Lava Jato: Gim Argello arrola Carlos Sampaio como testemunha

26 de maio de 2016

O ex-senador Gim Argello, que está preso na Lava Jato por suspeita de cobrar propina para não convocar empreiteiros à CPI da Petrobras em 2014, arrolou o deputado Carlos Sampaio (PSDB) como uma das 19 testemunhas de defesa no processo que julga o caso. O tucano é um dos 15 políticos convidados para falar sobre Argello.

A assessoria de imprensa de Sampaio informou que o deputado disse que não imagina por qual razão foi arrolado. “Mas, por óbvio, responderei com toda sinceridade a qualquer pergunta que me for feita.”

A maioria dos convocados pelo ex-senador foram integrantes da CPI e da CPMI da Petrobras em 2014. Gim foi denunciado por recolher R$ 7,5 milhões de quatro empreiteiras para a coligação pela qual concorreu nas eleições 2014. Na defesa prévia, ele pede que o processo passe ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Das 19 testemunhas, quatro delas não têm mandatos, como, por exemplo, os dois ex-senadores, Antônio Carlos Rodrigues (PR-SP) e Hugo Napoleão (PSD-PI), Dirceu Machado (funcionário do Senado), e o ministro do TCU Vital do Rêgo (PMDB-PB), também investigado pelos mesmos crimes no Supremo.

Do grupo dos sete deputados federais estão além de Sampaio, Marco Maia (PT-RS), Rodrigo Maia (DEM-RJ), Antonio Imbassahy (PSDB-BA), Hugo Leal (PSB-RJ), Antonio Brito (PSD-BA) e Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Do Senado, foram arrolados: João Alberto Souza (PMDB-MA), Sérgio Petecão (PSD-AC), Humberto Costa (PT-PE) Acir Gurgacz (PDT- RO), Álvaro Dias (PV-PR), José Pimentel (PT-PI) Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e Paulo Paim (PT-RS).

Câmara aprova LDO de 2017

26 de maio de 2016

O plenário da Câmara de Campinas aprovou na noite de quarta-feira, em primeira discussão, o projeto do Executivo que define a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2017, que prevê deficit de R$ 229 milhões nas receitas primárias.
De acordo com o Executivo, a diferença é resultado de aplicação de recursos próprios em programas como o de instalação do sistema de ônibus rápidos – o chamado BRT – e o de pavimentação. O primeiro prevê investimentos de R$ 550 milhões, dos quais, R$ 450 milhões virão de financiamento a ser feito pela prefeitura.
As receitas primárias – que são total das receitas, menos as operações de crédito provenientes de aplicações financeiras, entre outras – deverão ficar em R$ 5,019. A previsão do Executivo é de receitas totais de R$ 5,4 bilhões no ano que vem. “A LDO define o rumo a ser tomado. A lei que vai determinar os gastos e detalhamento de cada um deles é a Lei Orçamentária Anual, que virá para a Câmara em setembro”, explica o líder do governo, vereador André Von Zuben (PPS).

Prefeitura oferece 6% de reajuste parcelado

25 de maio de 2016

A Prefeitura de Campinas ofereceu 6% de reajuste ao funcionalismo.O pagamento, porém, será parcelado, sendo 3% de reajuste pago em maio e o mesmo percentual a ser repassado em setembro. O índice e a forma de pagamento também estão sendo oferecidos sobre o vale-alimentação e vale nutricional dos aposentados. Os servidores rejeitaram a proposta e votaram nesta quarta-feira (25/05) pela continuidade da paralisação.

Os servidores querem reajuste salarial de 23% de reajuste salarial e aumento do vale-alimentação de R$ 788,00 para R$ 1.017,00, além de seguro de vida e Hospital do Servidor.

Hoje ocorreu a primeira rodada de negociação após a greve deflagrada na última segunda-feira.Durante o encontro, o secretário de Relações Institucionais, Wanderley de Almeida, ressaltou a dificuldade financeira do município. O governo estima que irá fechar o ano com R$ 500 milhões de redução nas receitas deste ano.

Mobilização aumenta
Apesar de o governo municipal informar que adesão à paralisação está na casa dos 3%, a mobilização dos trabalhadores está grande. Segundo informações de servidores, a adesão não se dá apenas pela pauta econômica, mas também pela insatisfação da categoria quanto a outras demandas como falta de infra-estrutura no trabalho e falta de segurança.

