Barbara Gancia

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toc, toc, toc

02 de Setembro de 2008

Acabo de receber um release de Claúdio Schleder.

No final dos anos 70, Schleder editava por estas plagas a revista de amenidades “Interview”, título que, nos EUA, havia sido lançado por Andy Warhol.

Na época em que os termos “in” e “out” definiam o que devia ou não ser consumido e/ou reverenciado pelos comuns mortais, ele mandava prender e mandava soltar.

Pois veja só o que diz o release enviado do seu endereço eletrônico:

“O Funeral Home é a primeira casa de velórios personalizados de São Paulo. Localizado na Bela Vista (próximo a Avenida Paulista), o serviço está disponível em um casarão paulistano do final dos anos 20, construído pelo Senador Freitas Valle para moradia de sua filha Daphinis de Freitas Valle.

 

A idéia é dar a São Paulo algo que cidades como Nova York, Los Angeles, Barcelona e até Buenos Aires possuem, um local confortável para homenagear os mortos em seus velórios com dignidade, tranqüilidade, segurança, conforto e localização privilegiada.

 

Após pesquisa realizada em vários paises e percebendo a carência que São Paulo possui em locais para realização de velórios, o Grupo ABC se propôs a criar o Funeral Home que oferece um serviço de alta qualidade com total apoio no momento de maior sofrimento do ser humano. Assim, o Funeral Home providencia toda a assessoria desde a saída do corpo do hospital até a missa de sétimo dia, buffet (França), copeiras servindo café, chá, petit-fours e sanduíches, tratamento e embelezamento do corpo, transporte para a família, valet, assistência social, serviços burocráticos, aviso aos parentes e amigos, aviso de missa, anúncio fúnebre, decoração, som que pode ser de cantores ou instrumental, além da realização de cultos ecumênicos.

 

A casa escolhida pelo grupo está de acordo com as normas municipais para instalar esta categoria de serviço na região. Para receber os velórios, existem quatro salas (sala principal + ante-sala para os visitantes): Roma, Paris, São Paulo ou Nova York e ainda a possibilidade de realizar a assistência em domicílio. O Funeral Home também disponibiliza um ciber café, cafeteria para 50 pessoas (com lanches, sopas, pratos rápidos) e capela. O local que hoje abriga o Funeral Home é uma antiga residência de 1928 com diversas árvores frutíferas, em estilo neocolonial, com vitrais nas janelas e detalhes em pedra e madeira escura. A decoração foi toda elaborada pelos proprietários; desta maneira cadeiras, sofás e poltronas são forrados com camurça, couro ou tafetá e cada uma das salas possui TVs de plasma onde poderão ser exibidos os filmes sobre as vidas dos falecidos, como também música para aqueles que optarem assim.

 

O Grupo ABC atua na área de serviços em todo o ABC paulista, tendo mais de dez anos de experiência neste setor, operando o cemitério Vale dos Pinheirais e a Plena Assistencial, uma empresa de assistência funeral que existe desde 2001.

 

 

Duas perguntas:

1) será esse Grupo ABC é composto por metalúrgicos barbudos?

2) quem será o grã-fino de sorte que vai inaugurar a casa? Se for conhecido meu, prometo fazer o test-drive dos petit-fours do bufê França e do ciber café e depois dar minhas impressões neste espaço.

13 Comentários para “toc, toc, toc”

  • enviado por Marcelo às 17h57 em 02 de Set de 2008

    Whatever next???

  • enviado por Marcelo às 17h59 em 02 de Set de 2008

    O que será que minha parente Sybil, investidora mór da Interview diria dessa sua nova atividade, Sr. Schleder?

  • enviado por Vivo anti-sepultamento em prol do cremamento sem veloriamento e com baixo custo com o defuntamento às 18h33 em 02 de Set de 2008

    Que coisa mais “out”!. Por mim todos os cemitérios seriam transformados em lagradouros públicos. Os ossos restantes seriam incinerados conjuntamente. A partir disso só existiriam crematórios. Nada de velórios. Apenas uma cerimônia familiar. Aquelas peças de arte cemiteriais poderiam ser abrigadas num museu. De arte!.

  • enviado por nelson às 18h58 em 02 de Set de 2008

    Há recepcionistas?

  • enviado por Ida Lopes às 19h11 em 02 de Set de 2008

    Oh, pena que o Olavo Setúbal passou desta para melhor antes da inauguração… Já imaginou? Podre de chic!

  • enviado por Maria B. às 19h27 em 02 de Set de 2008

    Menina,desse jeito é bem capaz de o morto ressucitar pra esculhambar com os herdeiros perdulários!Eu,se fosse viúva de um de cujus ricaço aproveitaria o funeral-rega-bofe pra comemorar a liberdade!O problema seria o povo notar minha alegria.
    Em relação ao bonitão ,eu diria que ele saiu do nada pra mesma coisa.

  • enviado por Monica às 19h28 em 02 de Set de 2008

    Sô do interiorrr! Alguém me explica o que vocês aí da capital fazem em um velório. Pra que cyber café em funeral?

  • enviado por Ben às 19h58 em 03 de Set de 2008

    Para o defunto é indiferente ser considerado in ou out.

  • enviado por Carletto Carlo às 20h41 em 03 de Set de 2008

    Eu quero ir na inauguaracao !!! Nao por acaso “Six Feet Under” da HBO e’ uma das minhas series fevoritas … Ciao bella!!!

  • enviado por Funeral de luxo custa R$ 40.000 « Economia Freak às 19h34 em 12 de Set de 2008

    [...] um bufê de comidinhas finas doces e salgadas é preciso desembolsar R$ 40.000. Um outro site, da Barbara Gancia, informe que o pacote é ainda mais completo. A Funeral Home dá toda a assessoria aos familiares, [...]

  • enviado por SILVIA às 17h03 em 18 de Set de 2008

    oi barbara eu acho nao tenho certeza mas acho que vc pegou meu livro da rosely meu sem querer quando vc sentou na nossa mesa se estiver me avise ok bjao sil sua colega de astrologia bjs sil

  • enviado por Rubens às 15h22 em 28 de Out de 2008

    É de arrepiar a ignorancia de algumas pessoas. Uma funeral home é justamente um local para ajuntamento de poucos participantes desse evento. O culto fúnebre é um ritual tal como um batizado, um casamento, uma formatura, enfim um momento solene para aquele que deseja fazer parte. Ninguém é obrigado a nada, mas certamente terá que morrer e temo que no dia e na hora que os banais de plantão precisarem descansar em Paz não tenham em seus filhos a mesma óptica de seus pais (voces). Uma funeral home tem ritos variados conforme o credo religioso e as tradições familiares. Isso deve ser respeitado. Aos investidores…Parabéns.

  • enviado por Eres Gonzaga às 12h37 em 12 de Mar de 2010

    Apesar de atrasado, quero deixar meus parabens aos empreendedores desse tao arrojado projeto. Certamente esse é o sonho de todo gestor funerário que tem além da visão futurística, a visão de conforto aos que aqui ficam e velam seus ente-queridos. Penso em um dia, com a ajuda de Deus ter tambem essa oportunidade.






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