Deputado tucano vai ao TSE e pede auditoria no sistema de votação

30 de outubro de 2014

O deputado federal Carlos Sampaio (PSDB/SP) protocolou nesta quinta-feira (30/10) no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) um pedido de  auditoria no sistema de votação, apuração e contagem dos votos desta última eleição.

Segundo ele, a solicitação nada tem a ver com pedido de recontagem ou questionamento do resultado. O tucano afirma que quer por um fim no sentimento de que houve fraude no pleito no último domingo (26/10),  quando a presidente Dilma Roussef (PT) foi reeleita para cumprir um mandato de quatro anos com 51,63% dos votos válidos. O senador Aécio Neves, candidato do PSDB, recebeu 48,36% da preferência dos eleitores.

“É um pedido de auditoria no sistema, com o acompanhamento do TSE e de técnicos indicados pelos partidos, para evitar que esse sentimento de que houve fraude continue a ser alimentado nas redes sociais, sem que alguém tome uma atitude para esclarecer os fatos! Assim agi por estar convencido de que não podíamos mais permitir que essa sensação de dúvida, que paira no ar, ficasse sem uma resposta adequada por parte da Justiça Eleitoral!”, escreveu ele no Facebook, que acrescentou “O que fiz foi garantir a todos os cidadãos a certeza de que nossos representantes políticos são, de fato, aqueles que foram escolhidos pelo único titular da soberania nacional: o povo brasileiro.”.

 

Campinas usará água de reúso para abastecimento e construirá reservatório

30 de outubro de 2014

Depois de a população de Campinas ter ficado 11 dias sem água, o prefeito Jonas Donizette (PSB) falou pela primeira vez nesta quinta-feira (30/10) e anunciou um pacote de obras que fará para evitar futuramente o problema na cidade.

Entre os anúncios estão a decisão de usar esgoto tratado para abastecer a população e a construção de um reservatório com capacidade de armazenamento de 72 dias – hoje as caixas de água da empresa tem capacidade de guardar o produto por apenas 6 horas.

O prefeito disse que a cidade será a primeira do país a usar esgoto tratado para abastecer a população. A obra, que está estimada em R$ 12 milhões, deverá ficar pronta em 18 meses, e será financiada pela Aeroportos Brasil Viracopos, concessionária que administra o Aeroporto de Viracopos.

A Sanasa, que hoje despeja o esgoto tratado e transformado em água de reúso no Rio Capivari vai lançar esse produto, que tem 99% de pureza, antes do ponto de captação de água do próprio rio. O efeito será a melhora na qualidade de água do rio Capivari, que abastece cerca de 7% da cidade de 1,1 milhão de habitantes.

A concessionária ficará com 10% da água produzida e o restante vai para o rio Capivari. A Epar (Estação Produtora de Água de Reúso) tem capacidade de produzir 360 litros por segundo).

A prefeitura vai transformar ainda a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) Anhumas em outra Epar, ao custo de R$ 90 milhões. Neste caso, esse produto será jogado no rio Atibaia. O prazo para a obra é de 18 meses.

A prefeitura também já contratou uma empresa para apontar um local para a construção de um reservatório com capacidade de armazenagem de 77 dias de água.

Multas 

O Executivo vai enviar à Câmara de Vereadores de Campinas um pedido de autorização para que a Sanasa passe a aplicar multa imediatamente quando constatar desperdício de água. Atualmente, a prefeitura notifica antes e depois multa. O valor da infração é de três vezes o valor da última conta de água.

 

Corrente do PT defende criação de jornal de massa

30 de outubro de 2014

Logo depois da reeleição da presidente Dilma Rousseff, uma das correntes internas do PT, a Articulação de Esquerda, já se reuniu para fazer balanço das eleições e propor sugestões de ações para o partido e governo. A reunião foi feita  no dia 27 e o texto, com o título “Comemoração e luta!”, traz ideias que podem gerar bastante polêmica. O texto, que ainda está “em debate, sujeito a emendas e correções”, foi publicado no blog de Valter Pomar, um dos principais integrantes da corrente, e que já ocupou diversos cargos importantes no comando nacional do PT.

A Articulação de Esquerda não é uma corrente majoritária dentro do PT, mas tem capacidade de influenciar bastante o rumo dos debates internos do partido. O Diretório Nacional da sigla tem reunião convocada para os dias 28 e 29 de novembro e deflagrará o início das conversas justamente a discussão sobre as prioridades que devem ser defendidas durante o segundo mandato da presidente Dilma. Os representantes da corrente acham que algumas dessas medidas precisam ser discutidas o mais rápido possível e defendem a antecipação da realização do 5º Congresso Nacional do PT para o primeiro trimestre de 2015.

Entre os 51 itens propostos pela corrente, alguns chamam a atenção, como o item 10, que defende a construção de uma “hegemonia cultural”. “Não basta administrar bem, fazendo mais e melhores políticas públicas. É preciso construir hegemonia cultural e fazer reformas estruturais, com destaque para a reforma política e para a Lei da Mídia Democrática”, diz o texto.

