampliação do interesse do aluno em outras modalidades do ciclismo. A escola atende crianças a partir de 4 anos, jovens e adultos.
O espaço é bastante interessante e imita perfeitamente uma pista de BMX. Os cursos são ministrados pelo Nilton José da Silva, uma fera com quase 30 anos de experiência na modalidade e detentor de 12 títulos nacionais, 11 estaduais e diversos internacionais. Ao todo são 70 alunos – 30 deles que participam de forma gratuita, pois são oriundos de escolas públicas. No entanto, a permanência do jovem ciclista é vinculada rigidamente ao seu desempenho escolar, num sistema rígido que dá responsabilidade e comprometimento ao aluno. Os demais alunos pagam cerca de R$ 170 mensais por aulas semanais (terças, quintas e sábados), com direito ao empréstimo do equipamento básico – capacete e bicicleta – para os treinamentos, numa pista muito bem desenhada e que favorece o exercício da habilidade e equilíbrio na bike. Por ser uma entidade sem fins lucrativos, a Escola de Ciclismo utiliza o investimento desses alunos em sua manutenção.
De acordo com Max, o jovem deve experimentar toda modalidade de ciclismo.”O ciclismo no Brasil tem história, mas não tem cultura”, afirma. Para ele, o BMX tem conseguido sucesso junto aos jovens por suas características radicais. Para o futuro, A Escola de Cilcismo quer investir na promoção do esporte, na saúde, no desenvolvimento técnico, na prática saudável e segura do ciclismo, com instalações e estrutura para atender pelo menos 200 alunos.”O sonho é fazer uma escola totalmente gratuita”, disse Max.
SHIMANO
Um dos incentivadores da Escola de Ciclismo é a Shimano. Pelo segundo ano, a empresa dá apoio financeiro e nos eventos e campeonatos, ajuda na manutenção da equipe, realiza cursos para mecânicos de bicicletas e participa do Conselho da entidade com Roberto Boldrin, o Alemão, onde são discutidos assuntos que vão desde a manutenção até a administração do Bike Park.
Contato: o telefone do Bike Park é 3045-1824.

abr 7 2013

Shimano apresenta novas tecnologias para mecânicos

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Como parte do treinamento de mecânicos e lojistas, a Shimano Latin America apresenta os novos equipamentos 2013 e detalha o funcionamento das novas tecnologias em seus produtos, inclusive o câmbio eletrônico Di2 para o sistema Alfine (abaixo), que traz 11 marchas embutidas no cubo traseiro. A bike que, entre outras peças, será apresentada nesses seminários é a mesma que utilizo para fazer a série Audax Brasil (200k – já completados – 300 k, 400 k e 600 k até o fim do ano) com o apoio da Shimano.

IMG00005-20130308-0953O treinamento com toda a linha de equipamentos vai capacitar o pessoal das lojas para dar o melhor ajuste nas peças para garantir um funcionamento perfeito e eficaz seja em MTB, speed ou em bikes de lazer. Ao todo são 23 lojas especializadas em todo o Brasil com profissionais altamente qualificados para dar o melhor suporte ao cilcista.


mar 25 2013

Dever. E direito

Vi, nessa Semana Santa que começa nesta segunda-feira, algo que não gostaria de ter visto. Uma ciclista famosa, que está sempre na mídia em excelentes ações pró-bicicleta e dos ciclistas, parou sua bike por volta das 11h30 em cima da faixa de pedestres, ali na travessa da rua Antonio Joaquim de Moura Andrade com a República do Líbano, em frente a um portão do parque Ibirapuera, não sem antes fazer um círculo na mesma faixa, na frente dos carros, à espera do farol abrir.

Outro dia, na avenida Paulista, vi um ciclista, desses que fazem serviço de bikeboy, com uma bike tipo road ziguezaguear por entre as faixas, no meio dos automóveis.

Sou ciclista, com milhares de quilômetros percorridos por ano e me pauto pela seguinte premissa: primeiro o dever, depois o direito.

