mai 14 2013

Giro d’Itália – 10ª etapa – resultados/ 11ª etapa – apresentação

A cada dia, o até então favorito Bradley Wiggins (Sky) perde terreno e suas chances de faturar o Giro deste ano já não são tão boas. Hoje, de fato, começou o Giro, com a primeira etapa de alta montanha. E que montanhão! Nos últimos 6 k, a inclinação chegou a 16%. Quem faturou foi o colombiano Rigoberto Uran (Sky) que partiu para cima de Vincenzo Nibali (Astana) – mas não conseguiu puxar Wiggins – e conquistou a vitória. O “Tubarão” mantém a maglia rosa e Wiggins está cada vez mais atrás, a 2:08 de Nibali.

Classificação da etapa

1 Rigoberto Uran Uran (Col) Sky Procycling 4:37:42
2 Carlos Alberto Betancur Gomez (Col) Ag2R La Mondiale 0:00:20
3 Vincenzo Nibali (Ita) Astana Pro Team 0:00:31
4 Mauro Santambrogio (Ita) Vini Fantini-Selle Italia
5 Cadel Evans (Aus) BMC Racing Team
6 Rafal Majka (Pol) Team Saxo-Tinkoff
7 Domenico Pozzovivo (Ita) Ag2R La Mondiale
8 Robert Kiserlovski (Cro) RadioShack Leopard 0:00:47
9 Benat Intxausti Elorriaga (Spa) Movistar Team 0:01:06
10 Bradley Wiggins (GBr) Sky Procycling

Classificação geral

 
1 Vincenzo Nibali (Ita) Astana Pro Team 38:57:32
2 Cadel Evans (Aus) BMC Racing Team 0:00:41
3 Rigoberto Uran Uran (Col) Sky Procycling 0:02:04
4 Bradley Wiggins (GBr) Sky Procycling 0:02:08
5 Robert Gesink (Ned) Blanco Pro Cycling Team 0:02:12
6 Michele Scarponi (Ita) Lampre-Merida 0:02:13
7 Mauro Santambrogio (Ita) Vini Fantini-Selle Italia 0:02:55
8 Przemyslaw Niemiec (Pol) Lampre-Merida 0:03:35
9 Domenico Pozzovivo (Ita) Ag2R La Mondiale 0:04:17
10 Rafal Majka (Pol) Team Saxo-Tinkoff 0:04:21

 

11ª etapa – Tarvisio – Vajont (Erto e Crasso)

Mais uma etapa de médias montanhas, e mais uma chance para a Sky se reposicionar no Giro. Isso se não chover, se as descidas não forem perigosas, se os pneus não furarem, se os seus ciclistas não caírem… É também mais uma oportunidade para Nibali se firmar como o virtual campeão do Giro. Dois pontos fortes: Sella Ciampigotto (cuja ascenção começa no km 59 e termina no km 120), e a chegada em subida em Vajont.

Veja o vídeo da etapa


mai 14 2013

Giro d’Itália – 10ª etapa – apresentação

Começa hoje uma nova fase no Giro d’Itália, com a primeira etapa de altas montanhas, num percurso de 167 K entre Cordenons e Altopiano del Montasio. Serão ao menos 117 k de subidas ininterruptas em diversas variações de elevação, que terminam no Passo Cason di Lancia, cujos últimos 6 quilômetros tem inclinações de até 16%. Em seguida, só descida até o quilômetro 145 e finaliza em subida, no alto do Selle Nevea, no quilômetro 167. Etapa duríssima para pernas descansadas. É a primeira oportunidade real de mostrar quem tem condições de ficar com a maglia rosa.

O britânico Bradley Wiggins (Sky) teve uma semana muito difícil e está em quarto lugar na classificação geral, a 1:16 do italiano Vincenzo Nibali (Astana), que faz um Giro bastante consistente. Wiggins e a Sky talvez não compreenderam que o Giro é uma competição diferente do Tour de France, com condições totalmente imprevisíveis, a começar pelo clima. Acostumados a gerenciar cada etapa, a equipe e o magrelo Wiggins podem decepcionar.
No entanto, nada como as altas montanhas e uma nova semana (faltam ainda 12 etapas para o final) para que eventuais alterações no quadro geral aconteçam. Claro que Nibali, atualmente o franco favorito a vencer o Giro 2013, não vai deixar a coisa fácil nem para Wiggins nem para Cadel Evans (BMC), que ainda representa perigo, a apenas 29 s do italiano.

Mas quando se trata de Giro, nada é certo até o final. Que venham as montanhas e que vença o melhor.

Opinião: se continuar com essa performance, Wiggins vai dar um jeito de abandonar. O Giro já é do Nibali, se nenhum acidente acontecer.


Veja o vídeo da etapa:


mai 13 2013

Giro d’Itália 9ª etapa – resultados/ dia de descanso

Bradley Wiggins (Sky) perde mais tempo numa etapa chuvosa e está cada vez mais distante de ser o favorito. Vincenzo Nibali (Astana) mantém a maglia rosa e Cadel Evans (BMC) que não foi tão bem no contrarrelógio, supreenderu e ainda está forte na disputa. Ryder Hesjedal (Garmin) se atrapalhou e, no final, ficou para trás. Nada, porém, está definido. Na próxima semana começam as etapas duríssimas e aí é que a fatura deverá ser liquidada.

Classificação da etapa

1 Maxim Belkov (Rus) Katusha 4:31:31
2 Carlos Alberto Betancur Gomez (Col) Ag2R La Mondiale 0:00:44
3 Jarlinson Pantano (Col) Colombia 0:00:46
4 Tobias Ludvigsson (Swe) Team Argos-Shimano 0:00:54
5 Cadel Evans (Aus) BMC Racing Team 0:01:03
6 Benat Intxausti Elorriaga (Spa) Movistar Team
7 Danilo Di Luca (Ita) Vini Fantini-Selle Italia
8 Mauro Santambrogio (Ita) Vini Fantini-Selle Italia
9 Damiano Caruso (Ita) Cannondale Pro Cycling
10 Vincenzo Nibali (Ita) Astana Pro Team

Classificação geral – 9ª etapa

1 Vincenzo Nibali (Ita) Astana Pro Team 34:19:31
2 Cadel Evans (Aus) BMC Racing Team 0:00:29
3 Robert Gesink (Ned) Blanco Pro Cycling Team 0:01:15
4 Bradley Wiggins (GBr) Sky Procycling 0:01:16
5 Michele Scarponi (Ita) Lampre-Merida 0:01:24
6 Sergio Luis Henao Montoya (Col) Sky Procycling 0:02:11
7 Mauro Santambrogio (Ita) Vini Fantini-Selle Italia 0:02:43
8 Przemyslaw Niemiec (Pol) Lampre-Merida 0:02:44
9 Rigoberto Uran Uran (Col) Sky Procycling 0:02:49
10 Tanel Kangert (Est) Astana Pro Team 0:03:02

mai 13 2013

Giro d’Itália 8ª etapa – resultados/ 9ª etapa – apresentação

Bradley Wiggins (Sky) realmente está sem sorte. Em uma de suas especialidades, o contrarrelógio, teve problemas com o câmbio eletrônico e um pneu furado. Mesmo assim, na segunda parte do percurso, pulverizou o tempo de seus concorrentes, mas ficou a 10s de Alex Dowset (Movistar Team). Vincenzo Nibali (Astana) é o novo maglia rosa.

 

Classificação da 8ª etapa

1 Alex Dowsett (GBr) Movistar Team 1:16:27
2 Bradley Wiggins (GBr) Sky Procycling 0:00:10
3 Tanel Kangert (Est) Astana Pro Team 0:00:14
4 Vincenzo Nibali (Ita) Astana Pro Team 0:00:21
5 Stef Clement (Ned) Blanco Pro Cycling Team 0:00:32
6 Luke Durbridge (Aus) Orica-GreenEdge 0:00:35
7 Cadel Evans (Aus) BMC Racing Team 0:00:39
8 Manuele Boaro (Ita) Team Saxo-Tinkoff 0:00:45
9 Sergio Luis Henao Montoya (Col) Sky Procycling 0:00:53
10 Michele Scarponi (Ita) Lampre-Merida

Classificação geral – 8ª etapa

 
1 Vincenzo Nibali (Ita) Astana Pro Team 29:46:57
2 Cadel Evans (Aus) BMC Racing Team 0:00:29
3 Robert Gesink (Ned) Blanco Pro Cycling Team 0:01:15
4 Bradley Wiggins (GBr) Sky Procycling 0:01:16
5 Michele Scarponi (Ita) Lampre-Merida 0:01:24
6 Ryder Hesjedal (Can) Garmin-Sharp 0:02:05
7 Sergio Luis Henao Montoya (Col) Sky Procycling 0:02:11
8 Mauro Santambrogio (Ita) Vini Fantini-Selle Italia 0:02:43
9 Przemyslaw Niemiec (Pol) Lampre-Merida 0:02:44
10 Rigoberto Uran Uran (Col) Sky Procycling 0:02:49

Apresentação da 9ª etapa

Percurso de média montanha e 177 K entre San Sepolcro e Firenze (Florença).

Veja o vídeo


mai 13 2013

Giro d’Itália 7ª etapa – resultados/ 8ª etapa – apresentação

Bradley Wiggins (Sky) está com azar. Uma queda à sua frente, no final, novamente o fez perder tempo. O britânico até brigou com os jornalistas.

Classificação da 7ª etapa

1 Adam Hansen (Aus) Lotto Belisol 4:35:49
2 Enrico Battaglin (Ita) Bardiani Valvole-CSF Inox 0:01:07
3 Danilo Di Luca (Ita) Vini Fantini-Selle Italia
4 Mauro Santambrogio (Ita) Vini Fantini-Selle Italia
5 Damiano Caruso (Ita) Cannondale Pro Cycling
6 Cadel Evans (Aus) BMC Racing Team
7 Stefano Pirazzi (Ita) Bardiani Valvole-CSF Inox
8 Arnold Jeannesson (Fra) FDJ
9 Pieter Weening (Ned) Orica-GreenEdge
10 Ryder Hesjedal (Can) Garmin-Sharp

Classificação geral – 7ª etapa

1 Benat Intxausti Elorriaga (Spa) Movistar Team 28:30:04
2 Vincenzo Nibali (Ita) Astana Pro Team 0:00:05
3 Ryder Hesjedal (Can) Garmin-Sharp 0:00:08
4 Giampaolo Caruso (Ita) Katusha 0:00:10
5 Mauro Santambrogio (Ita) Vini Fantini-Selle Italia 0:00:13
6 Cadel Evans (Aus) BMC Racing Team 0:00:16
7 Robert Gesink (Ned) Blanco Pro Cycling Team 0:00:19
8 Ivan Santaromita (Ita) BMC Racing Team 0:00:28
9 Pieter Weening (Ned) Orica-GreenEdge 0:00:29
10 Robert Kiserlovski (Cro) RadioShack Leopard 0:00:34

 

Apresentação da 8ª etapa

Contrarrelógio individual com 55 K. É a chance de Bradley Wiggins (Sky) recuperar o tempo perdido.

Veja o vídeo da etapa


mai 13 2013

Giro d’Itália 6ª etapa – resultados/ 7ª etapa – apresentação

Mark Cavendish (Omega Pharma Quick Step) faturou o sprint nesse estapa fácil. Luca Paolini (Katusha) manteve a maglia rosa.