No item 28, a proposta é “inicie a construção imediata de um jornal diário de massas e de uma agência de notícias, articulados a mídias digitais (inclusive rádio e TV web), com ação permanente nas redes sociais, que sirvam de retaguarda e de instrumento do campo democrático-popular na batalha de ideias. E integre esta ação de comunicação política com o amplo movimento cultural que está em curso neste País e que foi tão importante no segundo turno”.

O item 29 aborda mais diretamente ainda a questão da proposta de lei da mídia democrática que a corrente defende que o PT apóie. ”Relance a campanha pela reforma política e pela mídia democrática, contribuindo para que o governo possa tomar medidas avançadas nestas áreas e para sustentar a batalha que travaremos a respeito no Congresso Nacional”.

A corrente também defende que seja revista a tática política para as eleições municipais de 2016 e as nacionais de 2018, abrindo mão da parceria preferencial com o PMDB, iniciada na primeira vitória de Dilma. “De imediato, isso exige que nossa tática para 2016 e 2018 seja construída tendo como aliado preferencial não o PMDB, mas sim esta esquerda política e social que foi às ruas para garantir nossa vitória. Precisamos organizar uma frente popular, unificando os partidos de esquerda e os movimentos sociais, numa coalizão estratégica para disputar o comando do Estado”, diz o texto.

“Não será um movimento fácil, pois temos o PMDB na vice e com grande influência num Congresso Nacional ainda mais conservador do que em anteriores legislaturas. Mas é um movimento necessário, pois não haverá vitória sem mudança e não haverá mudança tendo o PMDB como aliado prioritário, pois a maior parte do PMDB já opera contra nós há anos”, acrescenta o texto.

Fonte: Blog Marcelo Moraes (Estadão)

 

Manifestantes protestam em frente ao prédio da Sanasa

30 de outubro de 2014

Um grupo de pessoas ligadas ao PSOL, DCE da Unicamp, Sindicato dos Químicos Unificados e da Frente Popular em Defesa das Águas fizeram um ato contra o que eles chamaram de descaso da Administração Jonas Donizette (PSB) quanto a gestão da água na cidade dentro da crise hídrica que atinge o Estado de São Paulo.

Os manifestantes usaram cartazes e baldes vazios. A industriária Francisca Telma Ramos fez questão de participar do protesto diante de tantas reclamações que ouve diariamente na empresa em que trabalha. “Muita gente vem vivenciando o racionamento há meses. Eles saem para trabalhar sem água na torneira e quando voltam encontram o mesmo cenário. Ficam dias sem água. Quem tem criança ou idoso em casa está sofrendo em dobro”. Questionada sobre quais os principais bairros afetados ela diz que é geral. “Cada semana é em uma região.”, afirmou a industriária.

Nenhum representante da Sanasa recebeu os manifestantes. Para Arlei Medeiros, presidente do PSoL Campinas, essa falta de diálogo só reforça o descaso com a população. “A água está nesta escassez porque vem sendo tratada pelos nossos governantes como mercadoria”, ressaltou Arlei.

A cidade ficou 11 dias sem água por causa da baixa vazão do Rio Atibaia. Com isso, a água não era captada em razão do alto teor de contaminação.

O abastecimento foi normalizado.

Congeapa breca projetos em Sousas e Joaquim Egídio

30 de outubro de 2014

O Congeapa (Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental de Campinas), que reúne os distritos de Sousas e Joaquim Egídio, decidiu anteontem que não aprovará projetos construtivos na APA (Área de Preservação Ambiental) até que a Prefeitura de Campinas dê sinal verde para a elaboração do Plano de Manejo – diagnóstico que apontará diretrizes de crescimento da área e que deveria ter sido feito até 2006, mas foi ignorado pelas últimas gestões.

Segundo o presidente do conselho, Rafael Moya, o conselho, que é deliberativo, não irá dar parecer sobre novos loteamentos e condomínios, ruas e avenidas, assim como sobre projetos da Sanasa e de energia para a região. Ele disse que quatro projetos construtivos foram devolvidos à prefeitura após essa decisão, cuja resolução será publicada hoje no Diário Oficial do Município.

Moya disse que no início deste ano, o Congeapa fez um termo de referência para que a prefeitura contratasse uma empresa para fazer o Plano de Manejo – estudo que, além de determinar as diretrizes de crescimento, também apontará o tipo de prédio que pode ser construído, irá mapear as nascentes e apontar as áreas em que há fragilidades ambientais. “Nestes 10 meses nada aconteceu. Não há vontade política para a elaboração do plano, um instrumento essencial para a continuidade das análises dos projetos. Voltamos a analisar quando a prefeitura contratar a empresa”, disse Moya, explicando
que o prazo para a elaboração do estudo é de cerca de um ano.

O secretário do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Rogério Menezes, nega paralisação do processo e diz que o plano voltou a ser discutido na atual gestão, tanto que foi separada verba do Fundo do Meio Ambiente para contratar a empresa. A licitação deve sair até o fim do ano e até fevereiro de 2015 será contratada a empresa. “Essa sinalização do Congeapa coincide com o que queremos. A decisão do conselho não irá paralisar nenhum projeto construtivo”, disse Menezes.

 

R$ 800

mil é o custo da contratação de uma empresa pela prefeitura para a elaboração do Plano de Manejo  


28%do território de Campinas refere-se à APA (Área de Proteção Ambiental)

 
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