Sou perfeito? Não. O que quero dizer com isso, então? Se quero respeito, tenho de respeitar. Não é porque sou ciclista que só tenho direitos. Não é só porque sou ciclista que posso fazer o que bem entender e os automóveis ou os pedestres que desviem. As ruas são de todos, e devem ser compartilhadas com cidadania e respeito. Por todos. Ciclistas, motoristas e pedestres, não necessariamente nessa ordem e necessariamente em ordem nenhuma.

Por isso, é fundamental que os novos ciclistas que chegam às ruas diariamente tenham consciência de que as regras de trânsito existem e devem ser compreendidas e aplicadas de forma absoluta. É uma questão de sobrevivência. São Paulo, principalmente, tem recebido recentemente uma quantidade enorme desse novo tipo de personagem urbano – ainda bem! – e os equipamentos públicos – e até mesmo os motoristas e pedestres – não estão preparados para atendê-los como se deve. Em geral, esses ciclistas percebem o quanto é boa a sensação de liberdade e querem usufrui-la intensamente, mas se esquecem que vivem numa cidade estruturada (?) para o trânsito de automóveis.

Sabemos que aqui não é a Europa e que nesse país nada funciona da maneira que deveria, mesmo com toda a boa vontade de grupos que insistem em educar e fortalecer a causa ciclística – inclusive a ciclista que parou na faixa de pedestres, que executa um bom trabalho de conscientização a respeito. Querer que o poder público resolva, de uma hora para outra, essa nova situação é uma utopia. Não vai acontecer. A luta para o aprimoramento das condições e relações deve ser constante, mas seria ingênuo acreditar que basta um sinal para que tudo aconteça imediatamente. Os governos têm de sentir a pressão por uma nova ordem no trânsito, que começa com o respeito e passa pelas condições técnicas de um bom convívio. Enquanto isso não ocorrer, acidentes continuam a nos chocar, com vítimas e culpados, culpados e vítimas. Uma perda lamentável para todos. Chega de bicicletas brancas espalhadas pelas cidades.

Ciclovias e ciclofaixas já são um bom começo e acredito que devam ser criados ainda muitos quilômetros mais. Facilitação de estacionamento, liberação de tranporte de bikes nos trens e no metrô são imperativos. Inserir a bike na paisagem urbana é uma necessidade e uma obrigação ambiental, para dizer o mínimo. As vantagens são muitas e a cidade fica um pouco mais humana, com todo esse pessoal a circular com alegria por seus próprios meios sem poluição (nem do ar, nem sonora). Civilização, isso é o que é.

Por isso, ciclistas e motoristas não devem competir por espaço. Nessa briga, o ciclista já perdeu, pelas próprias características de seu veículo. No entanto, isso não pode significar estar em desvantagem. A convivência é perfeitamente possível, e para isso, basta o respeito às regras de trânsito. Os ciclistas também têm suas normas de segurança, que precisam ser observadas com o mesmo rigor que os motoristas precisam term em relação aos automóveis. Capacete, lanterna e farol são obrigações. Andar na ciclofaixa ou ciclovia, idem. Manter um trajeto retilíneo, sem costurar entre os carros, é uma ordem. Observar o sentido do fluxo do trânsito é uma segurança, assim como respeitar a sinalização. Manter a bike com os freios regulados e em condições perfeitas de funcionamento é o mínimo para poder sair de casa. Primeiro, o dever. Da mesma forma, para o motorista. E, claro, para o pedestre também.

O mundo pode ser melhor. E cada um pode dar sua própria contribuição.

 

 

 

 

 

 


mar 17 2013

Shimano Audax Xperience – 200k

3 A.M. Três da manhã de sábado, 16 de março. Desligo o celular-despertador. Está na hora. Tudo estava pronto de véspera. A picape estacionada na frente do prédio, com a bike escondida na caçamba. A mala pronta e todo o necessário acondicionado em sacos plásticos: a previsão é de alguma chuva. Leite com müsli e área.

Em pouco mais de 40 minutos estava na Castelo Branco. A viagem ia ser tranquila. Gosto das madrugadas. Me parecem limpas, o ar é fresco, o silêncio é bom, o vazio de gente mostra os detalhes que não vemos das ruas e o alvorecer sempre é fantástico. A chuva, porém, veio mais cedo do que eu imaginava. E veio forte, muito forte. Pensei: melhor agora do que na prova.