Classificação da etapa

1 Mark Cavendish (GBr) Omega Pharma-Quick Step 3:56:03
2 Elia Viviani (Ita) Cannondale Pro Cycling
3 Matthew Harley Goss (Aus) Orica-GreenEdge
4 Nacer Bouhanni (Fra) FDJ
5 Mattia Gavazzi (Ita) Androni Giocattoli
6 Manuel Belletti (Ita) AG2R La Mondiale
7 Davide Appollonio (Ita) AG2R La Mondiale
8 Giacomo Nizzolo (Ita) RadioShack Leopard
9 Matti Breschel (Den) Team Saxo-Tinkoff
10 Roberto Ferrari (Ita) Lampre-Merida

Classificação Geral – 6ª etapa

1 Luca Paolini (Ita) Katusha 23:52:42
2 Rigoberto Uran Uran (Col) Sky Procycling 0:00:17
3 Benat Intxausti Elorriaga (Spa) Movistar Team 0:00:26
4 Vincenzo Nibali (Ita) Astana Pro Team 0:00:31
5 Ryder Hesjedal (Can) Garmin-Sharp 0:00:34
6 Bradley Wiggins (GBr) Sky Procycling
7 Giampaolo Caruso (Ita) Katusha 0:00:36
8 Sergio Luis Henao Montoya (Col) Sky Procycling 0:00:37
9 Mauro Santambrogio (Ita) Vini Fantini-Selle Italia 0:00:39
10 Cadel Evans (Aus) BMC Racing Team 0:00:42

 

Apresentação 7ª etapa

Etapa de média montanha, com 177 km entre San Salvo e Pescara

 

Veja o vídeo


mai 9 2013

Giro d’Itália 5ª etapa – resultados/ 6ª etapa – apresentação

Rafael Andriatto (Vini Fantini – Selle Italia) deu um show. Escapou com um pequeno grupo e ficou na ponta por quase 180 k dos 203 k da etapa. Em alguns momentos, o grupo ficou a quase 7 minutos do pelotão, mas como sempre acontece, foi apanhado quando faltavam cerca de 20 k para o final. Não importa. Andriatto é novo, está numa boa equipe e tem tudo para mostrar que o Brasil tem ciclistas bons e raçudos também. Murilo Fischer (FDJ) também já provou – e prova – seu valor, com participações nas mais conceituadas equipes. A relação é essa: treino sério + cabeça no lugar = um lugar ao sol. Temos vários exemplos de ciclistas que tiveram oportunidades mas que falharam em alguma parcela da equação.

No final, a pouco menos de mil metros da chegada, uma queda (Luca Mesgec, da Argos Shimano escorregou no chão molhado e levou vários ciclistas ao chão) acabou com a organização das equipes para o sprint e John Degenkolb (Argos Shimano) venceu., com Angel Vicioso (Katusha) em segundo e Paul Martens (Blanco) em terceiro. O italiano Luca Paolini (Katusha) manteve a maglia rosa. Bradley Wiggins (Sky) se manteve na 6ª posição na classificaçãoa geral, a 34s de Paolini, com o mesmo tempo de Ryder Hesjedal (Garmin-Sharp) e atrás de Vincenzo Nibali (Astana).

Wiggin reclamou com a organização sobre o tempo perdido ontem, quando aconteceu uma queda a menos de três quilômetros da meta. Segundo sua queixa, ele estaria nesse espaço – que garante o mesmo tempo a todos os ciclistas – mas não teria sido beneficiado. Segundo a organização, todos os ciclistas que estavam dentro do limite dos três quilômetros tiveram o mesmo tempo computado, porém, a análise do GPS da prova mostrou que no momento da queda o britânico estava fora desse espaço. Ou seja: embora o Giro esteja ainda no começo, e a s etapas mais difíceis ainda estão longe, Wiggins e a Sky terão de se esforçar para tirar a diferença.

Opinião: posso queimar a língua, mas Wiggins não vence esse Giro.

CLASSIFICAÇÃO DA ETAPA

1 John Degenkolb (Ger) Team Argos-Shimano 4:37:48
2 Angel Vicioso Arcos (Spa) Katusha
3 Paul Martens (Ger) Blanco Pro Cycling Team
4 Sergio Luis Henao Montoya (Col) Sky Procycling
5 Matteo Trentin (Ita) Omega Pharma-Quick Step
6 Jarlinson Pantano (Col) Colombia
7 Daniel Oss (Ita) BMC Racing Team
8 Jens Keukeleire (Bel) Orica-GreenEdge
121 Murilo Antonio Fischer (Bra) FDJ 0:03:54
205 Rafael Andriato (Bra) Vini Fantini-Selle Italia 0:16:15

CLASSIFICAÇÃO GERAL

1 Luca Paolini (Ita) Katusha 19:56:39
2 Rigoberto Uran Uran (Col) Sky Procycling 0:00:17
3 Benat Intxausti Elorriaga (Spa) Movistar Team 0:00:26
4 Vincenzo Nibali (Ita) Astana Pro Team 0:00:31
5 Ryder Hesjedal (Can) Garmin-Sharp 0:00:34
6 Bradley Wiggins (GBr) Sky Procycling
7 Giampaolo Caruso (Ita) Katusha 0:00:36
8 Sergio Luis Henao Montoya (Col) Sky Procycling 0:00:37
9 Mauro Santambrogio (Ita) Vini Fantini-Selle Italia 0:00:39
10 Cadel Evans (Aus) BMC Racing Team 0:00:42

Mola di Bari – Margherita di Savoia

Dia fácil, com apenas 169 k, sem nenhuma dificuldade, à beira-mar. Um pequeno descanso depois de três dias de longas distâncias.

 

Veja o vídeo da etapa:

 


mai 7 2013

Giro d’Itália 4ª etapa – resultados/ 5ª etapa – apresentação

Enrico Battaglin (Bardiani Valvole-CSF Inox) ganhou a 4ª etapa do Giro d’Itália hoje, num sprint que deixou Fabio Felline (Androni) e Giovanni Visconti (Movistar) alguns metros para trás depois de escapar do pelotão que se formou para a chegada na última montanha do dia que teve uma grande variação do tempo, com chuva, frio e ventania. Apesar disso, não ficou com a maglia rosa, que permanece com Luca Paolini (Katusha). O azarado do dia foi Bradley Wiggis (Sky) que perdeu segundos preciosos e saiu da 2ª colocação, a 17s do líder, para a 6ª, com 34s de atraso por conta de uma queda à sua frente. O vencedor foi Vincenzo Nibali (Astana), que caiu, se recuperou e ainda avançou na classificação geral e está agora na 4ª posição, a 31s de Paolini.

Classificação da etapa:

1 Enrico Battaglin (Ita) Bardiani Valvole-CSF Inox 6:14:19
2 Fabio Felline (Ita) Androni Giocattoli
3 Giovanni Visconti (Ita) Movistar Team
4 Rigoberto Uran Uran (Col) Sky Procycling
5 Arnold Jeannesson (Fra) FDJ
6 Cadel Evans (Aus) BMC Racing Team
7 Benat Intxausti Elorriaga (Spa) Movistar Team
8 Ryder Hesjedal (Can) Garmin-Sharp
9 Robert Kiserlovski (Cro) RadioShack Leopard
10 Luca Paolini (Ita) Katusha

Classificação geral:

 
1 Luca Paolini (Ita) Katusha 15:18:51
2 Rigoberto Uran Uran (Col) Sky Procycling 0:00:17
3 Benat Intxausti Elorriaga (Spa) Movistar Team 0:00:26
4 Vincenzo Nibali (Ita) Astana Pro Team 0:00:31
5 Ryder Hesjedal (Can) Garmin-Sharp 0:00:34
6 Bradley Wiggins (GBr) Sky Procycling
7 Giampaolo Caruso (Ita) Katusha 0:00:36
8 Sergio Luis Henao Montoya (Col) Sky Procycling 0:00:37
9 Mauro Santambrogio (Ita) Vini Fantini-Selle Italia 0:00:39
10 Cadel Evans (Aus) BMC Racing Team 0:00:42

 

 

5ª etapa – Cosenza e Matera (203 K)

Apesar da distância (203 K) a etapa entre Cosenza e Matera não apresenta muitas dificuldades e é praticamente plana, com uma pequena subida no final. Dia em que as equipes vão girar bastante e a decisão da etapa ficará para os esprintistas. Cavendish é o nome a ser batido, embora acredite que o trabalho das equipes será forte para colocar as coisas em seu devido lugar e posicionar melhor os candidatos à maglia rosa.

Veja o vídeo da etapa:

Vídeo legal da Shimano:


mai 6 2013

Giro d’Itália 3ª etapa – resultados/ 4ª etapa – apresentação

Etapa longa, com algumas demonstrações de como estão os ciclistas e as equipes. Nos quilômetros finais, muitas quedas nas descidas, realizadas com muita velocidade. No fim, Luca Paolini, da Katusha, escapou e venceu com facilidade. Juntos, chegaram Cadel Evans (BMC), Bradley Wiggins (Sky), Ryder Hesjedal (Garmin Orica), Samuel Sanchez (Euskatel-Euskadi) e Robert Gesink (Blanco). Com o resultado, Wiggins fica bastante confortável e já encosta na liderança. Vincenzo Nibali (Astana), seu principal adversário, está na 5ª, a 31s do líder Paolini e a 14s do britânico. Ainda é cedo para prognósticos.

 

Classificação da etapa

1 Luca Paolini (Ita) Katusha 5:43:50
2 Cadel Evans (Aus) BMC Racing Team 0:00:16
3 Ryder Hesjedal (Can) Garmin-Sharp
4 Mauro Santambrogio (Ita) Vini Fantini-Selle Italia
5 Samuel Sanchez Gonzalez (Spa) Euskaltel-Euskadi
6 Giampaolo Caruso (Ita) Katusha
7 Pieter Weening (Ned) Orica-GreenEdge
8 Bradley Wiggins (GBr) Sky Procycling
9 Benat Intxausti Elorriaga (Spa) Movistar Team
10 Robert Gesink (Ned) Blanco Pro Cycling Team

Classificação Geral

 

1 Luca Paolini (Ita) Katusha 9:04:32
2 Bradley Wiggins (GBr) Sky Procycling 0:00:17
3 Rigoberto Uran Uran (Col) Sky Procycling
4 Benat Intxausti Elorriaga (Spa) Movistar Team 0:00:26
5 Vincenzo Nibali (Ita) Astana Pro Team 0:00:31
6 Valerio Agnoli (Ita) Astana Pro Team
7 Ryder Hesjedal (Can) Garmin-Sharp 0:00:34
8 Giampaolo Caruso (Ita) Katusha 0:00:36
9 Yury Trofimov (Rus) Katusha
10 Sergio Luis Henao Montoya (Col) Sky Procycling 0:00:37

4ª etapa – Policastro-Serra San Bruno (246 K)

Mais uma dureza amanhã, na 4ª etapa. Médias montanhas e 246 K na Calábria

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Veja o vídeo da etapa


mai 5 2013

Giro d’Itália 2º etapa – resultados/3º etapa – apresentação

Foi veloz o TT por equipes do Giro, com média de 47 km/h da fabulosa Sky  - embora não acredite que Bradley Wiggis vença o Giro deste ano. A prova aconteceu entre Ischia (uma ilha) e Foria e teve de tudo nos 17,4 km de percurso e 22:05 para a Sky: planos, altos e baixos, num traçado muito técnico. Com o resultado, o italiano Salvatore Puccio, da Sky (que finalizou com apenas cinco dos nove ciclistas da equipe), que havia terminado em 33 no sábado, tirou a Maglia Rosa de Mark Cavendish, da Omega Pharma-Quick Step. Na segunda colocação está Bradley Wiggins, com o mesmo tempo.

Classificação da etapa

1 Sky Procycling 0:22:05
2 Movistar Team 0:00:09
3 Astana Pro Team 0:00:14
4 Katusha 0:00:19
5 Vini Fantini – Selle Italia 0:00:22
6 Lampre – Merida
7 Garmin Sharp 0:00:25
8 Blanco Pro Cycling Team 0:00:28
9 Vacansoleil – DCM Pro Cycling Team 0:00:34
10 Cannondale Pro Cycling Team 0:00:35

Classificação GeraL

1 Salvatore Puccio (Ita) Sky Procycling 3:20:43
2 Bradley Wiggins (GBr) Sky Procycling
3 Sergio Luis Henao Montoya (Col) Sky Procycling
4 Dario Cataldo (Ita) Sky Procycling
5 Rigoberto Uran Uran (Col) Sky Procycling
6 Benat Intxausti Elorriaga (Spa) Movistar Team 0:00:09
7 Giovanni Visconti (Ita) Movistar Team
8 José Herrada Lopez (Spa) Movistar Team
9 Alex Dowsett (GBr) Movistar Team
10 Eros Capecchi (Ita) Movistar Team

 

3ª etapa – Sorrento/ Marina di Ascea (222 K)

Começa, de verdade, hoje, o Giro 2013. São 222 km o que não é fácil – em médias montanhas (uma de cat.2, em San Mauro Cilento e outra de cat.3 em Sella di Catona) na costa amalfitana, quando os ciclistas já terão 198 K nas pernas.