De acordo com o sindicato dos servidores, mais de 2,5 mil servidores ocuparam as ruas ontem.

A prefeitura conta com 17,8 mil servidores ativos e 8,5 mil aposentados e pensionistas.

Mais de 62 mil vagas de trabalho foram fechadas em abril, diz Caged

25 de maio de 2016

O Brasil fechou 62.844 vagas de trabalho com carteira assinada em abril, segundo dados divulgados hoje (25) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. O número é menor que o registrado em abril do ano passado, quando o país fechou 97.828 postos de trabalho.

No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, o país perdeu 378.481 empregos formais. Nos últimos 12 meses, já foram reduzidas 1.825.609 vagas formais. Os números levam em conta a diferença entre demissões e contratações. Quase todos os setores da economia demitiram mais do que contrataram. Os números levam em conta a diferença entre demissões e contratações. Quase todos os setores da economia demitiram mais do que contrataram.

Comércio lidera

O comércio foi o líder no fechamento de vagas em abril deste ano, com 30.507 demissões – seguido pela construção civil, que registrou 16.036 vagas fechadas. Na contramão das demissões, a agricultura foi o setor que mais registrou contratações, com 8.051 carteiras assinadas em abril, seguido pela administração pública, que contratou 2.255 pessoas.

Em apenas seis estados houve aumento do emprego formal em abril deste ano: Goiás (5.170), Minas Gerais (3.886); Distrito Federal (1.202); Mato Grosso do Sul (919); Espírito Santo (466) e Amapá (50).

Divulgado desde 1992, o Caged registra as contratações e as demissões em empregos com carteira assinada com base em declarações enviadas pelos empregadores ao Ministério do Trabalho.

Dilma diz que mudança no repasse para educação proposta por Temer é retrocesso

25 de maio de 2016

A presidente afastada Dilma Rousseff criticou hoje (25/05) as medidas econômicas anunciadas pelo presidente interino Michel Temer e disse que as ações poderão significar retrocesso para a educação brasileira. Dilma fez os comentários durante mais um bate papo com internautas em sua página no Facebook e estava acompanhada pelo ex-ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

Para Dilma, a proposta do governo interino de reajustar os repasses para educação e saúde pela inflação do ano anterior vai trazer perdas significativas para a área da educação. “Estamos muito preocupados porque investimos R$ 54 bilhões além do piso constitucional para a educação, num grande esforço, só no nosso governo. O que eles estão propondo representa acabar com o piso e congelar os recursos para educação para os próximos anos”, disse.

Atualmente, a lei exige que os governos apliquem um percentual mínimo de suas receitas em educação e saúde. No caso da educação, a Constituição determina que a União invista, no mínimo, 18% da arrecadação com impostos no setor.

No entanto, Temer pretende incluir as áreas de educação e saúde na proposta de emenda à Constituição (PEC) que vai estipular um teto para os gastos públicos, conforme divulgado ontem (24) pela equipe econômica. Logo após o anúncio, no entanto, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Carlos Hamilton, disse que a aplicação mínima constitucional prevista para saúde e educação não cai com PEC que o governo pretende enviar ao Congresso Nacional limitando gastos. Segundo ele, o que muda é que o total dos gastos, incluindo o piso para essas duas áreas, não pode crescer além da inflação do ano anterior.

Números

Durante a conversa com internautas, a presidenta afastada e o ex-ministro Mercadante também destacaram dados sobre avanços na educação durante os governos do PT, com Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo Mercadante, em 2002, havia cerca de 3 milhões de estudantes universitários no país e, em 2015, eram 7,8 milhões. “O mais importante: com a ampliação das universidades e institutos federais, com o Fies [Fundo de Financiamento Estudantil] e o Programa Universidade para Todos [ProUni], um em cada três estudantes universitários teve acesso ao estudo superior por estas políticas públicas”, disse o ex-ministro.

Nos últimos dias, a presidenta afastada também respondeu a perguntas pelo Facebook sobre o Bolsa Família e a Previdência, sempre acompanhada dos ex-ministros que comandavam as áreas em seu governo.

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