Pouco antes de Boituva, a chuva parou. Cheguei ainda escuro, com tranquilidade e estacionei numa das vagas em frente à prefeitura. Sorte, pois este era um problema a menos para resolver. Fiz o checkout com a organização e me preparei para os 200 k. Bolso da esquerda, os géis. No centro, ferramentas e câmeras. DCIM100GOPRONa direita, máquina fotográfica e planilha. Tudo ensacado. No Camelback, 1 litro d’água e no bolso, carteira, chave e documento do carro. Coloquei o colete cortavento reflexivo e estava pronto. A praça da prefeitura já começava a encher de ciclistas.

DCIM100GOPRO

Encontrei o grande amigo Claudio Clarindo, a fera que já fez quatro vezes a RAAM (Race Across America), que atravessa os EUA da costa Oeste à costa Leste em quase 5 mil quilômetros em 10 dias. Este ano ele não vai, disse, pois faltou patrocínio. Acho um pouco engraçado isso. Um camarada que está entre os 10 melhores ciclistas de ultradistância do mundo não ter patrocínio. Sei que o que ele precisa tem muito mais a ver com a organização e preparação do que remuneração. Clarindo conta com apoio da Shimano, da Garmin e da Specialized, que fornecem os equipamentos. Mas claro, isso só não basta.

Conversei também com o Rogério Polo e o Richard Dünner, do Audax Randonneurs, duas pessoas excelentes. Contei do projeto Shimano Audax Xperience e mostrei a novidade, o câmbio Alfine 11 (a pronúncia correta é essa mesmo Al-fi-ne) com Di2. A bike, clássica, toda preta, quadro de cromoly (uma Kona Unit 29er singlespeed) chamou a atenção. Vários ciclistas quiseram saber o que era aquele câmbio e – mais – eletrônico. Fiquei feliz em mostrar a novidade.

Pouco menos de 10 minutos para a largada, desespero. Lembrei que não tinha trazido uma chave 15, fundamental para trocar o pneu traseiro, caso furasse. Eu tinha a certeza de que isso não ia acontecer, mas achei por bem ver com quem certamente teria uma chave dessas para emprestar: Richard Dünner, o único que me ocorreu. E, claro, ele tinha e, com toda a gentileza desse suíço, levei uma chave no bolso.

Alívio e um pouco de irritação. Como pude esquecer a tal chave? Preleção lá na frente, comentários aqui atrás – gosto de sair atrás, longe da muvuca que se forma por conta dos mais afoitos. E lá fomos nós. Sem chuva, chão quase seco, temperatura de 20 graus, bastante nublado. Imaginei: sete horas da manhã, com essa temperatura, vou me dar mal com esse cortavento logo mais, quando o tempo esquentar e o sol aparecer. Lembrei da altimetria e não me assustei. Já havia passado por aquilo.577559_287454034719360_1669207035_n

Tudo corria muito bem. Saímos da cidade, entramos na rodovia Castelo Branco e 15 quilômetros depois, entrada na rodovia Antônio Romano Schincariol. Velocidade média 25 km/h. A temperatura estável. Vento a favor? Parecia, mas não era algo que fizesse alguma diferença. Pernas leves e a bike rendia – e muito, apesar de seus 15 kg. Os cálculos fervilhavam a cabeça. Se conseguir manter essa média até a chegada, serão oito horas de pedal. Mais algum tempo nos três postos de controle, nove horas, no máximo. 7 da manhã mais 9 horas de correria e às 16 horas, 16 e pouco estaria de volta. Mais uma duas horas para chegar em casa, banho pizza e vinho. Tudo programado, tudo em paz e o pedal forte em cada momento. Porém, fazer contas é fácil. O difícil é transformá-las em realidade.

Até que, com 25 km de prova e 50 minutos de tempo corrido, pufffffffff f f f f f   f. Tudo o que eu não queria tinha acontecido. O que não estava nos planos. Aquilo que era proibido de se falar para não atrair o azar. O pecado, o impronunciável, a miséria. O fim. O pneu traseiro estava furado. Impropérios, lamentações e, finalmente, a compreensão de que teria de me virar, afinal, esse é o espírito Audax. A sorte é que a desgraça aconteceu a poucos metros de um ponto de ônibus. Como o chão estava molhado – ainda não chovia – sentei tranquilamente no banco do ponto e antes de virar a chave 15 na porca, vi a posição das travas, desconectei o câmbio eletrônico e analisei o que deveria fazer. No fim, pensei, parecia fácil. Nada que eu já não tivesse feito quando era moleque, na antiga Monareta vermelha que ganhei do meu pai.