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Veja o vídeo da etapa

 

 


mai 5 2013

Giro d’Itália – resultados etapa 1/ apresentação etapa 2

O primeiro dia foi fácil para os sprintistas. Cavendish, como de costume, venceu a etapa e ficou com a Maglia Rosa. Os demais candidatos ao título do Giro 2013 – Bradley Wiggins, Vincenzo Nibali, Ryder Hesjedal – chegaram junto com o pelotão, com o mesmo tempo. O brasileiro Rafael Andriatto estreou bem e veio junto com o primeiro grupo. Murilo Fisher, porém, não foi bem e já acumula 2:38 de desvantagem para o líder.

Classificação da etapa e Classificação Geral:

1 Mark Cavendish (GBr) Omega Pharma-Quick Step 2:58:38
2 Elia Viviani (Ita) Cannondale Pro Cycling
3 Nacer Bouhanni (Fra) FDJ
4 Giacomo Nizzolo (Ita) RadioShack Leopard
5 Matthew Harley Goss (Aus) Orica-GreenEdge
6 Francisco José Ventoso Alberdi (Spa) Movistar Team
7 Adam Blythe (GBr) BMC Racing Team
8 Leigh Howard (Aus) Orica-GreenEdge
9 Danilo Hondo (Ger) RadioShack Leopard
10 Brett Lancaster (Aus) Orica-GreenEdge
25 Cadel Evans (Aus) BMC Racing Team
29 Vincenzo Nibali (Ita) Astana Pro Team

 

63 Ryder Hesjedal (Can) Garmin-Sharp
64 Bradley Wiggins (GBr) Sky Procycling
36 Rafael Andriato (Bra) Vini Fantini-Selle Italia
196 Murilo Antonio Fischer (Bra) FDJ  02:38

 

Segunda Etapa

Domingo é dia de contrarrelógio por equipes. São 17,4 km entre Ischia e Forio. O ponto mais alto está em 72m e  o mais baixo, em 9m.

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Veja o vídeo da etapa:

 


mai 4 2013

Giro d’Itália – Etapa 1

A disputa da Maglia Rosa começa sábado. A etapa sai de Nápoles e termina em Nápoles, 130 km depois, praticamente plana, grande chance para os sprintistas. Mark Cavendish (Omega Pharma Quick Step) pode ter seu dia aí.

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Veja como será a etapa:

 


mai 2 2013

Lista de largada para o Giro 2013

No dia 4 de maio largam para o Giro d’Itália 23 equipes com nove ciclistas cada. Veja quem vai encarar os 3.405 km da primeira das Grandes Voltas do ano (as outras são o Tour de France e a Vuelta a Espãna). Os nomes dos favoritos estão grifados.

AG2R La Mondiale
Davide Appollonio (Ita)
Manuel Belletti (Ita)
Julien Berard (Fra)
Carlos Alberto Betancur Gomez (Col)
Guillaume Bonnafond (Fra)
Hubert Dupont (Fra)
Ben Gastauer (Lux)
Sylvain Georges (Fra)
Domenico Pozzovivo (Ita)

 

Androni Giocattoli
Giairo Ermeti (Ita)
Fabio Felline (Ita)
Mattia Gavazzi (Ita)
Tomas Aurelio Gil Martinez (Ven)
Franco Pellizotti (Ita)
Jackson Rodriguez (Ven)
Diego Rosa (Ita)
Miguel Angel Rubiano Chavez (Col)
Emanuele Sella (Ita)

 

Astana Pro Team
Valerio Agnoli (Ita)
Fabio Aru (Ita)
Dmitriy Gruzdev (Kaz)
Tanel Kangert (Est)
Fredrik Carl Wilhelm Kessiakoff (Swe)
Vincenzo Nibali (Ita)
Paolo Tiralongo (Ita)
Alessandro Vanotti (Ita)
Andrey Zeits (Kaz)

 

Bardiani Valvole-CSF Inox
Enrico Battaglin (Ita)
Nicola Boem (Ita)
Francesco Manuel Bongiorno (Ita)
Marco Canola (Ita)
Sonny Colbrelli (Ita)
Stefano Locatelli (Ita)
Sacha Modolo (Ita)
Stefano Pirazzi (Ita)
Edoardo Zardini (Ita)

 

Blanco Pro Cycling   
Jack Bobridge (Aus)
Stef Clement (Ned)
Juan Manuel Garate (Spa)
Robert Gesink (Ned)
Wilco Kelderman (Ned)
Steven Kruijswijk (Ned)
Paul Martens (Ger)
Maarten Tjallingii (Ned)
Maarten Wynants (Bel)

 

BMC Racing Team
Adam Blythe (GBr)
Stephen Cummings (GBr)
Cadel Evans (Aus)
Klaas Lodewyck (Bel)
Steve Morabito (Swi)
Daniel Oss (Ita)
Taylor Phinney (USA)
Ivan Santaromita (Ita)
Danilo Wyss (Swi)

 

Cannondale Pro Cycling
Damiano Caruso (Ita)
Tiziano Dall’Antonia (Ita)
Paolo Longo Borghini (Ita)
Alan Marangoni (Ita)
Fabio Sabatini (Ita)
Cristiano Salerno (Ita)
Cayetano José Sarmiento Tunarrosa (Col)
Elia Viviani (Ita)
Cameron Wurf (Aus)

 

Colombia
Darwin Atapuma Hurtado (Col)
Edwin Alcibiades Avila Vanegas (Col)
Robinson Eduardo Chalapud Gomez (Col)
Fabio Andres Duarte Arevalo (Col)
Leonardo Fabio Duque (Col)
Wilson Alexander Marentes Torres (Col)
Dalivier Ospina Navarro (Col)
Jarlinson Pantano (Col)
Carlos Julian Quintero (Col)

 

Euskaltel-Euskadi
Jorge Azanza Soto (Spa)
Egoi Martinez De Esteban (Spa)
Ricardo Mestre (Por)
Miguel Minguez Ayala (Spa)
Samuel Sanchez Gonzalez (Spa)
Ioannis Tamouridis (Gre)
Pablo Urtasun Perez (Spa)
Gorka Verdugo Marcotegui (Spa)
Robert Vrecer (Slo)

 

FDJ
Nacer Bouhanni (Fra)
Sandy Casar (Fra)
Murilo Antonio Fischer (Bra)
Arnold Jeannesson (Fra)
Johan Le Bon (Fra)
Francis Mourey (Fra)
Laurent Pichon (Fra)
Anthony Roux (Fra)
Jussi Veikkanen (Fin)

 

Garmin-Sharp
Thomas Danielson (USA)
Thomas Dekker (Ned)
Nathan Haas (Aus)
Ryder Hesjedal (Can)
Alex Howes (USA)
Robert Hunter (RSA)
David Millar (GBr)
Peter Stetina (USA)
Christian Vande Velde (USA)

 

Katusha
Maxim Belkov (Rus)
Pavel Brutt (Rus)
Giampaolo Caruso (Ita)
Vladimir Gusev (Rus)
Petr Ignatenko (Rus)
Dmitry Kozontchuk (Rus)
Luca Paolini (Ita)
Yury Trofimov (Rus)
Angel Vicioso Arcos (Spa)

 

Lampre-Merida
Mattia Cattaneo (Ita)
Kristijan Durasek (Cro)
Roberto Ferrari (Ita)
Przemyslaw Niemiec (Pol)
Daniele Pietropolli (Ita)
Filippo Pozzato (Ita)
Michele Scarponi (Ita)
Jose Rodolfo Serpa Perez (Col)
Simone Stortoni (Ita)

 

Lotto Belisol
Lars Ytting Bak (Den)
Dirk Bellemakers (Ned)
Brian Bulgac (Ned)
Francis De Greef (Bel)
Kenny Dehaes (Bel)
Gert Dockx (Bel)
Adam Hansen (Aus)
Vicente Reynes Mimo (Spa)
Frederik Willems (Bel)

 

Movistar Team
Eros Capecchi (Ita)
Juan Jose Cobo Acebo (Spa)
Alex Dowsett (GBr)
José Herrada Lopez (Spa)
Benat Intxausti Elorriaga (Spa)
Vladimir Karpets (Rus)
Pablo Lastras Garcia (Spa)
Francisco José Ventoso Alberdi (Spa)
Giovanni Visconti (Ita)

 

Omega Pharma-Quick Step                      
Gianluca Brambilla (Ita)
Mark Cavendish (GBr)
Michal Golas (Pol)
Iljo Keisse (Bel)
Serge Pauwels (Bel)
Jérôme Pineau (Fra)
Gert Steegmans (Bel)
Matteo Trentin (Ita)
Julien Vermote (Bel)

 

Orica-GreenEdge
Luke Durbridge (Aus)
Matthew Harley Goss (Aus)
Leigh Howard (Aus)
Jens Keukeleire (Bel)
Brett Lancaster (Aus)
Christian Meier (Can)
Jens Mouris (Ned)
Svein Tuft (Can)
Pieter Weening (Ned)

 

RadioShack Leopard
George Bennett (NZl)
Danilo Hondo (Ger)
Robert Kiserlovski (Cro)
Tiago Machado (Por)
Giacomo Nizzolo (Ita)
Nelson Filipe Santos Simoes Oliveira (Por)
Yaroslav Popovych (Ukr)
Hayden Roulston (NZl)
Jesse Sergent (NZl)

 

Sky Procycling
Dario Cataldo (Ita)
Sergio Luis Henao Montoya (Col)
Christian Knees (Ger)
Danny Pate (USA)
Salvatore Puccio (Ita)
Kanstantsin Siutsou (Blr)
Rigoberto Uran Uran (Col)
Bradley Wiggins (GBr)
Xabier Zandio Echaide (Spa)

 

Team Argos-Shimano
Bert De Backer (Bel)
Thomas Damuseau (Fra)
John Degenkolb (Ger)
Patrick Gretsch (Ger)
Ji Cheng (Chn)
Koen De Kort (Ned)
Tobias Ludvigsson (Swe)
Luka Mezgec (Slo)
Albert Timmer (Ned)

 

Team Saxo-Tinkoff
Daniele Bennati (Ita)
Manuele Boaro (Ita)
Matti Breschel (Den)
Mads Christensen (Den)
Karsten Kroon (Ned)
Rafal Majka (Pol)
Bruno Pires (Por)
Evgeny Petrov (Rus)
Rory Sutherland (Aus)

 

Vacansoleil-DCM Pro Cycling Team
Grega Bole (Slo)
Martijn Keizer (Ned)
Maurits Lammertink (Ned)
Pim Ligthart (Ned)
Marco Marcato (Ita)
Rob Ruijgh (Ned)
José Rujano Guillen (Ven)
Rafael Valls Ferri (Spa)
Frederik Veuchelen (Bel)

 

Vini Fantini-Selle Italia
Rafael Andriato (Bra)
Francesco Chicchi (Ita)
Danilo Di Luca (Ita)
Stefano Garzelli (Ita)
Oscar Gatto (Ita)
Alessandro Proni (Ita)
Matteo Rabottini (Ita)
Mauro Santambrogio (Ita)
Fabio Taborre (Ita)

abr 30 2013

Giro d’Itália 2013

Começa no próximo sábado, dia 4, em Nápoles, o 96 Giro d’Itália. A competição vai até o dia 26, quando uma prova no centro de Bréscia vai consagrar o campeão de 2013. Os principais protagonistas deste Giro, que terá 3.405 quilômetros divididos em 21 etapas – com dois dias de descanso – são o canadense Ryder Hesjedal, da Garmin Sharp (que ganhou no ano passado), o espanhol Samuel Sanchez, da Euskatel, o italiano Vincenzo Nibali, da Astana e o australiano Cadel Evans, da BMC. Mas o nome da competição será, sem dúvida, o magrelo da Sky, vencedor do Tour de France do ano passado, o inglês Bradley Wiggins, que já afirmou que vai vencer a prova e depois, se der, o Tour de France, em julho. Dois brasileiros – o sprintista Murilo Fischer, da equipe francesa FDJ e Rafael Andriato, da italiana Vini Fantini, também vão participar da volta à Itália.

O percurso deste ano é, segundo os especialistas, mais equilibrado do que o do ano passado, que privilegiou os escaladores. Bem, pode ser verdade, mas o trajeto não será nada fácil. Com montanhas históricas, como o Col do Galibier, na 15ª etapa, ou os terríveis Passo Gávia, Passo Del Stévio, na 19ªetapa, ou o Passo San Pelegrino e a Cortina D’Ampezzo, na 20ª; dias que, sem dúvida, definirão o maglia rosa de 2013.

