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Estudante brasileira será julgada por participar de protestos na Venezuela

quinta-feira, fevereiro 20th, 2014

A estudante brasileira Emiliane Coimbra, 21 anos, residente da cidade de Puerto Ayacucho, estado do Amazonas, Venezuela, será julgada pela justiça venezuelana, acusada de participação em protestos na cidade. Ela chegou a ser detida na última terça-feira (19) por 24 horas. Emiliane foi presa, porque segurava cartazes com frases de protesto contra o governo, a escassez de alimentos e a violência.

A estudante contou com exclusividade à Agência Brasil que quando foi presa, estava sozinha com os cartazes, em frente à loja de seu irmão, porque os amigos haviam saído de perto dela.

“Nós ainda não estávamos na rua protestando, mas os soldados chegaram e me viram com os cartazes na mão. Eles me questionaram, disseram que eu estava indo contra a ordem pública e incitando a violência”, contou.

Emiliane disse que vários alunos do colégio em que estuda estavam protestando, e ela resolveu participar. Os cartazes que os amigos confeccionaram tinham as frases: “Abaixo, Maduro; abaixo a escassez e abaixo a violência”. A estudante contou que foi interrogada, e também o irmão dela.

“Como uma estrangeira participa de um ato como esse?”, perguntou um guarda. “Eu disse que ia participar porque estávamos em uma caminhada, e queria ir junto”, disse.

A jovem foi levada para a 52ª  Brigada de Infantaria de Selva, e passou a noite no local. Ela foi atendida pelo serviço consular do Brasil, mas os soldados receberam a ordem de mantê-la detida para uma audiência, realizada ontem (19).

“Depois fiquei sabendo que meus amigos queriam protestar, em frente à brigada, mas minha mãe chorou e pediu para eles não irem, porque poderia piorar a situação. Então, no dia seguinte eu fui levada para o tribunal, e lá um advogado público e dois advogados do consulado [do vice-consulado brasileiro na cidade] participaram”, lembra.

Ainda assustada, ela recorda que sentiu medo, porque antes da audiência ficou numa sala fechada. “Parecia um calabouço, e eu chorei muito”, lembrou-se.

Após a audiência, ela foi posta em liberdade, sob custodia tutelar. Ela não pode, portanto, deixar a cidade, e deve se apresentar periodicamente ao tribunal, enquanto o julgamento final não ocorrer.

Emiliane disse que resolveu protestar pelas dificuldades que está vivendo no país. “Moramos aqui há 15 anos. Mas está faltando tudo por aqui, pior do que mostram em Caracas. Não se acha sabonete para comprar, não se acha comida. Faz tempo que eu não tomo leite, porque não chega aqui”, queixou-se.

A estudante também reclama da violência. “Aqui tem muitos assaltos, entram dentro da casa da gente. Já assaltaram minha casa assim”, relata.

Mas a estudante foi orientada a não protestar mais. “O consulado mesmo me explicou, porque sou estrangeira. Eu até pedi desculpas lá no tribunal”, comenta.

O defensor público Richard Díaz Urbina, que acompanha o caso, disse que a jovem não cometeu crime, e que não estava “infringindo a ordem” pelo fato de ter cartazes de protesto. “Mas, arbitrariamente, o entendimento da polícia agora é que manifestar-se é um ato delitivo”, explicou.

O vice-cônsul brasileiro na cidade, Antônio Bezerra, também conversou com a Agência Brasil. Ele disse que o consulado forneceu dois advogados para acompanhá-la, e que ela está recebendo o acompanhamento devido, mas não é possível saber ainda se Emiliane será condenada.

“Ela não é venezuelana, mas reside aqui, e será julgada pela justiça comum. Os advogados vão tentar mostrar que não há necessidade de uma pena, mas ainda há risco de prisão, e até mesmo de deportação”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil 

Peritos russos descartam envenenamento de Yasser Arafat

quinta-feira, dezembro 26th, 2013

Os peritos russos encarregados de analisar amostras do corpo do líder palestino Yasser Arafat excluíram a hipótese de ele ter sido envenenado e concluíram que a morte foi natural, informou hoje (26) o chefe da equipe. “Concluímos todas as análises. A pessoa teve morte natural e não por radiação”, disse Vladimir Uiba, chefe da Agência Federal de Análises Biológicas da Rússia, em entrevista coletiva.