Tirei o pneu e furei o dedo com a farpa – tinha 4 que ficava para fora. Por que não trouxe aquele alicatinho que pesa poucas gramas? Tirar as farpas foi difícil, mas afinal, estava feito. Uma boa verificada para ver se não havia qualquer outro problema e montei o pneu. Enchi a câmera com umas 500 bombadas – a bombinha dá pressão, mas é minúscula e demora para encher. e imaginei que estava bom para me virar até o próximo posto.

Bem, até então, tudo estava mais ou menos tranquilo. Muitos ciclistas passaram por mim e ofereceram ajuda. Eu só pensava: estou atrasado, estou atrasado, tenho de correr. Só faltava encaixar a roda no quadro, coisa simples. Não é. Foi m-u-i-t-o difícil fazer isso. Não sei se é realmente complicado ou se é muita inabilidade minha, mas cheguei a ponto de quase chutar a bike para ver se encaixava. No fim, com aquela calma contida que consigo ter muito bem, desfiz e refiz o procedimento novamente até conseguir. Nesse momento, certamente era o último audacioso do dia e, em minha cabeça, só pensava em tirar o atraso. Tanto é verdade que no momento que encaixava o pé no pedal Click’R da Shimano (aliás, excepcional: pensei que seria difícil para quem, como eu, está acostumado com sapatilhas de speed, mas foi uma excelente surpresa), quem aparece? Rogério Polo, na varredura. Parou, perguntou se estava tudo ok. Estava, não é…. “Rogério, você tem uma bomba de pé?” perguntei, para adiantar meu expediente e evitar parar em posto. “Não, mas tenho CO2″. Era o que eu precisava. Ele apertou a bombinha, calibramos a pressão e pronto. Agora era a hora. Nos despedimos. Eram mais 34 km até o posto Siquelero, na rodovia Raposo Tavares. Eu ia tirar aquele atraso de 45 minutos custasse o que custasse. Mesmo com aquela altimetria (clique para conferir os detalhes da prova)

2013/03/16 11:03.

Pedalei o melhor que pude e alcancei bastante ciclistas. Nem vi a paisagem e amaldiçoei quando passei pela placa que anuncia o Trópico de Capricórnio -poderia ter passado aqui bem antes, resmunguei alto.  Atentei para a pista e soquei a bota. Cheguei ao primeiro posto de controle às 10h19.

Fiquei uns cinco minutos no máximo no posto, o tempo suficiente para carimbar o passaporte, tomar Gatorade e comer dois pedaços de um delicioso pão recheado de presunto e queijo que já é tradicional nesses Audax, trazido pela organização. Até então, o balanço era – fora o tempo perdido: estou bem, dá para manter o ritmo – que já havia baixado para 23 km/h em virtude do sobe-e-desce, temperatura ainda nos 20 graus e apenas uma garoa passageira. Bem, raciocinei, vamos chegar ao quilômetro 100 o mais rápido que puder.

Com 70 km rodados, entrei na rodovia Francisco da Silva Pontes, que me levaria ao segundo posto de controle, o posto Ruff’s. Às 10h30, começa a chover. Uns pingos que logo se tranformaram numa chuvarada. E aí começou outra etapa da prova. Sem qualquer receio, forcei a barra. Desci alguns trechos a quase 60km/k para ganhar tempo. Não via nada, pois o aro 29 borrifa água diretamente na sua cara. O único pensamento negativo era em relação ao pneu traseiro. Se furar de novo, nessa chuva, estou frito, calculava. A preocupação mais insistente que vinha à mente era essa. O fantasma que me assombrava a cada minuto, pois com a chuva, a água leva a sujeira para o acostamento, que é onde pedalamos, e aí enche de pedra, sujeira e as terríveis farpas de arame dos pneus de caminhão, que perfuram até o unpuncuturable, assim marcado orgulhosamente na banda lateral do pneu Rubenna de minha bike. Uma mentira deslavada, como pude demonstrar acima.

