bananas às pencas
01 de Julho de 2009
Não sei muita coisa sobre Honduras, mas está na cara que esse Manuel Zelaya vale tanto quanto seu sósia tapuia, o presidente do Senado que agora sofre pressão até de aliados para deixar o cargo.
Mas, do momento em que os militares o colocaram, de pijamas, num avião e o mandaram embora para a Costa Rica, eles abriram o flanco para serem chamados de golpistas pelo mundo inteiro.
Se queriam se livrar do protótipo de tiranete instalado por Chávez, eles que o fizessem passar por um processo de legal impeachment como manda o figurino.
Afinal, Zelaya só faltou limpar o fiofó com a Constituição hondurenha.
O que não tem o menor cabimento, em pleno 2009, é depor presidente do cargo dessa forma, mesmo um imbecil como esse aí.
Os militares terem dado uma de república das bananas acabou dando nisso: todo mundo e seu vizinho agora sente-se no direito de condenar o ato e pedir a volta do populista…
enviado por nelson às 16h44 em 01 de Jul de 2009
De Banana Republic eu só gosto das camisas brancas.
enviado por Maria B. às 16h51 em 01 de Jul de 2009
Barbara,o problema é a imagem que se tem de militares.Eles fizeram o que manda a constituição naquele país,ora.O vagabundo da Venezuela põe o exército dentro de uma emissora de tv, acusando sem prova, e é um democrata para Lula.Mas quando a constituição é seguida vira golpe.Todo esse alvoroço veio de quem?De Lula,o que estava na fila pra aplicar o mesmo golpe no Brasil , dos ditadores da A. Latina, da ONU,o pinico do mundo, e de Obama, o fraco.Todos, de uma forma ou outra, temerosos do mesmo destino.Pela amor…o sujeito queria golpear o pais, acintosamente.Se aqui tivéssemos Congresso, o que Lula tem feito já daria impeachment e Forças Armadas de prontidão.O problema é que aqui não se tiene cojones como lá.Lula não tem autoridade nenhuma pra defender este pilantra hondurenho,está sempre de braços dados com eles, não tem isenção nenhuma.É o defensor de ditadores ,corruptos e carrascos.Obama é um ca..ão que vai botar os eua de joelhos.A nossa sorte é que , por enquanto,as bombas estão em mãos democratas.O amigão de lUla,o venezuelano, só não ocupa o Brasil por falta de cojones,vontade não falta..ele só está esperando uma chance.A gente não pode defender essa raça, de jeito nenhum.
enviado por Maria B. às 16h52 em 01 de Jul de 2009
Me equivoquei…Obama ão é o fraco, é a pombinha da paz.
enviado por Fernando Stickel às 17h19 em 01 de Jul de 2009
Pois é, quando não c… na entrada, c… na saída…
enviado por BARTH às 18h10 em 01 de Jul de 2009
Quem esta pondo fogo na AMERICA CENTRAL E SUL, é esse palhaço amigo intimo do LULLA, o sargentão CHAVES. Esse pessoal precisa se tocar que ninguem é bobo…Por influencia do sargentão o presidente hondurenho entrou numa fria ao querer se perpetuar no poder….Portanto cuidado cambada do PT….
enviado por Nélio às 18h39 em 01 de Jul de 2009
Barbara, pelo que li, os militares não agiram de moto próprio; pelo contrário, foram instados a agir desta forma pelos outros poderes (não quer dizer que discordassem). Portanto, o equívoco estaria em chamar de “golpe militar” uma ação coordenada pelos poderes legislativo e judiciário e que culminou na presidência temporária do pres. da Câmara. Impeachement talvez não, pois li que na Constituição hondurenha não há previsão desse instrumento. Mas deve prever outra atitude que não seja exilar sumariamente o indivíduo. Agora o Obama dorme com bananas de pijamas…
enviado por Eduardo Gaui às 19h16 em 01 de Jul de 2009
Sabe BG. Tem horas que só golpe resolve mesmo. Taí o Sarney com o fiofó colado na cadeira, taí o Edmar livre de acusações de fraude à Receita Federal, taí o Renan Calheiros e a corja toda. SEM EXCEÇÃO. Sinceramente, se fechassem o Congresso Nacional (é claro, com esses todos ai devolvendo o que roubaram e devidamente indiciados), começariamos um novo Brasil, pq o que está lá tá tão enraizado que só mesmo com trator passando em cima para começar tudo de novo. Fora a nossa Justiça que é mais morosa que uma lesma.
enviado por Ricardo às 20h04 em 01 de Jul de 2009
O Wall Street Jounal publicou a íntegra do artigo da Constituição que legitíma a intervenção.
Portanto os militares fizeram tudo de forma legal.
O Sr. Zelaya é que foi atrás da armação de Chávez, mas calculou mal.
enviado por Mario Eduardo às 21h10 em 01 de Jul de 2009
Barbara, li umas 6 ou 7 vezes seu texto pra ver se arrumava alguma coisa para discordar; impossível!
Outra coisa, você não mistura amizade com adulação ou submissão à idéia amiga. Parabéns!
enviado por Mario Eduardo às 21h17 em 01 de Jul de 2009
Onde na constituição hondurenha está escrito que insistindo o presidente em uma consulta popular para a reeleição, que ele alega que não era pra ele, o que eu dúvido, mas mesmo assim, pode prender o presidente e manda-lo embora do país?
Democracia sem o devido processo legal não existe.