No primeiro dia serão 156 quilômetros que começam e terminam em Nápoles, praticamente plano, um dia para Mark Cavendish, o homem da Ilha de Mann, da Omega Pharma, dar seu show.

No total, sete etapas serão próprias para sprinters, 6 de médias montanhas (uma delas terminando em subida) e 5 dificílimas etapas de altas montanhas, todas com final em subida. O Giro 2013 terá três cronos: um por equipe de 17,4 km equipe na ilha de Ischia na segunda etapa, um contrarrelógio individual de 55,5 km entre Mare Gabicce e Saltara na oitava etapa e um contrarrelógio de montanha de 19,4 km na 18ª etapa .

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Confira cada etapa:

 

Etapa Data Localidades distância
Stage 1 May 4 Nápoles 130 km
Stage 2 May 5 Ischia – Forio (TTT) 17.4 km  contrarrelógio por equipe
Stage 3 May 6 Sorrento – Marina di Ascea 222 km
Stage 4 May 7 Policastro – Serra San Bruno 246 km
Stage 5 May 8 Cosenza – Matera 203 km
Stage 6 May 9 Mola di Bari – Margherita di Savoia 169 km
Stage 7 May 10 San Salvo – Pescara 177 km
Stage 8 May 11 Gabicce Mare – Saltara (ITT) 54.8 km  contrarrelógio individual
Stage 9 May 12 Sansepolcro – Firenze 170 km
Descanso May 13
Stage 10 May 14 Cordenons – Montasio 167 km
Stage 11 May 15 Tarvisio – Vajont (Erto e Casso) 182 km
Stage 12 May 16 Longarone – Treviso 134 km
Stage 13 May 17 Busseto – Cherasco 254 km
Stage 14 May 18 Cervere – Bardonecchia 168 km
Stage 15 May 19 Cesana Torinese – Col du Galibier 149 km
Descanso May 20
Stage 16 May 21 Valloire – Ivrea 238 km
Stage 17 May 22 Caravaggio – Vicenza 214 km
Stage 18 May 23 Mori – Polsa (ITT) 20.6 km contrarrelógio individual
Stage 19 May 24 Ponte di Legno – Val Martello 139 km
Stage 20 May 25 Silandro – Tre Cime di Lavaredo 203 km
Stage 21 May 26 Riese Pio X – Brescia 197 km

 Veja o vídeo oficial do Giro 2013:

 

Veja o vídeo de cada etapa:


abr 7 2013

Escola de bicicleta – e de ciclistas

Vou contar sobre uma escola que ensina a andar de bicicleta. Bem, não é bem andar de bike, mas sim a pular, saltar e despencar de ribanceiras de bike. Mas também ensina a ser um cidadão em cima da bicicleta. É a Escola de Ciclismo, que funciona no Bike Park Cancioneiro, no Clube da Comunidade Arena Radical, na praça Augusto Rademaker Grunewald, 37, alí no final da avenida Bandeirantes, em São Paulo.
De acordo com seu presidente, Maximiliano Rudolph Meirelles, o Max, a escola, que se fundamenta na modalidade BMX, possibilita a inserção de pessoas de diferentes características e até mesmo necessidades especiais – ao ciclismo. Max diz ainda que a escola mantém parcerias estratégicas com entidades que possibilitam a ampliação do interesse do aluno em outras modalidades do ciclismo. A escola atende crianças a partir de 4 anos, jovens e adultos.
O espaço é bastante interessante e imita perfeitamente uma pista de BMX. Os cursos são ministrados pelo Nilton José da Silva, uma fera com quase 30 anos de experiência na modalidade e detentor de 12 títulos nacionais, 11 estaduais e diversos internacionais. Ao todo são 70 alunos – 30 deles que participam de forma gratuita, pois são oriundos de escolas públicas. No entanto, a permanência do jovem ciclista é vinculada rigidamente ao seu desempenho escolar, num sistema rígido que dá responsabilidade e comprometimento ao aluno. Os demais alunos pagam cerca de R$ 170 mensais por aulas semanais (terças, quintas e sábados), com direito ao empréstimo do equipamento básico – capacete e bicicleta – para os treinamentos, numa pista muito bem desenhada e que favorece o exercício da habilidade e equilíbrio na bike. Por ser uma entidade sem fins lucrativos, a Escola de Ciclismo utiliza o investimento desses alunos em sua manutenção.
De acordo com Max, o jovem deve experimentar toda modalidade de ciclismo.”O ciclismo no Brasil tem história, mas não tem cultura”, afirma. Para ele, o BMX tem conseguido sucesso junto aos jovens por suas características radicais. Para o futuro, A Escola de Cilcismo quer investir na promoção do esporte, na saúde, no desenvolvimento técnico, na prática saudável e segura do ciclismo, com instalações e estrutura para atender pelo menos 200 alunos.”O sonho é fazer uma escola totalmente gratuita”, disse Max.
SHIMANO
Um dos incentivadores da Escola de Ciclismo é a Shimano. Pelo segundo ano, a empresa dá apoio financeiro e nos eventos e campeonatos, ajuda na manutenção da equipe, realiza cursos para mecânicos de bicicletas e participa do Conselho da entidade com Roberto Boldrin, o Alemão, onde são discutidos assuntos que vão desde a manutenção até a administração do Bike Park.
Contato: o telefone do Bike Park é 3045-1824.

abr 7 2013

Shimano apresenta novas tecnologias para mecânicos

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Como parte do treinamento de mecânicos e lojistas, a Shimano Latin America apresenta os novos equipamentos 2013 e detalha o funcionamento das novas tecnologias em seus produtos, inclusive o câmbio eletrônico Di2 para o sistema Alfine (abaixo), que traz 11 marchas embutidas no cubo traseiro. A bike que, entre outras peças, será apresentada nesses seminários é a mesma que utilizo para fazer a série Audax Brasil (200k – já completados – 300 k, 400 k e 600 k até o fim do ano) com o apoio da Shimano.

IMG00005-20130308-0953O treinamento com toda a linha de equipamentos vai capacitar o pessoal das lojas para dar o melhor ajuste nas peças para garantir um funcionamento perfeito e eficaz seja em MTB, speed ou em bikes de lazer. Ao todo são 23 lojas especializadas em todo o Brasil com profissionais altamente qualificados para dar o melhor suporte ao cilcista.


mar 25 2013

Dever. E direito

Vi, nessa Semana Santa que começa nesta segunda-feira, algo que não gostaria de ter visto. Uma ciclista famosa, que está sempre na mídia em excelentes ações pró-bicicleta e dos ciclistas, parou sua bike por volta das 11h30 em cima da faixa de pedestres, ali na travessa da rua Antonio Joaquim de Moura Andrade com a República do Líbano, em frente a um portão do parque Ibirapuera, não sem antes fazer um círculo na mesma faixa, na frente dos carros, à espera do farol abrir.

Outro dia, na avenida Paulista, vi um ciclista, desses que fazem serviço de bikeboy, com uma bike tipo road ziguezaguear por entre as faixas, no meio dos automóveis.

Sou ciclista, com milhares de quilômetros percorridos por ano e me pauto pela seguinte premissa: primeiro o dever, depois o direito.

Sou perfeito? Não. O que quero dizer com isso, então? Se quero respeito, tenho de respeitar. Não é porque sou ciclista que só tenho direitos. Não é só porque sou ciclista que posso fazer o que bem entender e os automóveis ou os pedestres que desviem. As ruas são de todos, e devem ser compartilhadas com cidadania e respeito. Por todos. Ciclistas, motoristas e pedestres, não necessariamente nessa ordem e necessariamente em ordem nenhuma.

Por isso, é fundamental que os novos ciclistas que chegam às ruas diariamente tenham consciência de que as regras de trânsito existem e devem ser compreendidas e aplicadas de forma absoluta. É uma questão de sobrevivência. São Paulo, principalmente, tem recebido recentemente uma quantidade enorme desse novo tipo de personagem urbano – ainda bem! – e os equipamentos públicos – e até mesmo os motoristas e pedestres – não estão preparados para atendê-los como se deve. Em geral, esses ciclistas percebem o quanto é boa a sensação de liberdade e querem usufrui-la intensamente, mas se esquecem que vivem numa cidade estruturada (?) para o trânsito de automóveis.

Sabemos que aqui não é a Europa e que nesse país nada funciona da maneira que deveria, mesmo com toda a boa vontade de grupos que insistem em educar e fortalecer a causa ciclística – inclusive a ciclista que parou na faixa de pedestres, que executa um bom trabalho de conscientização a respeito. Querer que o poder público resolva, de uma hora para outra, essa nova situação é uma utopia. Não vai acontecer. A luta para o aprimoramento das condições e relações deve ser constante, mas seria ingênuo acreditar que basta um sinal para que tudo aconteça imediatamente. Os governos têm de sentir a pressão por uma nova ordem no trânsito, que começa com o respeito e passa pelas condições técnicas de um bom convívio. Enquanto isso não ocorrer, acidentes continuam a nos chocar, com vítimas e culpados, culpados e vítimas. Uma perda lamentável para todos. Chega de bicicletas brancas espalhadas pelas cidades.

Ciclovias e ciclofaixas já são um bom começo e acredito que devam ser criados ainda muitos quilômetros mais. Facilitação de estacionamento, liberação de tranporte de bikes nos trens e no metrô são imperativos. Inserir a bike na paisagem urbana é uma necessidade e uma obrigação ambiental, para dizer o mínimo. As vantagens são muitas e a cidade fica um pouco mais humana, com todo esse pessoal a circular com alegria por seus próprios meios sem poluição (nem do ar, nem sonora). Civilização, isso é o que é.

Por isso, ciclistas e motoristas não devem competir por espaço. Nessa briga, o ciclista já perdeu, pelas próprias características de seu veículo. No entanto, isso não pode significar estar em desvantagem. A convivência é perfeitamente possível, e para isso, basta o respeito às regras de trânsito. Os ciclistas também têm suas normas de segurança, que precisam ser observadas com o mesmo rigor que os motoristas precisam term em relação aos automóveis. Capacete, lanterna e farol são obrigações. Andar na ciclofaixa ou ciclovia, idem. Manter um trajeto retilíneo, sem costurar entre os carros, é uma ordem. Observar o sentido do fluxo do trânsito é uma segurança, assim como respeitar a sinalização. Manter a bike com os freios regulados e em condições perfeitas de funcionamento é o mínimo para poder sair de casa. Primeiro, o dever. Da mesma forma, para o motorista. E, claro, para o pedestre também.

O mundo pode ser melhor. E cada um pode dar sua própria contribuição.

 

 

 

 

 

 


mar 17 2013

Shimano Audax Xperience – 200k

3 A.M. Três da manhã de sábado, 16 de março. Desligo o celular-despertador. Está na hora. Tudo estava pronto de véspera. A picape estacionada na frente do prédio, com a bike escondida na caçamba. A mala pronta e todo o necessário acondicionado em sacos plásticos: a previsão é de alguma chuva. Leite com müsli e área.

Em pouco mais de 40 minutos estava na Castelo Branco. A viagem ia ser tranquila. Gosto das madrugadas. Me parecem limpas, o ar é fresco, o silêncio é bom, o vazio de gente mostra os detalhes que não vemos das ruas e o alvorecer sempre é fantástico. A chuva, porém, veio mais cedo do que eu imaginava. E veio forte, muito forte. Pensei: melhor agora do que na prova.

Pouco antes de Boituva, a chuva parou. Cheguei ainda escuro, com tranquilidade e estacionei numa das vagas em frente à prefeitura. Sorte, pois este era um problema a menos para resolver. Fiz o checkout com a organização e me preparei para os 200 k. Bolso da esquerda, os géis. No centro, ferramentas e câmeras. DCIM100GOPRONa direita, máquina fotográfica e planilha. Tudo ensacado. No Camelback, 1 litro d’água e no bolso, carteira, chave e documento do carro. Coloquei o colete cortavento reflexivo e estava pronto. A praça da prefeitura já começava a encher de ciclistas.

DCIM100GOPRO

Encontrei o grande amigo Claudio Clarindo, a fera que já fez quatro vezes a RAAM (Race Across America), que atravessa os EUA da costa Oeste à costa Leste em quase 5 mil quilômetros em 10 dias. Este ano ele não vai, disse, pois faltou patrocínio. Acho um pouco engraçado isso. Um camarada que está entre os 10 melhores ciclistas de ultradistância do mundo não ter patrocínio. Sei que o que ele precisa tem muito mais a ver com a organização e preparação do que remuneração. Clarindo conta com apoio da Shimano, da Garmin e da Specialized, que fornecem os equipamentos. Mas claro, isso só não basta.