SAM_0757Nada disso aconteceu e cheguei ao posto 2 completamente encharcado e com os mesmos 23km/h de média, apesar da montanha-russa que é esse percurso. Pensei na minha providência que é até motivo de gozação em casa: colocar saquinhos plásticos para proteger objetos que já estavam acondicionados em sacos plásticos. Não me arrependo. A natureza é absolutamente cruel e destruidora. Quanto mais precavido, melhor. Bem, resolvi dar um descanso um pouco maior – afinal – já tinha 100 k nas pernas – e torcer para, quem sabe, a chuva parar. Novamente comi o pão recheado, um pedaço generoso de paçoca, um gel – o primeiro dos únicos dois do dia e um saquinho – boa ideia, Rogério – de frutas secas salgadas. Acompanhado de uma meia dúzia de copos de Gatorade. Daí, Como nada aconteceu, a não ser a temperatura que baixou para 19 graus e comecei a ficar com muito frio, decidi tocar a volta a Boituva rapidamente. Quem sabe se pedalasse bem forte esquentaria, imaginei. Calculei minhas forças que estavam até então intactas e considerei que chegaria bem ao posto 3, uma versão de volta do mesmo Siquelero da ida, só que do outro lado da Raposo Tavares. Esqueci do descanso merecido e parti para a volta a Boituva debaixo de uma chuva extremamente forte.

O retorno até o posto foi bem, exceto pela água que vinha do céu que realmente castigou. Essa situação criou um problema muito grande, pois era impossível fotografar a experiência. Realmente impossível. Tudo estava absolutamente ensopado, sem a menor chance de fazer nada além de pedalar. E foi o que fiz. Desculpe John, mas não deu para registrar melhor a etapa em face às circunstâncias, que foram absurdamente atípicas. Cheguei com 23 km/h de média e até me senti orgulhoso. Carimbei o passaporte, tomei o outro gel, dois copos de gatorade e cai fora. Não deu cinco minutos. Queria chegar por volta das 17h30 em Boituva.

Até lá, porém, seriam mais 58 quilômetros, incluídos aí os 10 km de subida no final. Por volta da 16h45 a chuva passou e até mesmo uma nesguinha (saudades de Rio Preto) de sol apareceu, tímido e branco, fraco e sem calor. Mas deu o alento que precisávamos – certamente os outros ciclistas também se cansaram de mais de cinco horas ininterruptas de água sobre a cabeça. Nessa altura, já tinha ultrapassado alguns participantes talvez mais cansados e muitos com furos – e a cada um desses que via, o coração batia diferente – e fui bem até estar com 190 km rodados, no pé dos fatídicos 10 km finais. Até então, não tinha tido nada de excepcional, nenhuma cãibra (nenhum sinal de que teria, como não tive) e nenhum cansaço que pudesse ter me esgotado. Porém…não consegui manter o ritmo nesse trecho. Terminei por volta das 17h40 – estava de bom tamanho para mim – e com uma média de 21.9 km/h. A primeira etapa estava cumprida. Medalha no peito e certificado de conclusão.530541_287454018052695_1358318370_n

Esses valeram cada centímetro quadrado. Só faltava a pizza e o vinho, que praticamente estavam na mesa graças à gentileza e a dedicação de minha mulher, a Ita, quando cheguei em casa, por volta das 20h40. Um dia perfeito, com final ainda melhor.SAM_0760

SHIMANO

Ah, esqueci de falar sobre o Di2 Alfine 11. Bem, o equipamento é top. E mais – caro John, avisa lá o presidente da Shimano Latin America Fábio Takayanagi que o produto pode ser usado até embaixo d’água. sem nenhum problema. Foram mais de cinco horas de equipamento molhado sem qualquer interferência. O funcionamento foi perfeito do início ao fim, a troca de marchas absolutamente homogênea mesmo nos momentos mais delicados de subida íngreme e chuva torrencial, e uma boa surpresa: o consumo de energia é quase zero. O equipamento ficou ativo por 10h50 (9h12 de pedalada e centenas de troca de marchas, mais uns 45 minutos de pneu furado e o restante nos postos de apoio) e o medidor de bateria sequer se mexeu. Todos com a mesma precisão e confiabilidade. Aliás, com essa facilidade, dá para negociar qualquer subida mesmo com a relação 32×20, pois as 11 marchas dão conta do recado e garantem o melhor do cicloturismo para os ciclistas que não querem se preocupar com manutenção.SAM_0762