O Exército (golpista sim) que impedisse a consulta popular como determinou a justiça.
Defender esse golpe é burrice! Só deram mais moral a este presidente que quase ninguém conhecia.
enviado por Giovanni às 21h46 em 01 de Jul de 2009
Eu também não sei muita coisa sobre Honduras e sua capital, Tegucigalpa (ou “Tegucigolpe”, como diria o Luís Naschbim do “Passagem Para…”), mas sei que o Exército de lá, ao tomar essa atitude esdrúxula, igualou-se ao infeliz animal que matou um cachorro a pauladas e ainda botou o vídeo no You Tube (a notícia está na capa do iG).
enviado por Fernando José às 23h06 em 01 de Jul de 2009
Resposta ao leitor Mário Eduardo - Os artigos 4, 42 alínea 5 e 243 dispõe sobre a obrigação da alternância de poder e sobre o crime de traição à pátria para quem não seguir essa normal. A pena é a perda imediata dos direitos políticos. A Constituição votada em 1982 é dura desse jeito exatamente para evitar aventuras como a desse palhaço Zulayo. O Exército fez o que a Contituição determinava e ponto final. Vocês pensam que não existem juízes e magistrados de respeito em Honduras, minha gente? A imprensa brasileira está dando bola fora ao comparar a constituição brasileira com a hondurenha, onde não existe a figura jurídica do impeachment.
enviado por Giovanni às 23h57 em 01 de Jul de 2009
Fernando, explica uma coisa para mim então: o que tem a ver alternância de poder com consulta popular sobre a possibilidade de instauração de uma nova Assembléia Constituinte?
Para mim, está bem claro: as elites hondurenhas viram aí uma possibilidade de perder seus históricos e seculares privilégios e resolveram cortar o mau pela raiz. Típico dos países que fazem parte do quintal de Tio Sam.
E o que a CIA e a Escola das Américas tem a dizer sobre o golpe?
enviado por Roberto Bueno Mendes às 00h52 em 02 de Jul de 2009
Bom, Barbara! Militares nunca foram muito bons em cumpri a Constituição. Acabaram trocando seis por meia dúzia!
enviado por Mario Eduardo às 00h56 em 02 de Jul de 2009
Resposta ao leitor Fernando José: obrigado pela informação, mas por amor a argumentação eu fui pesquisar os artigos indicados na sua resposta e resolvi ler a constituição hondurenha (http://www.honduras.net/honduras_constitution2.html) e peço licença a Bárbara para transcrever abaixo os que o senhor indicou:
ARTICULO 4.- La forma de gobierno es republicana, democrática y representativa. Se ejerce por tres poderes: Legislativo, Ejecutivo y Judicial, complementarios e independientes y sin relaciones de subordinación.
La alternabilidad en el ejercicio de la Presidencia de la República es obligatoria.
La infracción de esta norma constituye delito de traición a la Patria.
ARTICULO 42.- La calidad de ciudadano se pierde:
1. …;
2. …
3. …;
4. …;
5. Por incitar, promover o apoyar el continuismo o la reelección del Presidente de la República; y,
ARTICULO 243.- Se al iniciar el período constitucional para el cual ha sido electo, el Presidente no se presentare, por mientras éste se presenta ejercerá el Poder Ejecutivo el Designado a la Presidencia electo por el Congreso Nacional.
Depreende-se destes artigos que a alternabilidade do exercício da presidência em honduras é obrigatória, e que a infração desta norma constitui delito de traição a pátria, que incitar, promover ou apoiar a reeleição perde a qualidade de cidadão hondurenho e que se o presidente não se apresentar para o início de seu governo este será exercido pelo presidente do congresso.
Oras, em nenhum deles se denota autorizar o golpe que foi levado, qualquer acadêmico de direito consegue tal exegese.
O que reclamo em minha postagem anterior é que não houve o devido processo legal, que, creio, nós que defendemos a democracia não devemos perder nunca, mesmo que seja para julgar o maior sacripanta.
Alias, a própria constituição hondurenha abriga tal direito:
ARTICULO 82.- El derecho de defensa es inviolable.
Los habitantes de la República tienen libre acceso a los tribunales para ejercitar sus acciones en la forma que señalan las leyes.
Portanto dizer que “O Exército fez o que a Contituição determinava e ponto final” não é verdade pelo que vê nos artigos elencados, e essa coisa de “e ponto final” soa bem autoritária, bem castrista, bem império da força, bem militar, coisa que deveríamos abominar como democratas.
Antes que por intolerância ou falta de argumentos me enviem alguns insultos, deixo claro que não sou fã do Sr. Zulayo, sequer saberia seu nome se há uma semana alguém me perguntasse quem é o presidente de honduras, mas, sou muito menos fã de golpes militares, seja de quem for.
Outro fato, hoje o governo golpista suspendeu os direitos constitucionais dos cidadãos hondurenhos. Já tinham tirado do ar as TVs…Hummm… isso é o que heim?
Quanto a ser crime de traição, vejamos o artigo 3 da constituição hondurenha e façam suas reflexões.
ARTICULO 3.- Nadie debe obediencia a un gobierno usurpador ni a quienes asuman funciones o empleos públicos por la fuerza de las armas o usando medios o procedimientos que quebranten o desconozcan lo que esta Constitución y las leyes establecen. Los actos verificados por tales autoridades son nulos. el pueblo tiene derecho a recurrir a la insurrección en defensa del orden constitucional.
Impediram a expressão da vontade popular, crime de traição da pátria: