Barbara Gancia

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Tá difícil? O Pacheco
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Dr. Murray enfrenta seu Nuremberg

09 de Fevereiro de 2010

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O cardiologista Conrad Murray, médico particular de Michael Jackson, apresentou-se à justiça e foi acusado de homicídio culposo (sem intenção de matar) pela morte do rei do pop.

Se for condenado, Murray pode pegar até quatro anos de prisão. Ele pagou fiança no valor de US$ 75 mil e aguardará o julgamento em liberdade.

Tudo isso, você já sabe.

O que me traz ao doutor Murray é esta foto, tirada na hora em que ele estava sendo escoltado ao tribunal para ser formalmente acusado pelo juiz.

Olhe atentamente.

O doutor Murray não é o retrato da fragilidade e do terror?

Esse medo que ele traz nos olhos, na minha modestíssima opinião, é do tipo que vem de longe.

É o temor de um ser submisso, daquela sorte de fuinha que calcula que, quando a coisa der errado, ele poderá sempre alegar que estava apenas obedecendo ordens de superiores.

Especulação braba de minha parte, claro.

Mas que conta com o aval da máxima de Oscar Wilde, de que só os idiotas não se deixam levar pelas primeiras impressões.

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Coca Light plus te dá asas?

08 de Fevereiro de 2010

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O visual da nova Coca light é notadamente inspirado no energético Red Bull.

Pergunto: será que eles querem que a gente se iluda de que está tomando algum exilir fortificante que faz bem à saúde?

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não pergunte, não conte e não se fala mais nisso

04 de Fevereiro de 2010

Pedem-me comentário sobre esse impasse dos gays nas Forças Armadas que, com algum atraso, aportou na mídia tapuia (na mídia, sim, pois imagino que dentro dos quartéis já se falasse bastante no assunto).

É uma situação complicada à beça e não serei eu a ter uma resposta criativa para a questão. Nos EUA, já quebraram a cabeça tentando acomodar todo mundo e ninguém até agora conseguiu dar jeito.

O máximo do avanço a que se chegou foi essa coisa calhorda do “Don´t ask, don´t tell”, ou seja, a caserna “no armário”.

É óbvio que acho que todo mundo deve ser tratado da mesma forma e que essa situação deveria ser encarada como temporária. Até que a sociedade se acostume a não mais temer o desconhecido e aprenda, por conseguinte, a rechaçar o mito de que gays são mais “sexuais” do que o resto e que costumam usar qualquer oportunidade para pular na cama com gente do mesmo sexo.

Mas a maioria dos militares não concorda comigo. Acha que a vida de caserna já propicia um ambiente um tanto promíscuo -que pode partir para o descontrole e a fuzarca quando gays assumidos forem conviver com não gays. Militares norte-americanos apontam para estudos dizendo até que soldados relutam em obedecer ordens de gays no campo de batalha.

Claro que não obedecem. A maioria tem preconceito contra os gays porque não teve nenhuma chance de perceber na prática que gays e não gays diferem em muito pouca coisa.

E não teve essa oportunidade porque, na maioria das vezes, os homossexuais são obrigados a viver na clandestinidade ou acuados em um canto para se proteger contra a discriminação.

Dessa forma, os únicos gays que se fazem notar são gente como aquele sargento tapuia que andou reinando feito uma Maria Louca com o parceiro no ano passado e acabou expulso do Exército Brasileiro.

Tipos indisciplinados e excêntricos como ele, só fazem reforçar estereótipos e aumentar a discriminação contra os gays com vocação para seguir a carreira militar.

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o novo “Franco-Atirador”?

03 de Fevereiro de 2010

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Ontem fui assistir “Entre Irmãos” (Brothers), de Jim Sheridan (”Meu Pé Esquerdo”, “Em Nome do Pai” e “Terra dos Sonhos”), que estréia no próximo dia 12, e, na saída da exibição para jornalistas, fiquei sabendo que o filme não havia sido indicado para nenhum Oscar.

Tudo bem que “Entre Irmãos” é um remake de um “Brothers” holandês de 2004, mas, na minha modestíssima opinião de leiga, o filme merecia alguma consideração da Academia.

Tomei conhecimento da existência de “Brothers” assistindo ao “Late Show”, no canal GNT. Em entrevista com Natalie Portman, semanas atrás, David Letterman fez elogios tão rasgados ao filme que resolvi prestar atenção.

E Letterman pode ter credenciais tão escassas quanto as minhas para atestar a qualidade de uma obra cinematográfica. Mas confesso que saí do cinema achando que este pode ser o “Franco-Atirador” da atual geração.

Trata-se do melhor filme de guerra -ou da assolação causada pela guerra- dos últimos tempos.

São vários os temas sobre os quais ele trata: culpa, traição, lealdade, felicidade, auto-destruição… nenhum necessariamente ligado ao campo de batalha, mas todos sutilmente voltados aos irmãos Sam (Tobey Maguire) e Tommy (Jake Gyllenhaal).

Sam é o pai, filho, marido e irmão modelo, um soldado que retorna ao Afeganistão para mais um turno de serviço.

Tommy é o tio, filho, cunhado e irmão que dá trabalho, um “loser” que está saindo da prisão após cumprir pena por roubo à mão armada.

Os dois se encontram numa espécie de “Última Ceia” em família antes que Sam volte para o seu batalhão na Ásia.

E, logo de cara, você sente vontade de levantar e aplaudir as performances do elenco. Todo ele. A começar pelo minimalismo usado por Natalie Portman, no papel de Grace, mulher de Sam, que economiza em expressões e gestos para fazer uma mulher mais madura do que a idade que aparenta.

Em “O Segredo De Brokeback Mountain”, Jake Gyllenhaal já mostrou ser capaz de segurar a onda de papéis dramáticos. Aqui ele convence plenamente como a principal vítima de uma família disfuncional.

O mesmo pode ser dito para Tobey Maguire, que não está nem um pouco desconfortável na pele do irmão mais velho que volta alterado do campo de batalha.

Sam Shepard, por quem eu já dei muitos suspiros ao longo da vida, também impressiona pelas várias camadas que confere ao papel do pai amargurado.

Estamos diante de um filme assaz denso, que requer alguma análise sobre o jogo psicológico que ora coloca um personagem num papel, ora noutro e que, por sua humanidade, acaba despertando a compaixão do espectador pelos personagens.

Este é um filme sobre a felicidade e a falta dela. Sobre o amor e sobre o perdão.

Já comprei na amazon-ponto-com o original holandês. Não vejo a hora de mergulhar novamente na história de Sam e Tommy.

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a fuça Opus Dei de João Paulo 2

29 de Janeiro de 2010

Pincei alguns trechos de um texto que estava lendo de manhã, de autoria de Márcio Retamero, teólogo e historiador, mestre em História Moderna pela UFF/Niterói e pastor protestante da Comunidade Betel do Rio de Janeiro.

Veja e depois eu volto:

“A Cidade do México aprovou uma lei que garante igualdades de direitos dos seus cidadãos homossexuais aos heterossexuais, inclusive o direito à adoção. A Igreja Católica do México, através de seus representantes, se manifestou contrária à lei, alegando que homossexuais querem adotar crianças para abusar sexualmente delas, usando-as também para pornografia infantil e prostituição.

Eu recomendaria aos representantes da Igreja Católica do México a leitura do livro “Fallen Order”, de Karen Liebreich, doutora em História pela Universidade de Cambridge. O estudo é uma longa pesquisa historiográfica sobre os abusos pedófilos cometidos pelo clero europeu.

Remontando ao século XI, Karen nos revela, entre outras coisas, que no ano de 1050, Pedro Damian, hoje santo, escrevera um relatório ao Papa Leão IX sobre os abusos sexuais infantis, acusando os superiores hierárquicos dos padres abusadores de crianças de conivência e parceria na culpa. Resultado: o Papa Leão IX abafou o relatório de São Pedro Damian.

“Abafar o caso” quando se trata deles, para depois, dedos em riste, acusarem homossexuais de perpetradores de pedofilia é, desde o século XI, o que fazem alguns prelados romanos.

Karen também nos relata outro caso: no século XVII, o abuso sexual infantil era cotidianamente praticado por sacerdotes da “Ordem Religiosa das Escolas Pias”, também conhecida como “Padres Escolápios”, dedicada à educação de crianças de pais pobres. José de Calazans, o fundador da Ordem e hoje santo, sabia dos abusos sexuais contra as crianças e tentou “abafar o caso”.

João Paulo II, em seu longo pontificado, enfrentou sua maior crise no caso dos escândalos dos abusos sexuais dos padres pedófilos americanos e europeus, tentando “abafar o caso” até onde conseguiu. Não demorou muito para que a imprensa do mundo inteiro relatasse o que acontecia dentro das paredes de algumas, na verdade, muitas, paróquias católicas.

Dois anos antes dessa bomba cair na Cidade do Vaticano, o mundo soube o que acontecia na Arquidiocese de Boston: os padres John Geoghan, Shanley e Birmingham estavam sendo expostos na mídia como pedófilos. O primeiro foi condenado pela Justiça do Estado de Boston por ter abusado de mais de 130 menores. Nessa época, o então Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, encontrava-se semanalmente com João Paulo II. Nesses encontros, ele assegurava ao então Papa que menos de 1% do clero católico nos Estados Unidos eram “alvos” de denúncias, o que o relatório da Universidade John Jay mostrou ser uma mentira.

Que sinal mais claro poderia a Igreja Católica Romana enviar aos seus fiéis de que ela administra a justiça em dois níveis, um para os leigos e um outro para os clérigos?”