Além disso, o grupo todo, com freios a disco hidráulico funcionou bem demais sob chuva intensa. A segurança das freadas foi colocada à prova sem qualquer risco. Da mesma maneira o sistema pedivela-corrente-coroa, que rodaram tranquilos, sem qualquer barulho e com muita suavidade.

O sistema Click’R de sapatilha e pedal foi ótimo. Com aquela chuvarada, descer da bike nos postos de controle e andar foi uma tarefa fácil. A sapatilha é exatamente igual a um tênis de trekking e pode ser usada até no trabalho. No entanto, essa versatilidade não significa que ela não possa ser usada de maneira mais pesada, como foi essa prova do Audax. A clipagem foi perfeita, sem qualquer enganchamento, com facilidade e segurança. Já lavei a sapatilha e ela, assim como a bike,  estão como novas à espera de uma nova aventura Shimano.

Também foi importante a utilização do óculos Shimano S70X-PH/ S70X, com lentes fotocromáticas e a 3D Digital Fit Technology, que possibilita ajustar o óculos à cabeça perfeitamente, inclusive com angulação das hastes, fundamentais para se proteger perfeitamente da chuva e dos respingos do pneu.

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mar 12 2013

Câmbio Alfine 11 Di2

shimanoalfine11O grupo Alfine 11 Di2 é o top de linha IGH (Internal Gear Hub) da Shimano. Ele é composto pelo cubo traseiro, freios a disco hidráulicos, pedivela com protetor e  o sistema eletrônico Di2, com acionamento por botão e um display de led que indica a marcha e o nível da bateria de íon de lítio.

O grupo é clean e dá a impressão de que seu uso é exclusivo para o ciclismo urbano ou cicloturismo, principalmente pelo design mais robusto do cubo e do pedivela, cuja sensação de peso é real (o cubo traseiro – que traz o câmbio Alfine, pesa cerca de 1,6 kg).

No entanto, a resposta rápida do Alfine a todas as mudanças, a gama de velocidades – 11 – e a relação utilizada (36 na frente e 20 atrás) me fez logo mudar de ideia. A relação de marchas do Alfine permite um deslocamento bastante interessante para quem gosta de rodar sem se preocupar com a paisagem, ou seja, com rapidez. Da mesma forma, subidas com média inclinação não são um problema com esta relação, que convida a fazer longos passeios com a certeza de que a confiabilidade e a segurança do sistema estão garantidas. É por isso que vou fazer a série de provas do Audax Randonneurs no Brasil (200 k, 300 k, 400 k e 600 k) com o apoio da Shimano (graças à gentileza do gerente de Comunicação, João Magalhães e do gerente de Marketing Alexandre Okasaki) com ela: os testes realizados até agora só me incentivam a rodar mais e mais e a descobrir a cada pedalada as vantagens do Alfine Di2 – do qual virei fã.

O funcionamento do Alfine é feito por um sistema planetário de engrenagens internas, onde o acionamento por cabo de uma alavanca aciona o mecanismo interno que faz com que umas engrenagens bloqueiem ou liberem outras conforme a solicitação. Para explicar melhor isso é preciso ver:

A facilidade de troca de marchas aumenta em muito as possibilidades da relação, quem, em princípio – pelo menos para quem está acostumado a ver aquele volantão de 53 dentes das speeds – parece fraca. A ideia é logo abandonada nas primeiras pedaladas. A relação é suficiente para uma boa variedade de percursos com um excelente rendimento. O ciclista pode alternar rapidamente marchas leves com outras mais pesadas em questão de metros, economizando energia e mantendo a cadência inalterada nas estradas mais irregulares. As subidas, mesmo com inclinações de 5% ou 6% são tranquilas. Ainda assim, é possível incrementar o posicionamento da corrente gerando maior ou menor tensão, ao regulá-la manualmente nos parafusos fixados num cursor no quadro logo acima do posicionamento do eixo da roda (dica do mestre Ronaldo, da Shimano). O funcionamento do sistema é facilitado enormemente pelo uso do Di2, que a um simples toque responde sem qualquer tipo de interferência ou problemas.IMG00001-20130308-0947