Conversei também com o Rogério Polo e o Richard Dünner, do Audax Randonneurs, duas pessoas excelentes. Contei do projeto Shimano Audax Xperience e mostrei a novidade, o câmbio Alfine 11 (a pronúncia correta é essa mesmo Al-fi-ne) com Di2. A bike, clássica, toda preta, quadro de cromoly (uma Kona Unit 29er singlespeed) chamou a atenção. Vários ciclistas quiseram saber o que era aquele câmbio e – mais – eletrônico. Fiquei feliz em mostrar a novidade.

Pouco menos de 10 minutos para a largada, desespero. Lembrei que não tinha trazido uma chave 15, fundamental para trocar o pneu traseiro, caso furasse. Eu tinha a certeza de que isso não ia acontecer, mas achei por bem ver com quem certamente teria uma chave dessas para emprestar: Richard Dünner, o único que me ocorreu. E, claro, ele tinha e, com toda a gentileza desse suíço, levei uma chave no bolso.

Alívio e um pouco de irritação. Como pude esquecer a tal chave? Preleção lá na frente, comentários aqui atrás – gosto de sair atrás, longe da muvuca que se forma por conta dos mais afoitos. E lá fomos nós. Sem chuva, chão quase seco, temperatura de 20 graus, bastante nublado. Imaginei: sete horas da manhã, com essa temperatura, vou me dar mal com esse cortavento logo mais, quando o tempo esquentar e o sol aparecer. Lembrei da altimetria e não me assustei. Já havia passado por aquilo.577559_287454034719360_1669207035_n

Tudo corria muito bem. Saímos da cidade, entramos na rodovia Castelo Branco e 15 quilômetros depois, entrada na rodovia Antônio Romano Schincariol. Velocidade média 25 km/h. A temperatura estável. Vento a favor? Parecia, mas não era algo que fizesse alguma diferença. Pernas leves e a bike rendia – e muito, apesar de seus 15 kg. Os cálculos fervilhavam a cabeça. Se conseguir manter essa média até a chegada, serão oito horas de pedal. Mais algum tempo nos três postos de controle, nove horas, no máximo. 7 da manhã mais 9 horas de correria e às 16 horas, 16 e pouco estaria de volta. Mais uma duas horas para chegar em casa, banho pizza e vinho. Tudo programado, tudo em paz e o pedal forte em cada momento. Porém, fazer contas é fácil. O difícil é transformá-las em realidade.

Até que, com 25 km de prova e 50 minutos de tempo corrido, pufffffffff f f f f f   f. Tudo o que eu não queria tinha acontecido. O que não estava nos planos. Aquilo que era proibido de se falar para não atrair o azar. O pecado, o impronunciável, a miséria. O fim. O pneu traseiro estava furado. Impropérios, lamentações e, finalmente, a compreensão de que teria de me virar, afinal, esse é o espírito Audax. A sorte é que a desgraça aconteceu a poucos metros de um ponto de ônibus. Como o chão estava molhado – ainda não chovia – sentei tranquilamente no banco do ponto e antes de virar a chave 15 na porca, vi a posição das travas, desconectei o câmbio eletrônico e analisei o que deveria fazer. No fim, pensei, parecia fácil. Nada que eu já não tivesse feito quando era moleque, na antiga Monareta vermelha que ganhei do meu pai.

Tirei o pneu e furei o dedo com a farpa – tinha 4 que ficava para fora. Por que não trouxe aquele alicatinho que pesa poucas gramas? Tirar as farpas foi difícil, mas afinal, estava feito. Uma boa verificada para ver se não havia qualquer outro problema e montei o pneu. Enchi a câmera com umas 500 bombadas – a bombinha dá pressão, mas é minúscula e demora para encher. e imaginei que estava bom para me virar até o próximo posto.

Bem, até então, tudo estava mais ou menos tranquilo. Muitos ciclistas passaram por mim e ofereceram ajuda. Eu só pensava: estou atrasado, estou atrasado, tenho de correr. Só faltava encaixar a roda no quadro, coisa simples. Não é. Foi m-u-i-t-o difícil fazer isso. Não sei se é realmente complicado ou se é muita inabilidade minha, mas cheguei a ponto de quase chutar a bike para ver se encaixava. No fim, com aquela calma contida que consigo ter muito bem, desfiz e refiz o procedimento novamente até conseguir. Nesse momento, certamente era o último audacioso do dia e, em minha cabeça, só pensava em tirar o atraso. Tanto é verdade que no momento que encaixava o pé no pedal Click’R da Shimano (aliás, excepcional: pensei que seria difícil para quem, como eu, está acostumado com sapatilhas de speed, mas foi uma excelente surpresa), quem aparece? Rogério Polo, na varredura. Parou, perguntou se estava tudo ok. Estava, não é…. “Rogério, você tem uma bomba de pé?” perguntei, para adiantar meu expediente e evitar parar em posto. “Não, mas tenho CO2″. Era o que eu precisava. Ele apertou a bombinha, calibramos a pressão e pronto. Agora era a hora. Nos despedimos. Eram mais 34 km até o posto Siquelero, na rodovia Raposo Tavares. Eu ia tirar aquele atraso de 45 minutos custasse o que custasse. Mesmo com aquela altimetria (clique para conferir os detalhes da prova)

2013/03/16 11:03.

Pedalei o melhor que pude e alcancei bastante ciclistas. Nem vi a paisagem e amaldiçoei quando passei pela placa que anuncia o Trópico de Capricórnio -poderia ter passado aqui bem antes, resmunguei alto.  Atentei para a pista e soquei a bota. Cheguei ao primeiro posto de controle às 10h19.

Fiquei uns cinco minutos no máximo no posto, o tempo suficiente para carimbar o passaporte, tomar Gatorade e comer dois pedaços de um delicioso pão recheado de presunto e queijo que já é tradicional nesses Audax, trazido pela organização. Até então, o balanço era – fora o tempo perdido: estou bem, dá para manter o ritmo – que já havia baixado para 23 km/h em virtude do sobe-e-desce, temperatura ainda nos 20 graus e apenas uma garoa passageira. Bem, raciocinei, vamos chegar ao quilômetro 100 o mais rápido que puder.

Com 70 km rodados, entrei na rodovia Francisco da Silva Pontes, que me levaria ao segundo posto de controle, o posto Ruff’s. Às 10h30, começa a chover. Uns pingos que logo se tranformaram numa chuvarada. E aí começou outra etapa da prova. Sem qualquer receio, forcei a barra. Desci alguns trechos a quase 60km/k para ganhar tempo. Não via nada, pois o aro 29 borrifa água diretamente na sua cara. O único pensamento negativo era em relação ao pneu traseiro. Se furar de novo, nessa chuva, estou frito, calculava. A preocupação mais insistente que vinha à mente era essa. O fantasma que me assombrava a cada minuto, pois com a chuva, a água leva a sujeira para o acostamento, que é onde pedalamos, e aí enche de pedra, sujeira e as terríveis farpas de arame dos pneus de caminhão, que perfuram até o unpuncuturable, assim marcado orgulhosamente na banda lateral do pneu Rubenna de minha bike. Uma mentira deslavada, como pude demonstrar acima.

SAM_0757Nada disso aconteceu e cheguei ao posto 2 completamente encharcado e com os mesmos 23km/h de média, apesar da montanha-russa que é esse percurso. Pensei na minha providência que é até motivo de gozação em casa: colocar saquinhos plásticos para proteger objetos que já estavam acondicionados em sacos plásticos. Não me arrependo. A natureza é absolutamente cruel e destruidora. Quanto mais precavido, melhor. Bem, resolvi dar um descanso um pouco maior – afinal – já tinha 100 k nas pernas – e torcer para, quem sabe, a chuva parar. Novamente comi o pão recheado, um pedaço generoso de paçoca, um gel – o primeiro dos únicos dois do dia e um saquinho – boa ideia, Rogério – de frutas secas salgadas. Acompanhado de uma meia dúzia de copos de Gatorade. Daí, Como nada aconteceu, a não ser a temperatura que baixou para 19 graus e comecei a ficar com muito frio, decidi tocar a volta a Boituva rapidamente. Quem sabe se pedalasse bem forte esquentaria, imaginei. Calculei minhas forças que estavam até então intactas e considerei que chegaria bem ao posto 3, uma versão de volta do mesmo Siquelero da ida, só que do outro lado da Raposo Tavares. Esqueci do descanso merecido e parti para a volta a Boituva debaixo de uma chuva extremamente forte.

O retorno até o posto foi bem, exceto pela água que vinha do céu que realmente castigou. Essa situação criou um problema muito grande, pois era impossível fotografar a experiência. Realmente impossível. Tudo estava absolutamente ensopado, sem a menor chance de fazer nada além de pedalar. E foi o que fiz. Desculpe John, mas não deu para registrar melhor a etapa em face às circunstâncias, que foram absurdamente atípicas. Cheguei com 23 km/h de média e até me senti orgulhoso. Carimbei o passaporte, tomei o outro gel, dois copos de gatorade e cai fora. Não deu cinco minutos. Queria chegar por volta das 17h30 em Boituva.

Até lá, porém, seriam mais 58 quilômetros, incluídos aí os 10 km de subida no final. Por volta da 16h45 a chuva passou e até mesmo uma nesguinha (saudades de Rio Preto) de sol apareceu, tímido e branco, fraco e sem calor. Mas deu o alento que precisávamos – certamente os outros ciclistas também se cansaram de mais de cinco horas ininterruptas de água sobre a cabeça. Nessa altura, já tinha ultrapassado alguns participantes talvez mais cansados e muitos com furos – e a cada um desses que via, o coração batia diferente – e fui bem até estar com 190 km rodados, no pé dos fatídicos 10 km finais. Até então, não tinha tido nada de excepcional, nenhuma cãibra (nenhum sinal de que teria, como não tive) e nenhum cansaço que pudesse ter me esgotado. Porém…não consegui manter o ritmo nesse trecho. Terminei por volta das 17h40 – estava de bom tamanho para mim – e com uma média de 21.9 km/h. A primeira etapa estava cumprida. Medalha no peito e certificado de conclusão.530541_287454018052695_1358318370_n

Esses valeram cada centímetro quadrado. Só faltava a pizza e o vinho, que praticamente estavam na mesa graças à gentileza e a dedicação de minha mulher, a Ita, quando cheguei em casa, por volta das 20h40. Um dia perfeito, com final ainda melhor.SAM_0760

SHIMANO

Ah, esqueci de falar sobre o Di2 Alfine 11. Bem, o equipamento é top. E mais – caro John, avisa lá o presidente da Shimano Latin America Fábio Takayanagi que o produto pode ser usado até embaixo d’água. sem nenhum problema. Foram mais de cinco horas de equipamento molhado sem qualquer interferência. O funcionamento foi perfeito do início ao fim, a troca de marchas absolutamente homogênea mesmo nos momentos mais delicados de subida íngreme e chuva torrencial, e uma boa surpresa: o consumo de energia é quase zero. O equipamento ficou ativo por 10h50 (9h12 de pedalada e centenas de troca de marchas, mais uns 45 minutos de pneu furado e o restante nos postos de apoio) e o medidor de bateria sequer se mexeu. Todos com a mesma precisão e confiabilidade. Aliás, com essa facilidade, dá para negociar qualquer subida mesmo com a relação 32×20, pois as 11 marchas dão conta do recado e garantem o melhor do cicloturismo para os ciclistas que não querem se preocupar com manutenção.SAM_0762

Além disso, o grupo todo, com freios a disco hidráulico funcionou bem demais sob chuva intensa. A segurança das freadas foi colocada à prova sem qualquer risco. Da mesma maneira o sistema pedivela-corrente-coroa, que rodaram tranquilos, sem qualquer barulho e com muita suavidade.

O sistema Click’R de sapatilha e pedal foi ótimo. Com aquela chuvarada, descer da bike nos postos de controle e andar foi uma tarefa fácil. A sapatilha é exatamente igual a um tênis de trekking e pode ser usada até no trabalho. No entanto, essa versatilidade não significa que ela não possa ser usada de maneira mais pesada, como foi essa prova do Audax. A clipagem foi perfeita, sem qualquer enganchamento, com facilidade e segurança. Já lavei a sapatilha e ela, assim como a bike,  estão como novas à espera de uma nova aventura Shimano.