Joaquin Navarro-Valls, numerário da Opus Dei, que durante mais de vinte anos foi o porta-voz do Vaticano na “Era João Paulo II”, foi o primeiro com posto na Igreja Católica a relacionar homossexualidade e pedofilia, publicamente. Ele sempre foi taxativo em dizer à imprensa que “padres gays” são os responsáveis por tais abusos. Ora, sabemos que isso não é verdade! Sabemos, porque as pesquisas sérias sobre este nefasto tema nos informam que a maioria dos abusadores sexuais de menores são heterossexuais, 75% deles do sexo masculino, que mantém uma relação próxima e simbólica de poder sobre a vítima (pais, avôs, padrastos, tios, irmãos mais velhos, padres, pastores evangélicos…).”

EU:

Em novembro de 2008, a freira polonesa Tobiana Sobodka, que durante 20 anos serviu ao papa João Paulo 2, revelou aos encarregados de recolher elementos que levem à beatificação do cidadão Karol Wojtyla que o pontífice tinha o hábito de se autoflagelar.

A informação foi oficializada em “Santo Súbito”, livro lançado nesta semana pelo postulador da causa da beatificação, o monsenhor Slawomir Oder, que escreve o seguinte:

“No seu armário, no meio das batinas, o papa tinha sempre um cinto, que usava como meio de castigo e que levava sempre para a residência de Verão em Castel Gandolfo”.

O sumo pontífice faria isso para “expiar os seus pecados”.

Ora, ora, quem diria!

Além de notório misógino e homófobo, o padre polonês era também um tarado sexual, um sadomasoquista, um sujeito de mentalidade medieval!

Agora consigo examinar sob outra luz aquele trecho famoso da carta anual que João Paulo escreveu aos padres, em 1986:

“O que temos de ver nestas formas de penitência – às quais, infelizmente os nossos tempos não estão habituados – são os motivos: amor a Deus e a conversão dos pecadores”.

Ou seja, o “Deus do Amor” de João Paulo 2 é um Deus supersticioso e cruel que exige a dor física como forma de redenção, que só vê culpa e sofrimento, que converte pecadores na base do escambo, que parou na época das Cruzadas e que em nada difere do Deus adorado pelos radicais do Hamas e do Hezbollah.

E é esse tipo de gente equilibrada que quer nos dizer como os homossexuais devem ser tratados, se as mulheres têm direito ao aborto ou se devemos ou não aceitar os avanços da ciência.

Sei.

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Apple iPad

28 de Janeiro de 2010

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quinta-feira movimentada

27 de Janeiro de 2010

Comunicado de Maranello sobre o que acontece amanhã, a partir das 10h30:

10.30 - 11.15

Live from the presentation ceremony of F1 car 2010, with the presence of Chairman Montezemolo, Stefano Domenicali, the drivers and the technicians, unveiling the single-seater and commenting on the car.

12.40 - 15.30

Live streaming from the press conference with Chairman Montezemolo, S.Domenicali, F.Alonso and the Scuderia Ferrari technicians, followed by the presentation of the Ferrari Driver Academy.

15.30 - 17.30

Single-seater’s first laps and Felipe Massa’s impressions behind the wheel.

You’ll find also single seater photos, the interviews with the engineers N. Tombazis, A. Costa and L. Marmorini, news in real-time. Followed F1 car 2010 virtual tour and more exclusive contents.

An extraordinary digital event: stay tuned on Ferrari.com to experience every moment of the new single-seater’s presentation with the Scuderia.

Ferrari Staff

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lançamento do iPad

27 de Janeiro de 2010

Neste exato momento (20h15 da quarta-feira), ‘iTampon’ é trending topic no twitter, na frente de ‘Apple’, ‘Steve Jobs’, ‘Tablet’, ‘iPhone’ e ‘Kindle’.

Gente bem-humorada é outra coisa! Viva o twitter!

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Eu quero o meu $$$ de volta em papel higiênico

27 de Janeiro de 2010

Do Informativo Migalhas de hoje:

“O Itamaraty informa que a embaixada brasileira em Tegucigalpa se prepara para retomar seus serviços básicos na próxima semana. No cômodo ao lado, enquanto o diplomata despacha, Zelaya assiste à televisão. Entre o bater do carimbo protocolar, uma gargalhada e outra… é Zelaya divertindo-se com mais um episódio de ‘El Chavo del Ocho’, programa conhecido no Brasil como ‘Chaves’.”

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clima

27 de Janeiro de 2010

Nota na coluna da Mônica Bergamo de hoje:

Brasil & Itália
A Marinha italiana enviou ao Brasil seu maior porta-aviões. A embarcação vai apanhar militares e helicópteros brasileiros no Ceará e levá-los ao Haiti.

EU:

Huuuum… Acho que vou colocar mais duas dúzias de picolés de limão na minha aposta de que Lula manda o terrorista Cesare Battisti de volta para a Itália…

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