Rodei cerca de 200 k com a bike (uma Kona Unit single speed) e até o momento só tive grande satisfação com o grupo. A adaptação ao sistema é fácil – embora se perceba um diferencial considerável de peso na traseira, o que implica em alterar um pouco o modo de pedalar (o centro de gravidade muda e o posicionamento do ciclista nas posições mais agressivas deve se adaptar a isso). A facilidade de limpeza é outro fator bastante positivo. Por ser um cubo blindado, cuja lubrificação é feita com muito espaçamento de quilometragem, a manutenção é próxima a zero e a bike está sempre pronta para uma nova diversão. Além da novidade – o Di2 ainda não está totalmente distribuído aos revendedores Shimano – o Alfine surpreende em cada percurso, seja na terra ou no asfalto. Fico a imaginar a utlização desse sistema numa competição de MTB. Ou até mesmo com uma relação mais pesada na frente (42 ou 48 dentes, por exemplo), onde a velocidade seria bem aumentada.IMG00005-20130308-0953

Como tudo, porém, não é perfeito, existe um grande problema a ser resolvido: a troca do pneu traseiro. O ciclista deve levar uma chave 15 para tirar a roda e observar a correta colocação da trava na hora de montá-la novamente. Isso acarreta muito mais trabalho e tempo para o reparo e troca do pneu. Para isso servem também as crenças pessoais: deve-se orar e pedir a Nossa Senhora do Ghisallo, a santa protetora dos ciclistas, que nos dê uma proteção contra furos também.

Importante: apesar de melhor, o Alfine 11 – sem o Di2 – custa aproximadamente 1/3 de um câmbio Rohloff .

 


mar 7 2013

Paris-Nice 4ª Etapa

Paris-Nice - Stage FourMichael Albasini (Orica GreenEdge) sprintou forte e venceu a 4ª etapa da corrida em direção ao sol, a Paris-Nice, na frente de Maxim Iglinskiy (Astana Pro Team) e Peter Velits (Omega Pharma-Quick Step). O norte-americano Andrew Talansky (Garmin-Sharp) terminou em sextona etapa, mas mantém a camisa amarela de líder da competição.

Nesta sexta-feira, os ciclistas percorrerão 176 entre Châteauneuf-du-Pape e Montagne de Lure.

Classificação da 4ª etapa

1 Michael Albasini (Swi) Orica GreenEdge 4:55:41
2 Maxim Iglinskiy (Kaz) Astana Pro Team
3 Peter Velits (Svk) Omega Pharma-Quick-Step Cycling Team
4 Enrico Gasparotto (Ita) Astana Pro Team
5 Diego Ulissi (Ita) Lampre-Merida
6 Andrew Talansky (USA) Garmin Sharp
7 Romain Bardet (Fra) AG2R La Mondiale
8 Jens Keukeleire (Bel) Orica GreenEdge
9 Andreas Klöden (Ger) RadioShack Leopard
10 Xavier Florencio Cabre (Spa) Team Katusha

Classificação Geral

1 Andrew Talansky (USA) Garmin Sharp 19:35:17
2 Andriy Grivko (Ukr) Astana Pro Team 0:00:03
3 Peter Velits (Svk) Omega Pharma-Quick-Step Cycling Team 0:00:04
4 Sylvain Chavanel (Fra) Omega Pharma-Quick-Step Cycling Team
5 Gorka Izaguirre Insausti (Spa) Euskaltel-Euskadi 0:00:05
6 Lieuwe Westra (Ned) Vacansoleil-DCM Pro Cycling Team 0:00:06
7 Richie Porte (Aus) Sky Procycling 0:00:07
8 Maxim Iglinskiy (Kaz) Astana Pro Team 0:00:13
9 Jean-Christophe Peraud (Fra) AG2R La Mondiale
10 Bart De Clercq (Bel) Lotto Belisol 0:00:15