Também foi importante a utilização do óculos Shimano S70X-PH/ S70X, com lentes fotocromáticas e a 3D Digital Fit Technology, que possibilita ajustar o óculos à cabeça perfeitamente, inclusive com angulação das hastes, fundamentais para se proteger perfeitamente da chuva e dos respingos do pneu.

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mar 12 2013

Câmbio Alfine 11 Di2

shimanoalfine11O grupo Alfine 11 Di2 é o top de linha IGH (Internal Gear Hub) da Shimano. Ele é composto pelo cubo traseiro, freios a disco hidráulicos, pedivela com protetor e  o sistema eletrônico Di2, com acionamento por botão e um display de led que indica a marcha e o nível da bateria de íon de lítio.

O grupo é clean e dá a impressão de que seu uso é exclusivo para o ciclismo urbano ou cicloturismo, principalmente pelo design mais robusto do cubo e do pedivela, cuja sensação de peso é real (o cubo traseiro – que traz o câmbio Alfine, pesa cerca de 1,6 kg).

No entanto, a resposta rápida do Alfine a todas as mudanças, a gama de velocidades – 11 – e a relação utilizada (36 na frente e 20 atrás) me fez logo mudar de ideia. A relação de marchas do Alfine permite um deslocamento bastante interessante para quem gosta de rodar sem se preocupar com a paisagem, ou seja, com rapidez. Da mesma forma, subidas com média inclinação não são um problema com esta relação, que convida a fazer longos passeios com a certeza de que a confiabilidade e a segurança do sistema estão garantidas. É por isso que vou fazer a série de provas do Audax Randonneurs no Brasil (200 k, 300 k, 400 k e 600 k) com o apoio da Shimano (graças à gentileza do gerente de Comunicação, João Magalhães e do gerente de Marketing Alexandre Okasaki) com ela: os testes realizados até agora só me incentivam a rodar mais e mais e a descobrir a cada pedalada as vantagens do Alfine Di2 – do qual virei fã.

O funcionamento do Alfine é feito por um sistema planetário de engrenagens internas, onde o acionamento por cabo de uma alavanca aciona o mecanismo interno que faz com que umas engrenagens bloqueiem ou liberem outras conforme a solicitação. Para explicar melhor isso é preciso ver:

A facilidade de troca de marchas aumenta em muito as possibilidades da relação, quem, em princípio – pelo menos para quem está acostumado a ver aquele volantão de 53 dentes das speeds – parece fraca. A ideia é logo abandonada nas primeiras pedaladas. A relação é suficiente para uma boa variedade de percursos com um excelente rendimento. O ciclista pode alternar rapidamente marchas leves com outras mais pesadas em questão de metros, economizando energia e mantendo a cadência inalterada nas estradas mais irregulares. As subidas, mesmo com inclinações de 5% ou 6% são tranquilas. Ainda assim, é possível incrementar o posicionamento da corrente gerando maior ou menor tensão, ao regulá-la manualmente nos parafusos fixados num cursor no quadro logo acima do posicionamento do eixo da roda (dica do mestre Ronaldo, da Shimano). O funcionamento do sistema é facilitado enormemente pelo uso do Di2, que a um simples toque responde sem qualquer tipo de interferência ou problemas.IMG00001-20130308-0947

Rodei cerca de 200 k com a bike (uma Kona Unit single speed) e até o momento só tive grande satisfação com o grupo. A adaptação ao sistema é fácil – embora se perceba um diferencial considerável de peso na traseira, o que implica em alterar um pouco o modo de pedalar (o centro de gravidade muda e o posicionamento do ciclista nas posições mais agressivas deve se adaptar a isso). A facilidade de limpeza é outro fator bastante positivo. Por ser um cubo blindado, cuja lubrificação é feita com muito espaçamento de quilometragem, a manutenção é próxima a zero e a bike está sempre pronta para uma nova diversão. Além da novidade – o Di2 ainda não está totalmente distribuído aos revendedores Shimano – o Alfine surpreende em cada percurso, seja na terra ou no asfalto. Fico a imaginar a utlização desse sistema numa competição de MTB. Ou até mesmo com uma relação mais pesada na frente (42 ou 48 dentes, por exemplo), onde a velocidade seria bem aumentada.IMG00005-20130308-0953

Como tudo, porém, não é perfeito, existe um grande problema a ser resolvido: a troca do pneu traseiro. O ciclista deve levar uma chave 15 para tirar a roda e observar a correta colocação da trava na hora de montá-la novamente. Isso acarreta muito mais trabalho e tempo para o reparo e troca do pneu. Para isso servem também as crenças pessoais: deve-se orar e pedir a Nossa Senhora do Ghisallo, a santa protetora dos ciclistas, que nos dê uma proteção contra furos também.

Importante: apesar de melhor, o Alfine 11 – sem o Di2 – custa aproximadamente 1/3 de um câmbio Rohloff .

 


mar 7 2013

Paris-Nice 4ª Etapa

Paris-Nice - Stage FourMichael Albasini (Orica GreenEdge) sprintou forte e venceu a 4ª etapa da corrida em direção ao sol, a Paris-Nice, na frente de Maxim Iglinskiy (Astana Pro Team) e Peter Velits (Omega Pharma-Quick Step). O norte-americano Andrew Talansky (Garmin-Sharp) terminou em sextona etapa, mas mantém a camisa amarela de líder da competição.

Nesta sexta-feira, os ciclistas percorrerão 176 entre Châteauneuf-du-Pape e Montagne de Lure.

Classificação da 4ª etapa

1 Michael Albasini (Swi) Orica GreenEdge 4:55:41
2 Maxim Iglinskiy (Kaz) Astana Pro Team
3 Peter Velits (Svk) Omega Pharma-Quick-Step Cycling Team
4 Enrico Gasparotto (Ita) Astana Pro Team
5 Diego Ulissi (Ita) Lampre-Merida
6 Andrew Talansky (USA) Garmin Sharp
7 Romain Bardet (Fra) AG2R La Mondiale
8 Jens Keukeleire (Bel) Orica GreenEdge
9 Andreas Klöden (Ger) RadioShack Leopard
10 Xavier Florencio Cabre (Spa) Team Katusha

Classificação Geral

1 Andrew Talansky (USA) Garmin Sharp 19:35:17
2 Andriy Grivko (Ukr) Astana Pro Team 0:00:03
3 Peter Velits (Svk) Omega Pharma-Quick-Step Cycling Team 0:00:04
4 Sylvain Chavanel (Fra) Omega Pharma-Quick-Step Cycling Team
5 Gorka Izaguirre Insausti (Spa) Euskaltel-Euskadi 0:00:05
6 Lieuwe Westra (Ned) Vacansoleil-DCM Pro Cycling Team 0:00:06
7 Richie Porte (Aus) Sky Procycling 0:00:07
8 Maxim Iglinskiy (Kaz) Astana Pro Team 0:00:13
9 Jean-Christophe Peraud (Fra) AG2R La Mondiale
10 Bart De Clercq (Bel) Lotto Belisol 0:00:15

mar 6 2013

Paris-Nice 3ª etapa

O norte-americano Andrew Talansky (Garmin-Sharp) ganhou a terceira etapa da Paris-Nice, disputada com tempo frio e chuvoso, em contraste com “a corrida para o Sol” – o outro nome da competição – e, de quebra, ficou com a camisa amarela de líder. David Malacarne (Europcar) e Gorka Izagirre (Euskatel) dividiram o pódio.

Classificação da 3ª etapa

 

Result

1

Andrew Talansky (USA) Garmin Sharp

4:06:15

 

2

Davide Malacarne (Ita) Team Europcar

 

 

3

Gorka Izaguirre Insausti (Spa) Euskaltel-Euskadi

 

 

4

David Lopez Garcia (Spa) Sky Procycling

 

 

5

Richie Porte (Aus) Sky Procycling

 

 

6

Romain Bardet (Fra) AG2R La Mondiale

 

 

7

Andriy Grivko (Ukr) Astana Pro Team

 

 

8

Jonathan Hivert (Fra) Sojasun

0:00:07

 

9

Enrico Gasparotto (Ita) Astana Pro Team

 

 

10

Maxime Bouet (Fra) AG2R La Mondiale

CLASSIFICAÇÃO GERAL

 

Result

1

Andrew Talansky (USA) Garmin Sharp

14:39:36

 

2

Andriy Grivko (Ukr) Astana Pro Team

0:00:03

 

3

Davide Malacarne (Ita) Team Europcar

 

 

4

Sylvain Chavanel (Fra) Omega Pharma-Quick-Step Cycling Team

0:00:04

 

5

Gorka Izaguirre Insausti (Spa) Euskaltel-Euskadi

0:00:05

 

6

Lieuwe Westra (Ned) Vacansoleil-DCM Pro Cycling Team

0:00:06

 

7

Richie Porte (Aus) Sky Procycling

0:00:07

 

8

Peter Velits (Svk) Omega Pharma-Quick-Step Cycling Team

0:00:08

 

9

David Lopez Garcia (Spa) Sky Procycling

0:00:09

 

10

Jonathan Hivert (Fra) Sojasun

mar 5 2013

Paris-Nice 2ª Etapa

kitttel-wins-660x440

Marcel Kittel (Argos-Shimano) levou, no sprint, a segunda etapa da Paris-Nice. Elia Viviani (Cannondale) terminou em segundo e Leigh Howard (Orica-GreenEdge), em terceiro. Viviani, porém, é o novo líder da competição. Nacer Bouhanni (FDJ), que estava com a camisa amarela, sofreu uma queda a 58 quilômetros da chegada e foi obrigado a abondonar a prova.

Amanhã, a terceira etapa vai bcobrir 170,5 k entre Châtel e Guyon Brioude

 

Classificação da 2ª Etapa

 

1

Marcel Kittel (Ger) Team Argos-Shimano

5:42:18

 

2

Elia Viviani (Ita) Cannondale

 

 

3

Leigh Howard (Aus) Orica GreenEdge

 

 

4

Borut Bozic (Slo) Astana Pro Team

 

 

5

Samuel Dumoulin (Fra) AG2R La Mondiale

 

 

6

Gianni Meersman (Bel) Omega Pharma-Quick-Step Cycling Team

 

 

7

Romain Feillu (Fra) Vacansoleil-DCM Pro Cycling Team

 

 

8

Jens Debusschere (Bel) Lotto Belisol

 

 

9

Jose Joaquin Rojas Gil (Spa) Movistar Team

 

 

10

Tony Gallopin (Fra) RadioShack Leopard

 

Classificação Geral

 

1

Elia Viviani (Ita) Cannondale

10:33:11

 

2

Sylvain Chavanel (Fra) Omega Pharma-Quick-Step Cycling Team

0:00:07

 

3

Damien Gaudin (Fra) Team Europcar

0:00:08

 

4

Lieuwe Westra (Ned) Vacansoleil-DCM Pro Cycling Team

0:00:09

 

5

Alessandro Petacchi (Ita) Lampre-Merida

0:00:10

 

6

Wilco Kelderman (Ned) Team Blanco

 

 

7

Geoffrey Soupe (Fra) FDJ

 

 

8

Peter Velits (Svk) Omega Pharma-Quick-Step Cycling Team

0:00:11

 

9

Tony Gallopin (Fra) RadioShack Leopard

 

 

10

Borut Bozic (Slo) Astana Pro Team

 


mar 4 2013

Paris-Nice – 1ª etapa

bouhanni-wins-660x440O campeão francês Nacer Bouhanni (FDJ) venceu a primeira etapa (ontem foi o prólogo) da Paris-Nice, depois de sprintar em cima de Alessandro Petacchi (Lampre-Merida) e Elia Viviani (Cannondale). A vitória foi decidida pelo photo finish, com diferença de milionésimos de segundo.O português Rui Costa (Movistar), sofreu uma queda, quebrou o pulso e abandonou a prova. Ele era considerado um dos favoritos à vitória. A etapa de terça-feira é praticamente plana e tem 200k, entre Vimory e Cérilly.