O corpo de Arafat, que morreu em 2004, foi exumado em 2012 e cerca de 60 amostras foram distribuídas a três equipes de peritos – uma russa, uma suíça e uma francesa – a pedido da viúva Suha Arafat. O grupo francês também descartou a hipótese de envenenamento, mas a equipe suíça detectou altos níveis de polônio 210, substância altamente radioativa, nas amostras analisadas.

Vladimir Uiba disse à imprensa que a sua agência não recebeu qualquer pedido para repetir os exames: “Concluímos a avaliação e todos concordaram. Além disso, os suíços retiraram as suas conclusões e os franceses confirmaram as nossas”, acrescentou.

O embaixador da Palestina em Moscou, Faed Mustafa, informou que, apesar das conclusões dos peritos russos, as autoridades do país não vão encerrar a investigação sobre a morte de Arafat. “Só posso dizer que já foi decidido continuar” a investigação, disse Mustafa. “Respeitamos a posição deles, valorizamos muito o seu trabalho, mas decidimos continuar a trabalhar”, acrescentou.

Arafat começou a ter problemas gastrointestinais em 12 de outubro de 2004 e, depois de uma série de complicações, foi transferido da Cisjordânia para um hospital militar de Paris, onde morreu em 11 de novembro. À época, o corpo não foi autopsiado a pedido da viúva, Suha Arafat. Em julho de 2012, no entanto, ela apresentou à Justiça francesa uma queixa contra desconhecidos, depois da descoberta de níveis anormais de polônio, uma substância radioativa altamente tóxica, nos objetos pessoais do marido.

 Fonte: Agência Brasil 

Michelle Bachelet é eleita presidente do Chile

domingo, dezembro 15th, 2013

Depois de quatro anos, a A socialista Michelle Bachelet voltará a conduzir o Chile. ela foi eleita neste domingo (15/12) a nova presidente do Chile. Michelle, candidata de centro-esquerda da coalizão Nova Maioria (ex-Concertação), venceu o 2º turno no país com 62,16% dos votos, contra 37,83% da centro-direitista Evelyn Matthei – que chorou ao reconhecer a derrota.

Do total de 13,6 milhões de eleitores, 5,672 milhões foram às urnas. A alta abstenção de 53% marca a primeira eleição presidencial do país com o voto não-obrigatório. No 1º turno, 48% dos eleitores não foram votar.

O baixo comparecimento às urnas levou a deputada Camila Vallejo a defender a volta do voto obrigatório no país. A votação deste domingo foi a primeira com participação livre do eleitorado.

Depois de votar, a deputada do Partido Comunista disse à imprensa que é normal pouca gente ter comparecido às urnas e que, por isso, é partidária da inscrição automática e do voto obrigatório. “Novamente um respaldo e apoio a este projeto da Nova Maioría que já se viu nas primárias e que se viu também no primeiro turno”, disse Camila, cuja carreira começou no movimento estudantil.

A proposta de Camila foi aprovada pelo ex-presidente chileno Ricardo Lagos, que fez um apelo aos cidadãos para votar e disse que foi um erro apoiar o voto facultativo. “Em um momento, fui partidário do voto voluntário”, mas pensei, meditei e me dei conta de que é um erro, que creio estar demonstrado”, disse Lagos.

Segundo ele, votar é um direito, que, no fundo, também é uma obrigação. “Pense cinco minutos que é o melhor para o Chile e, de acordo com isso, vote”, concluiu o ex-presidente.

Duas mulheres disputaram o segundo turno da eleição presidencial: Michelle Bachelet, da Nova Maioria, que governou o país de 2006 a 2010 e ficou em primeiro lugar na primeira rodada de votação, e a ex-ministra do Trabalho e Previdência Social Evelyn Matthei, da Aliança pelo Chile.

Assim como foi feito no primeiro turno, em novembro passado, o governo disponibilizou transporte gratuito – 1.300 serviços – para facilitar a participação dos eleitores, principalmente dos que vivem em zonas rurais isoladas. Segundo a ministra dos Transportes, Gloria Hutt,a medida beneficiaria mais de 50 mil pessoas que vivem em lugares distantes ou de difícil acesso. Os locais de votação foram os mesmos do primeiro turno.

 Com informações de Agência Brasil 

Nelson Mandela morre aos 95 anos

quinta-feira, dezembro 5th, 2013

Responsável pelo fim do regime de segregação racial na África do Sul, o apartheid, Nelson Mandela, de 95 anos, morreu nesta quinta-feira em decorrência de problemas cardíacos. Ele conquistou o respeito de adversários e críticos devido aos esforços em busca da paz. Ele foi o primeiro presidente negro da África do Sul, de 1994 a 1999, e recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 1993.

