Paulínia: Edson Moura Jr. obtém liminar para voltar ao cargo de prefeito

15 de abril de 2014

O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) concedeu nesta terça-feira (15/04) liminar de efeito suspensivo para que Edson Moura Júnior (PMDB), que teve o mandato cassado na semana passada, retome o cargo de prefeito de Paulínia. A relatora Diva Malerbi determinou que a decisão fosse informada à juíza da 323ª Zona Eleitoral da cidade.

Ontem, o presidente da Câmara, Marcos Roberto Bolonhezi, o Marquinho Fiorella (PP), assumiu interinamente o cargo de chefe do Executivo. Em um ano e quatro meses esse foi o terceiro prefeito que se sentou à cadeira mais importante da cidade.

O peemedebista teve o mandato cassado pela Justiça eleitoral na última terça-feira (08/04), sob acusação de fraudes nas eleições de 2012. A ação foi impetrada pelo ex-prefeito José Pavan Júnior (PSB), que apesar de ter obtido o segundo lugar nas urnas, chegou a ficar alguns meses no cargo, porque o peemedebista teve o mandato cassado por uma outra ação, desta vez, impetrada pelo Ministério Público. Ele conseguiu reverter no meio do ano no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e entrou no lugar de Pavan.

Pavan, por sua vez, também não pode assumir porque também teve o mandato cassado pela Justiça sob acusação de abuso de poder econômico nas eleições de 2012.

Depois da Câmara, só música

15 de abril de 2014

O ex-vereador Luis Yabiku (PDT) disse que agora só quer saber de música. Ele não será candidato a nenhum cargo nestas eleições.

O pedetista disse que só volta dentro de dois anos. “Política, por enquanto, não quero nada”, disse ele. Yabiku reassumiu o seu antigo cargo na Receita Federal.

Disputa pela sucessão de André Vargas divide o PT

15 de abril de 2014

Ainda ocupada oficialmente pelo deputado André Vargas (PT-PR), que não protocolou o pedido de renuncia anunciado na semana passada, a vice-presidência da Câmara já divide petistas. De acordo com a distribuição de cargos na Casa, a cadeira é do partido, mas ainda não há consenso dentro do PT sobre quem deve ser o sucessor de Vargas.

Hoje (15/04), depois da reunião de líderes da base aliada, o vice-líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), disse que na disputa já estão os deputados Luiz Sérgio (RJ) e Paulo Teixeira (SP).

Além da indicação, que será definida pela bancada do PT na Câmara, outros parlamentares também podem apresentar candidaturas avulsas. Fontana acredita que há grande chance de mais de um parlamentar indicado e o resultado será definido em plenário.

André Vargas ocupa a vice-presidência desde fevereiro de 2013. Ele pediu licença das atividades depois que uma reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo revelou seu envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, preso desde o final de março pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, deflagrada para desmontar um esquema de lavagem de dinheiro.

Vargas negou os negócios com o doleiro, mas outra reportagem da revista Veja divulgou mensagens trocadas pelos dois, na qual Vargas promete ajudar Yousseff a conseguir contratos com o Ministério da Saúde.

O parlamentar anunciou que renunciaria ao cargo de vice-presidente da Câmara, mas, até agora, não protocolou qualquer documento na Secretaria Geral da Mesa.

O caso está sendo tratado pelo Conselho de Ética da Casa, que instaurou um processo no último dia 9. O relator Júlio Delgado (PSB-MG) disse que na próxima terça-feira (22) vai colocar em votação a admissibilidade do processo. Hoje, Delgado foi à sede da Polícia Federal, em Brasília, para pedir acesso às informações sobre a Operação Lava Jato.

Fonte: Agência Brasil

Astra pagou, no mínimo, US$ 360 milhões por Pasadena, diz Graça Foster

15 de abril de 2014

O valor pago pela companhia belga Astra pela Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), foi, no mínimo, US$ 360 milhões, e não US$ 42,5 milhões, disse hoje (15) a presidente da Petrobras, Graça Foster, em audiência no Senado. O montante, segundo Foster, constará no relatório final da investigação que está sendo feita pela estatal brasileira sobre a compra da refinaria norte-americana.

“Já temos absoluta convicção de que não foram pagos US$ 42,5 milhões pela Astra [na compra da refinaria]. No mínimo foram US$ 360 milhões. Temos uma série de evidências contábeis nos balancetes, claramente registradas de que a Astra pagou à Crown muito mais do que US$ 42,5 milhões”, disse Foster.

De acordo com a presidente da estatal brasileria, um ano antes da entrada da Petrobras como sócia na refinaria, houve um contrato de refino da Astra, que comprou da Crown, no valor de US$ 104 milhões. “É razoável que, dentro dessa operação comercial entre a Crown, que era a detentora da refinaria, e a Astra, que é uma trading, que ela tivesse também nesse contrato valores relativos aos ativos. Então, temos ali US$ 104 milhões firmes, demonstráveis, com contratos em balanço. Esses serviços custaram US$ 80 milhões”, explicou Foster.

Segundo ela, houve outra operação, também constante em balancetes que estão sendo analisados por técnicos da Petrobras, de US$ 22 milhões investidos pela Asrea. “Além disso, houve um levantamento feito nos livros da refinaria, com investimentos realizados pela Astra, antes da nossa compra, de US$ 112 milhões. No mínimo, nós temos aí que a Astra pagou à Crown US$ 360 milhões por 100% da refinaria. Então, nós pagamos pela refinaria US$ 885 milhões, e a Astra pagou US$ 360 milhões, no mínimo. Fora isso, houve juros e honorários que pagamos por conta desse processo, que caminhou até o ano de 2012”, acrescentou a presidente da Petrobras.

Ao todo, segundo ela, a companhia brasileira desembolsou US$ 1,25 bilhão para comprar a refinaria de Pasadena.

Fonte: Agência Brasil 

Para Graça Foster, compra de Pasadena pela Petrobras “não foi bom negócio”

15 de abril de 2014

A presidenta da Petrobras, Graça Foster, reconheceu nesta terça-feira (15) que a compra pela estatal brasileira da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), foi um bom projeto no início, mas que se transformou em um projeto de baixa possibilidade de retorno. “Hoje, olhando aqueles dados, não foi um bom negócio, não pode ser um bom negócio. Isso é inquestionável do ponto de vista contábil.” Segundo ela, o prejuízo para a Petrobras com aquisição da refinaria foi US$ 530 milhões.

A avaliação foi feita em audiência pública que acontece nas comissões de Assuntos Econômicos e na de Fiscalização e Controle do Senado, onde Graça foi convidada para falar sobre as denúncias de irregularidades na estatal, como a compra da refinaria. Para uma comissão lotada de jornalistas, parlamentares da base aliada ao governo e de oposição, Graça Foster esclareceu ainda que o custo total da transação US$ 1,25 bilhões.

A executiva admitiu que em fevereiro de 2006 houve falhas por parte da direção da área internacional da empresa, ao apresentar o projeto ao Conselho de Administração da estatal, que autorizou a compra de 50% da refinaria.

“Em nenhum momento no resumo executivo, na apresentação de PowerPoint feita pela direção da área internacional à época foram citadas duas condições muito importantes: não se falou da Cláusula de Put Option no resumo executivo, nem na apresentação de PowerPoint e também não se falou da Cláusula de Marlim”, admitiu.

Para Graça Foster, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou a compra de 50% de uma refinaria e não houve, nesses dois documentos, nenhuma citação à intenção e à obrigatoriedade de compra dos 50% remanescentes. “Esse foi o trabalho feito. Um resumo executivo, sem citação dessas duas cláusulas contratuais completamente importantes. O valor autorizado pelo Conselho de Administração foi US$ 359.285.714,30. Essa foi tão somente a aprovação feita”, ressaltou.

Responsabilizando a área internacional da empresa pela falha, Graça Foster afirmou que, quando uma apresentação de resumo executivo é feita ao Conselho de Administração, o documento deve conter todas as informações necessárias para a devida avaliação do que se pretende fazer. “Além disso, é obrigação de quem leva para a diretoria apontar os pontos fracos e frágeis da operação. Não há operação 100% segura. Não existe isso, imagino, em nenhuma atividade comercial e, certamente, não existe na indústria de petróleo e gás”, destacou.

Desde que vieram à tona as denúncias de que houve superfaturamento na compra da refinaria pela estatal brasileira, esta é a primeira vez que uma autoridade do governo vem oficialmente ao Congresso falar sobre o assunto.

Fonte: Agência Brasil

Mais antigos »