Classificação da 1ª Etapa

  • 1. Nacer BOUHANNI, FDJ, in 4:47:24
  • 2. Alessandro PETACCHI, Lampre-Merida, at :00
  • 3. Elia VIVIANI, Cannondale, at :00
  • 4. Jens DEBUSSCHERE, Lotto-Belisol, at :00
  • 5. Heinrich HAUSSLER, IAM Cycling, at :00
  • 6. Mark RENSHAW, Blanco, at :00
  • 7. Jose Joaquin ROJAS GIL, Movistar, at :00
  • 8. Leigh HOWARD, Orica-GreenEdge, at :00
  • 9. Borut BOZIC, Astana, at :00
  • 10. Romain FEILLU, Vacansoleil-DCM, at :00

 Classificação Geral

  • 1. Nacer BOUHANNI, FDJ, in 4:51:01
  • 2. Damien GAUDIN, Europcar, at :00
  • 3. Sylvain CHAVANEL, Omega Pharma-Quick Step, at :01
  • 4. Lieuwe WESTRA, Vacansoleil-DCM, at :01
  • 5. Elia VIVIANI, Cannondale, at :01
  • 6. Alessandro PETACCHI, Lampre-Merida, at :02
  • 7. Wilco KELDERMAN, Blanco, at :02
  • 8. Geoffrey SOUPE, FDJ, at :02
  • 9. Peter VELITS, Omega Pharma-Quick Step, at :03
  • 10. Tony GALLOPIN, RadioShack-Leopard, at :03

mar 3 2013

Paris-Nice

Começou hoje e vai até o dia 10 de março a Paris-Nice, uma das mais tradicionais voltas ciclísticas da França, também conhecida como ‘Race to the Sun’, a Corrida do Sol (se bem que nessa época, não tem nada de sol por lá, só vento e chuva). Hoje foi o dia do prólogo, em Houilles, e o francês Damien Gaudin (Europcar) percorreu os 2,9 km em 3:37 e conquistou a camisa amarela. Em segundo lugar ficou Sylvain Chavanel (Omega Pharma-QuickStep), com 1 segundo de diferença. Lieuwe Westra (Vacansoleil), ficou em terceiro. No próximo domingo, dia 10, a última etapa é o terrível time trial de 9,6 km no Col d’Éze, nas imediações de Nice. Amanhã, a etapa vai de Saint-Germain-en Laye a Nemours, com 195 km.

Damien Gaudin (Europcar)

Damien Gaudin (Europcar)

Resultados

1 Damien Gaudin (Fra) Team Europcar 0:03:37

2 Sylvain Chavanel (Fra) Omega Pharma-Quick-Step Cycling Team 0:00:01

3 Lieuwe Westra (Ned) Vacansoleil-DCM Pro Cycling Team

4 Wilco Kelderman (Ned) Team Blanco 0:00:02

5 Geoffrey Soupe (Fra) FDJ

6 Peter Velits (Svk) Omega Pharma-Quick-Step Cycling Team 0:00:03

7 Tony Gallopin (Fra) RadioShack Leopard

8 Borut Bozic (Slo) Astana Pro Team

9 Sébastien Turgot (Fra) Team Europcar 0:00:04

10 Andriy Grivko (Ukr) Astana Pro Team 0:00:05

 


mar 3 2013

Alfine Di2 – Primeiras impressões (é com essa que eu vou)

Rodei cerca de 60 k com uma bike Kona Unit 29er single speed toda Shimano Alfine Di2 para uma primeira avaliação. Isso mesmo, câmbio embutido eletrônico de 11 velocidades. É com essa bike que vou fazer a série Audax (200k, 300 k, 400 k e 600 k) para, quem sabe, no ano que vem tentar o Paris-Brest-Paris, com 1,2 mil k. O teste foi na estrada velha do Mar, no Riacho Grande, em São Bernardo.

Bike Kona Unit equipada com câmbio Alfine Di2 Shimano - Foto Aparecido Cardoso

A sensação é interessante. A bike lembra os modelos antigos: quadro de cromoly, garfo rígido, totalmente despojada, pneus de uso urbano, quadro tradicional pintado de preto, no melhor estilo vintage com visual clássico e elegante. Porém, a melhor tecnologia disponível está embarcada na bike: Di2 Alfine, pedais Click’R Shimano (explico melhor esse pedal num outro post – veja a sapatilha na foto acima e na última do post), canote, mesa, guidão (ok, ele está enorme, mas o mestre Ronaldo, junto com o Alemão e o gerente de Comunicação da Shimano, João Magalhães prometeram dar um jeito nisso antes da aventura começar) e manetes da linha PRO, da Shimano, freios a disco do grupo Alfine, banco PRO Condor, pneus Rubena 700×40.

O conjunto, porém, é pesado: 15 kg cravados, o que certamente é uma desvantagem nas grandes distâncias. Nada, porém, que seja insuperável. A história do ciclismo mostra que os pioneiros percorriam distâncias até maiores com bikes mais pesadas e com menos melhoria técnicas. É o espírito Audax em ação.

Nesse primeiro treino, fui surpreendido em duas situações.  A primeira é, naturalmente, o câmbio Alfine. Compreender seu fantástico funcionamento fica para outro post, mais específico (leia na próxima semana). A operacionalidade da troca de marchas com esse sistema fica num patamar mais elevado. O câmbio e suas muitas engrenagens fica embutido no cubo da roda traseira e as mudanças são realizadas eletronicamente, de uma maneira suave e eficaz. Problemas comuns da troca de marchas, como no caso de uma subida que fica íngreme demais e precisa de uma mudança brusca de marcha – quem é ciclista sabe que é preciso dar uma aliviada na pedalada para dar uma folga na corrente e trocar a marcha – não existem mais. Da mesma forma, no caso de estar com a marcha mais pesada e precisar parar, basta pressionar os botões para que a marcha escolhida fique no lugar, sem a necessidade de ajustar a corrente à coroa quan voltar a rodar. As mudanças podem ocorrer a qualquer tempo e em qualquer situação. Testado e aprovado.Alfine Shimano 2

A bateria tem uma impressionante vida longa. Ela fica o tempo todo na função sleep, ela garante horas e horas de treino sem necessitar de recarregamento e volta a funcionar quando é acionada.

As maiores vantagens do sistema são a confiabilidade e a baixíssima manutenção, uma vez que ele é blindado. Claro que tudo isso transforma o pedalar em algo muito prazeroso e não tão cansativo.  Já tem gente, como o Mário Roma (organizador da Brasil Ride), que já pedalou – com sucesso – em trilhas numa MTB com câmbio embutido (Nexus, da Shimano, com 8 velocidades). Acredito que superado o problema do peso (que, afinal, não é tanto assim), a opção do câmbio embutido vai ser natural.

A outra surpresa foi o aro 29. Acostumado a pedalar MTB normal (aro 26), percebi o motivo pelo qual o 29 faz tanto sucesso. A roda desenvolve uma boa aceleração e mantém a velocidade facilmente, como uma speed, mas com pegada de MTB. Além disso, garante uma estabilidade muito grande e uma ultrapassagem de obstáculos mais fácil e – talvez – segura. A retomada de velocidade, um pouco mais lenta é, talvez o maior problema, mas numa prova como o Audax, por exemplo, não significa muita coisa. Em compensação, ela é imbatível num plano. As fotos são do Aparecido Cardoso.bike com Alfine Di2 Shimano

 


mar 3 2013

Audax, randonnée…

Afinal, é Audax ou Randonnée? Quem explica, de maneira simples, é o organizador do Audax Randonneur São Paulo, Rogério Polo (http://audaxsp.wordpress.com/): “a princípio, a modalidade se chama Randonneur, ou Randonnée, em francês. A confusão se faz justamente pelo próprio nome de quem homologa na França ser o ACP (Audax Club Parisien) e, obviamente, ao chegar ao Brasil, onde nada se conhecia da modalidade – além do que é muito mais fácil fixar o nome Audax – ficou assim. Em outras partes do mundo acontece o mesmo com o nome dos clubes”.

Confuso, mas aí tem história. Tudo começou em 1891, quando foi realizada pela primeira vez a PBP Randonneurs (Paris-Brest-Paris), com seus 1.225 quilômetros de extensão e 9.539 metros de subidas acumuladas, ou seja, uma altura superior ao Monte Everest, com seus 8.848 metros de altura. Apenas quem conseguir terminar o trajeto em 90 horas será considerado um Audax e receberá seu singelo certificado, uma medalha de participação e a honra suprema, a inscrição no Grande Livro, onde estão o nome de todos aqueles que, desde o início, terminaram a aventura. Essa prova, que é a mais clássica e prestigiada do ciclismo amador do mundo, acontece uma vez a cada quatro anos, em agosto. A próxima será no ano que vem, e, para participar, o ciclista tem de obrigatoriamente ter conquistado seus brevets – comprovantes de participação em provas promovidas por clubes locais de Audax Randonneurs e homologadas pelo ACP (http://www.audax-club-parisien.com) – nas etapas de 200k, 300k, 400 k e 600 k num mesmo ano.

O termo Audax surgiu em 1897, quando um grupo de ciclistas italianos pedalou de Roma a Nápoles (230 k). Em virtude das condições pouco favoráveis de estradas e equipamentos, o feito foi considerado audacioso. Daí, o nome, que pegou e é, até hoje o mais lembrado quando se trata de falar em ciclismo de longa distância.

No Brasil, as provas tipo Audax começaram em 2003, trazidas por Cristiano Cordeiro e o fotógrado Manuel Rama Terra. Nesse ano é fundado o Clube Audax Brasil (CAB-http://audaxbrasil.com.br), em Campinas.

Hoje, em São Paulo, quem coordena o Audax Randonneurs (filiado ao ACP – Audax Club Parisien) e promove toda a série de eventos – aliás, com muita competência – é o Rogério. Extremamente cuidadoso com o planejamento dos trajetos, Rogério, que também é ciclista dos bons, mantém toda a tradição da prova original, principalmente no que diz respeito a autossuficiência do ciclista (embora esteja a postos para qualquer eventualidade). O calendário anual e tudo o que precisamos saber sobre a modalidade está em http://audaxsp.wordpress.com/.

 

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mar 3 2013

Copa da República

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Cristian Egidio (Dataro) arranca para a chegada Foto: Sérgio Shibuya/Divulgação

Cristian Egídio da Rosa (Clube Dataro, de Cascavel), venceu a 11ª edição da Copa da República de Ciclismo no sprint contra o argentino Francisco Chamorro (Funvic, de São José dos Campos). Egidio completou as 13 voltas do percurso em 44min34seg360, a menos de um segundo de Chamorro. O destaque ficou para Kléber Ramos da Silva (Dataro), que puxou a fuga sozinho até ser apanhado pelo pelotão na última volta. Antes, Valquíria Pardial (Funvic), venceu no feminino, e completou seis voltas no circuito em 24min30seg498. Gimena Stocco (São Francisco Saúde/Powerade/Botafogo, de Ribeirão Preto), chegou colada e ficou com a segunda posição.

A prova foi um tanto esquisita. O circuito, no centro velho de São Paulo, tinha apenas 2,5 km e exigiu muito dos ciclistas. A cada momento era necessário frear e arrancar, e isso acabou com o pelotão. Menos da metade dos  80 ciclistas do masculino que largaram conseguiram terminar a prova. Em minha opinião, foi um tanto arriscado, pois a velocidade média ficou acima dos 44 km/h num traçado em que muitos elementos (tampa de bueiros, eventuais desníveis de pista, sujeira, guias e sarjetas, curvas fechadíssimas) poderiam provocar acidentes sérios. Por sorte, nada disso ocorreu.

Além disso, a prova teve um percurso muito curto, muito em função da transmissão pela Rede Globo. Ok, ok. entendo que a massificação do esporte é necessária e que qualquer divulgação das provas é importante. No entanto… uma prova com essa importância para o calendário nacional precisaria de um pouco mais de respeito. Não dá para se definir um campeão em 40 minutos mais uma volta num circuito curto desse. Enfim, a cartolagem está lá e parece que todos aprovam esse tipo de coisa.

Uma sugestão seria promover meetings estaduais nesse formato, com um critério de pontuação independente e manter a tradição nas provas mais significativas do calendário. Certamente iria agradar a todos e alavancaria o esporte para outro patamar.