O líder ficou conhecido como Madiba (reconciliador) devido ao clã a que pertencia e recebeu o título de O Pai da Pátria. A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Internacional Nelson Mandela em defesa da luta pela liberdade, justiça e democracia. Ao visitar o Brasil, em 1992, Mandela conversou com o então presidente Fernando Henrique Cardoso. Bem-humorado, Mandela disse que gostava muito de uma ave tipicamente brasileira – o papagaio – e arrancou risos dos presentes.

No Rio de Janeiro, Mandela foi a um show de Martinho da Vila, no Sambódromo, e demonstrou entusiasmo ao ver uma apresentação de capoeira. Ao lado do então governador Leonel Brizola (que morreu em 2004), Mandela acompanhou o ritmo do samba e agradeceu as manifestações de apoio da plateia.

Em 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu, pela terceira vez, com Mandela. Segundo Lula, sua trajetória política foi marcada por duas influências intensas: Mandela e Fidel Castro, ex-presidente de Cuba e líder da Revolução Cubana, em 1959.

De uma família sul-africana nobre, do povo thembu, Mandela ficou 27 anos preso em decorrência de sua luta em favor da igualdade racial, da liberdade e da democracia. Na prisão, ele escreveu sua autobiografia. Preparado pela família para ocupar um cargo de chefia tribal, Mandela não aceitou o posto e partiu em direção a Joanesburgo para cursar direito e fazer política.

Com amigos, Mandela criou a Liga Juvenil do Congresso Nacional Africano (CNA), cuja sigla em inglês é Ancyl. Ele foi eleito secretário nacional da Ancyl e executivo nacional do CNA. O princípio da sua política é a paz.

Na prisão, Mandela não tinha contato com o exterior, pois não podia receber jornais e notícias externas. Mesmo no período em que esteve preso, Mandela recebeu homenagens. No dia em que deixou a prisão foi recebido por uma multidão. Ele gritava: “Poder” e os manifestantes respondiam: “Para o Povo”.

A eleição de Mandela foi um marco na história do país, definindo a nova África do Sul com um processo de reconciliação entre oprimidos e opressores. Em 1992, o resultado do referendo entre os brancos dá ao governo, com mais de 68% de votos, o aval para as reformas e permite uma futura constituinte.

Em 2001, Mandela foi diagnosticado com câncer de próstata, mas apesar do tratamento ele fez campanha em favor do combate à aids, um dos principais problemas de saúde pública na África do Sul. Ao completar 85 anos, ele anunciou a aposentadoria.

Fonte: Agência Brasil

Merkel finaliza coalizão conservadora para os próximos 4 anos

quarta-feira, novembro 27th, 2013

O bloco conservador alemão liderado pela chanceler Angela Merkel chegou hoje (27) a um acordo com o Partido Social Democrata (PSD) para o governo nos próximos quatro anos, formando uma grande coalizão de três partidos – o PSD; a União Democrata-Cristã,  de Merkel; e a União Social-Cristã. O acordo em que foi formada a coalizão está expresso em um documento de 170 páginas.

De acordo com a chanceler a consolidação fiscal, o reforço do bem-estar geral e a melhoria da justiça social são os pilares do novo governo de coligação. Para ela a redução da dívida, a criação de emprego, os progressos na reforma energética e o aumento do investimento em educação, investigação e infraestruturas são pontos importantes a ser trabalhados.

“A grande coligação tem perante si grandes tarefas”, disse Merkel.

O pacto entre os partidos coloca um ponto final após um mês de reuniões e conclui o processo eleitoral alemão, em que Angela Merkel obteve uma vitória expressiva que a deixou no quinto lugar da maioria absoluta.

O último passo para a formalização do acordo será a consulta do PSD às bases, já que o partido se comprometeu a submeter à decisão dos 470 mil militantes um eventual pacto de coligação. O resultado da consulta deverá sair até o dia 14 de dezembro e, se aprovado, permitirá que Angela Merkel tome posse no dia 17 de dezembro, com 504 dos 631 deputados.

Com a formalização dessa coligação, a oposição será formada pelo Die Linke (Esquerda, em português), formado por antigos comunistas e dissidentes do PSD; e pelo Die Grünen (Os Verdes, em português), partido com o qual Merkel havia pensado em formar governo após as eleições.

Fonte: Agência Brasil 

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