Classificação Masculino

1 – Cristian Egídio da Rosa (Clube Dataro de Ciclismo/Cascavel/Maxxis/ Calypso) 44min:34s:36
2 – Francisco Chamorro (Funvic/Brasilinvest/Marcondes César/Caloi/São José dos Campos) 44min:34s:57
3 – Edgardo Simon (Ironage/Colner/ Penks) 44min:34s:72
4 – João Marcelo Gaspar (Ironage/Colner/Penks) 44min:34s:74
5 – Geraldo da Silva Junior (São Lucas/Giant/Americana) 44min:34s:86

Classificação Feminino

1 – Valquíria Pardial (Funvic/Brasilinvest/Marcondes César/Caloi/São José dos Campos) 25min:30s:49
2 – Gimena Stocco (São Francisco Saúde/Powerade/ Botafogo/Ribeirão Preto) 25min:30s:52
3 – Luciene Ferreira (Funvic/Brasilinvest/ Marcondes César/Caloi/São José dos Campos) 25min:30s:58
4 – Danilas da Silva (Velo/Giant/Seme Rio Claro) 25min:30s:62
5 – Cristiane da Silva (Suzano/DSW Automotive) 25min:30s:82


fev 22 2013

Shimano Audax Xperience

A aventura vai começar. No próximo dia 16 de março, inicio a maratona Audax, uma série de provas de longa distância de bicicleta por estradas paulistas. O Audax não é uma competição contra os outros participantes. “Vence” quem terminar a quilometragem no tempo estipulado. Assim, terei 13h30 horas para finalizar os 200 quilômetros na região de Boituva, no interior paulista. Da mesma forma, terei os seguintes tempos para terminar as etapas:
20h (300km);
27h (400km);
40h (600km);
75h (1000km)

Se tudo correr bem, estarei capacitado a participar da principal etapa do Audax no mundo – e que acontece a cada 4 anos – a Paris-Brest-Paris, com 1.200 k, na França, com tempo máximo de 90 horas para completar. O próximo PBP acontece no ano que vem.

Mas isso não é só. Participarei de todas as etapas – se finalizar dentro do tempo previsto, claro – com uma bicicleta especialíssima, equipada com o novo câmbio Shimano Alfine de 11 velocidades, embutido no cubo da roda traseira. Esse tipo de câmbio tem se mostrado absolutamente confiável e a proposta é demonstrar que ele pode ser utilizado tanto para pequenos trechos de deslocamento urbano  e de lazer quanto para aventuras no asfalto e na trilha.

A bike deve estar totalmente preparada até  próxima quarta-feira pela equipe da Shimano (grato, Ronaldo!; obrigado, John!) e já poderei fazer o bike fit, que é a adequação da bicicleta às dimensões do meu corpo. Afinal, para pedalar durante tanto tempo sem desgaste precisa ter um pouco de conforto. Em breve publicarei notícias – e fotos –  da máquina. Quem vai me ajudar com isso é o ciclista de ultra-distância Cláudio Clarindo, uma fera que já fez a mais dura prova de ciclismo do mundo, a RAAM (Race Across America), que vai da costa oeste à costa leste dos EUA num percurso de quase 5 mil quilômetros ininterruptamente quatro vezes. Clarindo é o melhor ciclista latino-americano na prova por duas vezes (2011 e 2012).

Enquanto isso, vou explicar um pouco o que é o Audax. Para participar de uma prova do tipo Audax é preciso ter resistência, muita resistência. Não é necessário ser veloz (a média em todas as etapas é de 15 km/h, relativamente fácil para um ciclista com algum preparo físico fazer sem problemas), mas é indispensável ter determinação e vontade de superar limites físicos, geográficos e as variações de temperatura que ocorrem durante as várias horas de deslocamento. Além disso, o participante tem de ser autossuficiente e resolver os problemas que possam surgir, tanto os mecânicos quanto os relacionados à prova, como saber ler os mapas do percurso, locais de descanso (nas provas mais longas, decidir onde e quando dormir), como e quando se alimentar, higiene e demais ocorrências. O ciclista não pode contar com qualquer apoio externo, a não ser nos postos de controle, onde é carimbado o passaporte que dará direito à medalha e a um certificado de participação, homologado pelo Audax parisiense e que permitirá o acesso à próxima etapa.

O ciclista pode participar com qualquer tipo de veículo impulsionado pelos músculos humanos, e aí vale até mesmo um velho patinete. No entanto, o uso de equipamentos de segurança, como capacete, luvas, lanternas, farois e colete reflexivo são obrigatórios, pois o participante terá de se mostrar muito visível por onde passar.

Ou seja: o Audax é uma prova feita especialmente para quem gosta de pedalar muito, é forte e tem na adversidade um estímulo para ir em frente.

No próximo post, a fantástica história do Audax.

 

 

 

 


jan 28 2013

LM Bike/Shimano

A equipe de ciclismo LM Bike/Shimano, de Lagoa de Prata -MG, vai representar São Caetano nos Jogos Abertos do Interior e jogos regionais de Sao Paulo, na modalidade mountain bike. O time será treinado pelo técnico Marlen Ferreira e terá os atletas Renê Alves, Marcelo Cândido, Gustavo Santos e Isabella Lacerda.

Ao todo, os atletas da Equipe LM / SHIMANO conquistaram 18 primeiros lugares, 9 segundos lugares e 8 terceiros lugares em 2012 e é uma das principais equipes de MTB do país.

A LM Bikes é comandada pelo empresário Henrique Ribeiro, que é um dos maiores distribuidores de peças para bicicletas do país (entre as marcas que ele comercializa estão a Shimano, pneus Vittoria e Geax, Dt Swiss, quadros Mosso, entre muitas outras.

Renê, Isabella, Marcelo e Gustavo


jan 20 2013

Lance Armstrong

Oprah Winfrey fez aquilo que todos queriam, mas não conseguiram. Tirou, na primeira pergunta, a confissão que todos esperavam. Sim, disse Lance Armstrong. Sim, ele se dopou. O resto das 2h30 de conversa não foi além disso, uma conversa. O essencial já havia sido dito. O que era mais importante que assumir o doping, mesmo?

Muitos ciclistas, jornalistas e fãs do esporte queriam mais. Mais o quê? Depois da confissão, o que mais se espera? Ah, disseram alguns, ele não demonstrou qualquer emoção. Perfeito. Se chorasse, diriam que eram lágrimas de crocodilo, certo? Não mostrou arrependimento? Não respondeu às perguntas – aquelas que apenas nós mesmos faríamos? Não acusou companheiros e a UCI? Não sei, me parece que tudo isso, embora alvo de nossa curiosidade, não era o fundamental para o momento e mais, é decorrência de sua confissão, que certamente vários jornalistas tentaram, mas não tiveram sucesso. Todos esses temas seriam, numa entrevista como essa, apenas especulação ou denúncias que não trariam nenhuma luz imediata, talvez apenas um sentimento de vingança ou rancor contra seus acusadores. Não houve isso. O holofote, como sempre, esteve em Lance Armstrong. Era sua entrevista. Era seu momento. E ele o dominou.

Da mesma forma, foram feitas muitas críticas à entrevistadora. Oprah não é uma novata. Sabe muito bem conduzir o espetáculo. E considero que conduziu bem. Cada pessoa pode tirar suas próprias conclusões das respostas que ouviu, ainda mais se, num exercício, levar em consideração o conjunto da entrevista e não as respostas pontuais. Ah, mas ela deve ter feito concessões para não apertá-lo demais, podem dizer alguns. É, deve ter feito, sim. Talvez seja por isso que ela conseguiu sua confissão.

Quanto a Lance, me parece que o efeito de mais esse evento global que protagonizou será mais benéfico para sua imagem do que ruim. Depois da entrevista, o céu ficou mais claro para ele. Não há mais dúvida. Houve o doping, milhões foram enganados, desculpas e culpa assumida. Vão acusá-lo mais do quê? Seus títulos foram tirados, seus patrocinadores saíram, sua instituição, a Livestrong, já não está em suas mãos e as trapaças foram contadas ao mundo. Lance Armstrong não tem mais o que perder ou a ganhar. A verdade o libertará, disse, no final Oprah, ao citar o que ouviu da ex-mulher de Armstrong, Kristin, mas que está em João 8:32.

No entanto, o homem continua lá, e certamente não vai mudar. O filósofo Espinoza, me parece, matou a charada: as coisas querem perseverar em seu ser, disse. Ou seja, a pedra eternamente vai querer ser pedra, e o tigre, sempre tigre. Da mesma forma, Lance Armstrong será sempre Lance Armstrong.


nov 26 2012

Gino Bartali – O leão da Toscana

O ciclista que desafiou

o fascismo de Mussolini

Gino Bartali. O melhor ciclista de seu tempo

levava documentos falsos a judeus perseguidos

O Leão da Toscana”, dos irmãos canadenses Aili e Andres McConnon conta a história fantástica do ciclista italiano Gino Bartali, três vezes campeão do Giro d’Itália (1936, 1937 e 1946), duas vezes vencedor do Tour de France (1938 e 1948 – até hoje um recorde entre os intervalos de vitórias) e dezenas de outras competições.

Mas também relata uma faceta de Bartali que ficou oculta por muito tempo: o ciclista que não concordava com o fascismo de Benito Mussolini e muito menos com o nazismo de Hitler, que ajudou, com seu talento, centenas de judeus perseguidos pelos horrores da II Guerra Mundial com a entrega de documentos falsos produzidos pela igreja católica escondidos no quadro de sua bicicleta.

Garoto pobre na infância, nascido em Ponte a Ema, na região da Toscana, perto de Florença, o ciclista teve de trabalhar duro logo cedo para comprar uma bicicleta de quinta mão.

O que era uma diversão ficou sério e Bartali começou a participar – e vencer provas. Conseguiu dinheiro e fama e, no final da década de 1930, aos 24 anos, já era o ciclista mais famoso do mundo. Venceu o Giro d’Itália duas vezes, e, em 1938, venceu o Tour de France. Nesse momento, Mussolini quis usar o prestígio de Bartali para enaltecer o povo italiano, mas o ciclista não aceitou. Religioso ao extremo depois da morte do irmão num acidente de bicicleta, Bartali ficou próximo do cardeal Elia Dalla Costa.

Com a caçada aos judeus na Itália, o cardeal arquitetou um plano para fornecer documentos falsos para centenas de perseguidos. E Bartali, que conhecia a Toscana como ninguém, além de ser um heroi nacional, não teve muitas dificuldades em passar pelas blitze e entregar as novas identidades durante a guerra. E ainda treinar.

Em 1948 venceu novamente o Tour – e sua vitória épica, extraordinária, numa das etapas, o Col de Izoard, uma montanha dificílima, unificou uma Itália dividida e à beira do caos depois de um atentado a bala contra um importante líder comunista. Mais uma vez Bartali foi utilizado pelo sistema – agora pelos democratas-cristãos que pediram que ganhasse o Tour para a Itália, com direito até a apelo do papa Pio XII – para pacificar a nação e, literalmente, salvar a pátria de uma guerra civil. Coppi morreu em maio de 2.000, aos 85 anos.

Os irmãos McConnon pesquisaram a história de Bartali durante 10 anos. Tudo o que está no livro – inclusive diálogos – pode ser comprovado por reportagens e relatos de pessoas que viveram o período e conviveram com o ciclista.

Livro bom, história melhor

O livro “O Leão da Toscana” é um alento para aqueles que gostam de história e ciclismo, principalmente num momento como o atual em que, Lance Armstrong, considerado o maior ciclista de todos os tempos, perdeu seus sete títulos do Tour de France por doping.

No entanto, embora o livro seja repleto de dados absolutamente reais e traga novidades para os leitores, ele pode frustrar tanto historiadores quanto ciclistas pela pouca profundidade e especificidade Pela história fascinante, os leitores certamente gostariam de ter mais detalhes sobre a ajuda católica aos judeus ou sobre a divisão entre os democrata-cristãos e os comunistas na sociedade italiana no pós-guerra.

Da mesma forma, os ciclistas ficarão um tanto decepcionados com o tratamento superficial dado à rivalidade entre Gino Bartali e Fausto Coppi (contemporâneo no pós-guerra), uma das maiores da história do ciclismo mundial, a tal ponto de existirem, até hoje, grupos fundamentalistas de bartaliani e coppistas entre os entusiastas do esporte.

O livro também não entra em polêmicas, como temperamento difícil de Ginettaccio (Gino, o Terrível).

O “Leão da Toscana” dá, além do livro, um bom filme italiano no estilo de ‘A vida é Bela’ do ator e diretor Roberto Benini.